Variedades

 

Depois de alguns episódios de destelhamentos de casas e fortes chuvas, muitas pessoas se arrepiam ao ouvir palavras como “ciclone” ou “zonas de baixa pressão”. Esses fenômenos em si são comuns: o que pode preocupar é a intensidade. Nessa postagem, vamos desmistificar alguns desses termos e explicar melhor a você o que cada um deles significa.

 

 

Aparelhinho mostra como será o tempo daqui a pouco
[Vamos pensando em como vai ser o tempo. Imagem: Myriams-photos / Pixabay]


 

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CICLONE (BAIXA PRESSÃO) E ANTICICLONE (ALTA PRESSÃO)

 

Um ciclone é uma grande massa de ar, com diâmetro que varia entre 800 a 1.600 km e que gira em uma velocidade de cerca de 48 km/h, no sentido horário. Numa mesma altitude, essa massa de ar, possui uma mesma temperatura. No encontro de massas de ar frio e quentes, formando o ciclone, as quentes sobem por ser menos densas, encontram uma atmosfera com menor temperatura, condensam e acaba ocorrendo a chuva ciclônica.

 

Um anticiclone consiste em um fenômeno inverso, onde há o movimento da massa de ar circulando em sentido anti-horário. Nesse caso, também não há ar ascendente. Tanto ciclones como anticiclones são fenômenos naturais, chamando a atenção apenas nos casos onde a velocidade supera os padrões médios.

 

MASSAS DE AR

 

Uma massa de ar é um grande volume de – adivinhe – ar, com certa uniformidade de temperatura e umidade. A circulação dessas massas de ar ocorre porque dentro de nosso planeta há trocas de calor, como se fosse uma corrente de convecção, fenômeno físico que explica até parte do funcionamento de uma geladeira.

 

Dos polos, surgem massas de ar frio, enquanto que próximo à Linha do Equador, surgem massas de ar quente. Se a massa de ar surge no mar ou oceano, pode ser chamada de úmida ou marítima, enquanto que massas de ar seco ou continentais podem ter origem no interior dos continentes.

 

FRENTE FRIA E FRENTE QUENTE

 

As massas de ar, tanto quentes como frias, deslocam-se pela atmosfera e, com o passar do tempo, colidem-se umas com as outras. Quando a massa de ar maior é a quente, temos a frente quente, o ar de maior temperatura empurra o mais frio e sobe por ser menos denso, gerando uma chuva branda, uniforme e extensa.

 

Por outro lado, quando a maior massa de ar é a fria, temos uma frente fria. Nesse caso, também ocorre a condensação do ar quente, mas com precipitações num local isolado, com eventuais tempestades e trovões.

 

CHUVA OROGRÁFICA

 

Um fato interessante relacionado aos desertos é a presença de cordilheiras muito altas. As massas de ar que poderiam passar por aqueles lugares e gerarem chuvas acabam sendo barradas por esse elemento natural, gerando as chamadas chuvas orográficas e deixando mais seco o outro lado. O chamado efeito Fohen nada mais é do que o ressecamento dessas massas ar, que podem transpor as montanhas, mas deixam umidade pelo caminho.

 

EL NIÑO E LA NIÑA

 

El Niño é um fenômeno onde as águas do Oceano Pacífico, ali pelo Peru, aquecem-se mais, o que gera massas de ar quente e úmidas, gerando chuvas em alguns locais do Brasil. Já o fenômeno La Niña é o oposto, com resfriamento de águas do Pacífico, mudando o regime de chuvas em outros locais do Planeta, como a América do Norte. São fenômenos que ocorrem em ciclos variados ao passar dos anos.

 

CAVADO

 

Numa zona de baixa pressão ou ciclone, ocorre a circulação de ventos em torno de um eixo, formando uma rotação completa. No caso dos cavados, há circulação de massa de ar no sentido horário, mas não é formado um ciclo completo. Dependendo da temperatura e umidade locais, um cavado pode levar a chuvas fortes.

 

ZONA DE CONVERGÊNCIA

 

Forma-se um corredor de nuvens em função da “convergência” de diversos fenômenos acontecendo ao mesmo tempo, como um ciclone numa região, um anticiclone na outra e um cavado em outra. No Brasil, é comum a Zona de Convergência do Atlântico Sul, com menor frequência em anos de El Niño.

 

FALANDO EM COISAS DE PREVISÃO DO TEMPO

 

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