História

Apesar de que pareça estranho afirmar que temos alguma fronteira com a França, afinal se trata de um país europeu, essa afirmação é verdadeira. Após o final de muitas colônias ao redor do mundo, que vieram a se transformar em países independentes, a Guiana Francesa foi elevada da condição de colônia, mas segue pertencendo à França. Parte da Amazônia, inclusive, pertence ao território da Guiana.

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[Localização da Guiana Francesa. Imagem: Google Maps/Reprodução]



AFINAL, O QUE É A GUIANA FRANCESA?


A Guiana Francesa é um território ultramarino francês, equivalente a um estado. Essa condição foi oficializada no ano de 1946. Existe governo local, na capital Caiena, mas a maior autoridade política é o presidente francês.

Como território francês, a Guiana Francesa também faz parte da União Europeia. Isso possui consequência na economia, com a adoção do euro como moeda, e em algumas políticas internas. Já no que se refere à língua falada, a distância territorial fez diferença, pois linguagens são entes vivos e, da mesma forma que ocorreu entre Brasil e Portugal, a língua local não é bem igual à língua-mãe. O francês é língua oficial, mas uma mistura francês-crioula é de uso corrente por lá.

A PONTE COM O BRASIL


O Brasil e o Suriname fazem fronteira com a Guiana Francesa, sendo os únicos dois países vizinhos. A passagem Brasil-Guiana foi realizada de forma exclusiva, durante muitos anos, por balsas.

Dos anos 1990 até hoje, muitas histórias se passaram. Lá em 1997, FHC e o presidente francês à época, Jacques Chirac, anunciaram uma ponte ligando os dois países. Em 2012 essa mesma ponte fora concluída e apenas em 2017 a respectiva ponte estaiada foi liberada ao tráfego, ligando por rodovia as cidades de Macapá (AP) e Caiena.

Passaram-se cinco anos até que a ponte fosse aberta, após concluída, e muitas foram as questões envolvidas na abertura, segundo a BBC. Enquanto ela não acontecia, havia um vigia proibindo quaisquer tentativas de passagem.

Algumas dessas questões eram preocupações locais, de um lado e de outro, como concorrência de comércio ou visto para passar a fronteira, por exemplo. Outras se situavam com atividades econômicas que aconteciam, como a venda de passagens de balsa, algo que se tornaria desnecessário mais para a frente.

 
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[Orla de Caiena, capital da Guiana Francesa. Imagem: Chico Barros/Pixabay]


POPULAÇÃO E OUTROS ASPECTOS


A Guiana é pouco populosa, existindo cidades brasileiras (metrópoles regionais) que possuem população maior. Em 2019, eram cerca de trezentos mil habitantes espalhados por mais de oitenta mil quilômetros quadrados, segundo a Revista Galileu.

Não só a Amazônia continua após a fronteira com o Brasil, mas as mesmas questões e dilemas quanto à ocupação ou não do território, quais atividades econômicas desempenhar, dentre outras características. A porção amazônica da Guiana Francesa possui ocupação restrita, como índios que buscam a subsistência. A BBC aponta também algumas tentativas de implantar mineração no país, o que gera riquezas, mas é extremamente impactante e afeta outros setores – ao mudar um regime de chuvas, por exemplo, você afeta o setor agrícola, além de toda a perda de biodiversidade.

O clima na Guiana Francesa é quente, favorecido pela localização geográfica. Esse território está totalmente no hemisfério Norte, ou seja, a norte da linha do Equador.

Além de todas essas características, a Guiana Francesa é a porta europeia para o espaço. Várias missões espaciais partem do centro espacial de Kourou. O atual ministério brasileiro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), comandado por Marcos Pontes, toma esse centro espacial como exemplo, tendo visitado o local em junho de 2019, buscando inspirações para a base brasileira de Alcântara.


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