Alimentos
A pimenta-bode é bem famosa no Centro-Oeste do Brasil, principalmente em Goiás, e também nas regiões Norte (de onde é originária) e Nordeste. É bem aromática, saborosa e ganha destaque entre as pimentas picantes produzidas no Brasil.

[Vista bem de pertinho da pimenta-bode. Imagem: ISLA
Sementes | Reprodução]
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NOMES DE PIMENTAS
De acordo com a Embrapa Hortaliças, a pimenta-bode ou pimenta-de-bode é assim chamada no Centro-Oeste. Em São Paulo, é conhecida popularmente por pimenta-de-cheiro, porém se esse nome for dito em Goiás, por lá é nome de outra pimenta, com frutos de baixa ardência.
As duas têm aroma acentuado. O "bode" do nome tem explicação popular porque o animal possui odor intenso também.
É por isso que a ciência atribui nomes invariáveis e em latim para espécies. A pimenta-bode (Goiás) ou pimenta-de-cheiro (São Paulo) é a Capsicum chinense.
VARIAÇÕES E CARACTERÍSTICAS DA PIMENTA-BODE
A pimenta-bode pode ser redonda ou achatada. Antes de amadurecer, é verde (claro ou escuro), roxa ou preta. O amadurecimento muda a cor para amarela, vermelha, laranja claro ou ainda uma cor rosada (conhecida como salmão ou bode rosinha).
Existe relação entre a cor antes de amadurecer e depois. Roxa e preta viram salmão ou vermelha depois. Também muda a disponibilidade no mercado: verdes, vermelhas e amarelas são mais comuns, e as demais cores mais difíceis de encontrar.
O tamanho médio é de 1,5 cm de diâmetro (ou a maior dimensão, se alongadas). Quando são grandes (de 3 x 2 cm), são chamadas de bodonas, enquanto se suas dimensões são de cerca de 1 x 1 cm, o apelido é de bodinhas.
É uma pimenta mais forte do que a jalapeño e dedo-de-moça. Numa escala de picância de pimentas, as unidades Scoville – criadas em 1912 pelo farmacêutico Wilbur Scoville – a jalapeño fica em duas mil e quinhentas a oito mil, a pimenta-bode em vinte mil e pimentas extremamente picantes, como a Carolina Reaper, ultrapassam um milhão.
É importante que o consumidor olhe bem a embalagem. Quem compra enganado, pensando ser biquinho ou outras pimentas mais suaves, e não for mais forte para comer pimenta, pode se assustar.
Não estamos falando aqui de enganar consumidor, mas que a pessoa que compra pimenta estando distraída. Dica de ouro é nunca comprar pimentas sem olhar bem.
CONSERVANDO A PIMENTA
Para manter a pimenta-bode, caso passem poucos dias até o uso, pode-se só manter em local fresco e seco, em temperatura ambiente. O tempo aumenta conforme os cuidados na colheita e no transporte. Esses cuidados também aumentam o tempo de geladeira, cerca de uma a duas semanas.
A pimenta-bode deve ser embalada para ir à geladeira. Pode-se usar saco ou pote plástico, ou mesmo potes de vidro. Pimentas expostas ressecam e ocorre transferência de odores entre os alimentos refrigerados. O ideal é não lavar as pimentinhas, ou caso precisar, enxugá-las antes de guardar, evitando o apodrecimento.
É possível congelar por seis meses. Nesse caso, é preciso lavar e secar, remover cabinhos e sementes e colocar em recipiente fechado e que suporte o congelamento.
A planta não tolera bem o frio. Por causa disso, é produzida e frutifica em meses quentes.
E NA HORA DE COMER?
Além do congelamento, outra ideia está na produção de conserva em azeite ou vinagre. Fresca, a pimenta-bode vai bem com carnes (não precisa ser só de bode, podem ser brancas ou vermelhas).
As pimentas-bode roxas ou pretas são usadas frescas, no tempero de peixes, carne de porco e molhos. Elas não funcionam em conserva, pois perdem seu pigmento natural para a calda e ficam sem cor.
O uso é, em geral, em pratos salgados. Em Goiás, está no tempero do frango caipira e no biscoito de polvilho, na galinhada, no baião-de-dois, na pamonha salgada, feijoada e tutu de feijão.
Pensando mais longe, a pimenta-bode também pode ser usada em:
• purê de abóbora;
• tempero do arroz;
• sobras de carne assada e desfiada;
• recheio de empadão;
• fígado refogado;
• buchada;
• dobradinha;
• moela e
• torta salgada.
Para fazer todas essas receitas, não se recomenda deixar as sementes da pimenta. São muitas e fica melhor sem a presença delas nos alimentos.
E O MATCHÁ, O QUE É?!
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