Ciência & Saúde
O ácido elágico é um polifenol (fenóis são um radical químico com um anel aromático ligado ao radical hidroxila OH) que apresenta vários benefícios à saúde. Ao longo deste post, vamos conferir alimentos que têm esse ácido e quais seus efeitos.
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[Algumas fontes de ácido elágico. Imagem: Zicail | Reprodução] |
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O QUE É O ÁCIDO ELÁGICO E O QUE ELE FAZ?
O ácido elágico é um polifenol menor e um derivado dimérico do ácido gálico, encontrado principalmente em elagitaninos. Ele possui grupamentos oxigenados conjugados a ligações duplas e isso o faz altamente reativo a radicais livres do oxigênio molecular, sendo um antioxidante.
Há mais de uma forma de ocorrência do ácido elágico:
• Forma livre.
• Forma glicolisada.
• Via grupos hidroxila.
• Como polímeros esterificados com um açúcar (elagitaninos).
Essa última é uma das mais comuns. Elas costumam ocorrer em vários seres vivos, como as plantas.
O ácido elágico envolve diversas atividades farmacológicas, com ação anti-inflamatória, antioxidante e quimioprotetora da formação de tumores (anticancerígeno, principalmente no trato digestivo). Também atua de forma antimicrobiana e antiadipogênica, isto é, evita o acúmulo de gordura corporal. Outra grande atividade é proteger a função cerebral.
Ele influencia a melanogênese e a proteção contra os danos causados pela radiação ultravioleta. O ácido elágico pode atuar inibindo a atividade da tirosinase, enzima-chave na produção da melanina. A regulação da melanogênese pode estar associada à capacidade desse ácido de induzir a autofagia nas células. Isso o torna um agente clareador da pele.
QUAIS ALIMENTOS CONTÊM ÁCIDO ELÁGICO?
O ácido elágico pode ser encontrado em muitos tipos de alimentos, como frutas, nozes e plantas. Bagas e romãs são típicas fontes de ácido elágico, mas pouco consumidas no Brasil.
A partir de estudos científicos como a tese de Matsumoto (2008), descobriu-se que, dentre as frutas, a jabuticaba, a grumixama e o cambuci (família Myrtaceae) foram que apresentaram os maiores teores. Das onze sementes testadas, as nozes e a pecan (família Juglandaceae) foram as campeãs.
Outro estudo, de Barros et al. (2018), buscou levantar os compostos bioativos da Hancornia speciosa Gomes (Apocynaceae), popularmente conhecida como mangabeira, que é uma árvore de tamanho médio, de 3 a 10 m, muito comum no bioma cerrado e em parte do Nordeste brasileiro. Dona de várias propriedades importantes e nutrientes como a vitamina C, provou-se que havia em ambas as espécies de mangabeira a presença do ácido elágico.
POSSO ENCONTRAR ÁCIDO ELÁGICO EM SUPLEMENTOS OU MEDICAMENTOS?
A partir dos estudos com o ácido elágico, viu-se um potencial para usar essa substância para produzir cosméticos e produtos para prevenir doenças de pele que surgem da exposição solar. Há que se salientar que muitos fármacos usados nos países emergentes têm origem em plantas, o que torna valioso saber o que há em cada uma delas.
Além disso, existem suplementos no mercado que envolvem o ácido elágico. Ele pode ser oferecido individualmente ou associado a outras substâncias, como a vitamina C. Importante ter cautela no uso desses suplementos, e sempre que possível, fazer uso quando indicado por médico.
OUTRA FONTE DE ANTIOXIDANTES
Além dos alimentos com o ácido elágico, o matchá também é fonte de antioxidantes, dentre outros benefícios 👇🏻:
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