Ciência & Saúde
A atmosfera possui algumas camadas distintas. Ela consiste numa região gasosa de entorno da superfície terrestre, cuja composição química e funções viabilizam a vida na Terra. Diante das missões espaciais, como a recente Artemis II, fica a dúvida sobre onde fica o limite da Terra e podemos pensar sobre estarmos no espaço. Vamos descobrir que essa resposta implica em limites diferentes.
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| [Camadas da atmosfera. Imagem: Mundo Educação | Reprodução] |
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AS CAMADAS DA ATMOSFERA
As camadas da atmosfera possuem várias funções, como:
• Manutenção da vida terrestre.
• Regulação climática global (temperatura, massas de ar, ciclo da água e camada de ozônio).
• Fornecimento de gases necessários à vida.
• Proteção contra raios ultravioleta.
• Defesa contra objetos estranhos que atinjam à superfície terrestre.
Apesar de todas essas funções, ela não é uniforme ao longo de toda sua extensão. Diante disso, costuma-se dividi-la em cinco partes: Troposfera; Estratosfera; Mesosfera; Termosfera e Exosfera.
Troposfera
Com cerca de 12 km, é a mais próxima da superfície terrestre. Aumentando altitude, o ar vai ficando mais rarefeito e a temperatura diminui. A grande maioria dos fenômenos atmosféricos terrestres (como a formação de nuvens) acontece nela.
Estratosfera
Os limites também variam, oscilando entre 12 e 50 km acima da superfície terrestre. Nela fica a camada de ozônio, que nos ajuda a filtrar a radiação solar, protegendo a vida humana.
Mesosfera
A camada "meso" ou "meio" fica, da superfície terrestre, entre 50 a 80 km. O ar é bastante rarefeito, temperaturas são baixas e os meteoritos que entram na atmosfera ali sofrem combustão.
Termosfera
A termosfera é uma camada bastante densa, na faixa de 80 a 700 km da superficie da Terra. Ela tem muitos íons e temperaturas bastante elevadas.
Exosfera
A camada mais externa da atmosfera está além dos 700 km da superfície terrestre, com temperatura altíssima e ar rarefeito. É a última camada atmosférica da Terra.
A LINHA DE KÁRMÁN: O COMEÇO DO ESPAÇO SIDERAL
Não se pode confundir o final da atmosfera terrestre com o começo do espaço sideral. Na verdade, esse limite é diferente, havendo certa zona de transição. Essa demarcação, que fica no meio da atmosfera, é a linha Kármán, situada entre 80 a 100 km acima do nível médio dos mares.
Ela ganhou cada vez mais evidência com o crescimento das ideias sobre turismo espacial, mas vem de muito antes disso. O nome é em homenagem ao Dr. Theodore von Kármán, físico húngaro-estadunidense. Ele nasceu em 1881 e contribuiu com relevantes pesquisas em solo estadunidense, segundo o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
Não é um limite fixo, pois concentrações e densidades variam na atmosfera, mas a Linha de Kármán representa um limite físico (e jurídico) bem importante. A partir dela, aviões a jato e outros veículos aéreos, pela densidade dos gases atmosféricos, não conseguem mais sustentação apenas pela velocidade e diferenças de pressão. A espaçonave (não mais avião comum) precisa, para ir além, de sistema de propulsão que permita sustentação por si mesmo. Mudam as Leis da Física que regem o deslocamento.
NA MESOSFERA, MAIS UMA CURIOSIDADE:
Existe um fenômeno interessante que acontece lá na mesosfera. Saiba mais sobre ele 👇🏻:
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