Arte
Já vimos um pouco sobre a história do cinema nacional, seus trunfos e percalços, em postagens aqui do Blog. No mundo, uma das referências no cinema é Hollywood, local onde existiu um condomínio anunciado como Hollywoodland, cujo letreiro pegou e virou "nome" de todo aquele local, mas apenas como Hollywood.
Ao redor do planeta, sempre que um local se destaca no cinema, ganha o apelido do famoso distrito de Los Angeles. E no Brasil, temos uma Hollywood nossa?
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| [Uma das Hollywoods brasileiras. Imagem: g1 | Reprodução] |
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A OUSADA IDEIA EM PAULÍNIA, INTERIOR PAULISTA
Nos anos 2000, a Prefeitura de Paulínia queria transformar a cidade na Hollywood brasileira. Essa ideia foi sendo implementada passo a passo, começando por exibições gratuitas de filmes em DVD, cursos livres de cinema e teatro e, um passo acima, pequenas mostras e palestras com diretores consagrados.
Não parou por aí. Vieram os canteiros de obras. Um supermercado virou um estúdio de cinema e um suntuoso teatro com pilares que lembram o estilo clássico foi construído, e ganhou o nome de "Theatro Municipal de Paulínia", escrito em fonte ao estilo romano bem tradicional.
Era possível tanto ver apresentações teatrais, como havia instalações para exibir filmes. A obra ficou pronta em 2008 e, naquela época, custou oitenta e nove milhões se reais (o que ultrapassaria duzentos e oitenta milhões nos dias atuais).
Curioso pensar como foi possível pagar essa novidade para a Pauliwood que despontava. Não foram usados empréstimos ou recorrido a órgãos de fomento: os recursos vinham de uma fonte muito expressiva.
Eram oitenta mil habitantes, e para melhorar a vida deles, havia muitos recursos advindos da exploração petroleira. A Replan é a maior refinaria brasileira em capacidade de financiamento.
O prefeito da época – Edson Moura – acreditava que o recurso fóssil não poderia ser a maior fonte de receitas, pois como acontece em quaisquer lugares, o recurso natural não é infinito. Era uma ideia curiosa e bem ousada, e que não se prolongou. Hoje é mais natural falarmos e pensarmos em transição energética e até nesse possível declínio de consumo petrolífero como fonte de energia.
Tantos recursos levaram Marília a ter um altíssimo PIB per capita. Também é mais rica do que dezessete capitais de estados brasileiros.
A ROLIÚDE NORDESTINA
Até um nome aportuguesado ela ganhou. Cabaceiras, na Paraíba, virou queridinha do cinema nacional, e várias equipes de TV e cinema costumam gravar na cidade, que ganhou
Já foram feitas mais de cinquenta produções na cidade, inclusive "O Auto da Compadecida", baseado na obra de Ariano Suassuna. Após cada produção, as casinhas são repintadas, e os moradores adoram todo esse movimento.
São pouco mais de cinco mil habitantes. Praticamente todos já foram figurantes ou participaram de algum filme. José Carlos da Silva, por exemplo, é um morador que esteve em o "Auto da Compadecida", como responsável pelos animais em cena.
Além do ambiente de cidade pequena, de interior e antiga, existe outro fator bem favorável ao cinema: o clima. Com muitas externas, os filmes são favorecidos porque é um local que chove pouco: são 300 a 350 mm anuais, ante mais de 1.500 mm de chuva anuais que chove em outras cidades do Brasil.
LIVROS SOBRE CINEMA E TV QUE MENCIONAM UMA "HOLLYWOOD BRASILEIRA"
A Literatura nacional também fala de Hollywood brasileira, mas de outros municípios ou contextos. A ideia também é de falar de arte e transformar sonhos em audiovisual.
No livro "A Hollywood Brasileira", Mauro Alencar usa seu vasto acervo de TV e novelas para falar sobre o gênero que sempre moveu o Brasil. Mauro Alencar nasceu em São Paulo em 1962, é formado em Comunicação Social pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com mestrado e doutorado em Teledramaturgia pela Universidade de São Paulo (USP). Consultor e pesquisador de ficção televisiva (telenovelas, minisséries, seriados e especiais) da Rede Globo, muitas vezes é convidado a apresentar palestras e participar de entrevistas sobre o tema. É também professor de Teledramaturgia, produtor de conteúdo para o portal Globo, colunista do jornal Diário de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).
Já Carlos Roberto de Souza escreveu "Uma Hollywood Brasileira", livro que foi finalista do prêmio Jabuti Acadêmico. Ele é pesquisador do cinema brasileiro, entusiasta do tema.
A dissertação de mestrado sobre o tema, defendida em 1979, já havia era uma obra de referência. O livro expandiu e aprofundou o texto, oferecendo ao público um estudo denso e importante.
O livro fala das cinco produtoras que atuaram em Campinas com o cinema local. Ele traz informações minuciosas sobre os filmes produzidos, com questões técnicas e formais; a formação das empresas e os esquemas de financiamento; a exibição e repercussão dos filmes. Também relata aspectos da crítica e o debate sobre cinema brasileiro na imprensa.
FALANDO MAIS NO CINEMA NACIONAL
Não apenas em Campinas, Paulínia e Cabaceiras, mas o nosso país faz cinema há muito tempo. Veja parte dessa história em 👇🏻:
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