Curiosidades
O quebra-nozes é um personagem que está nas cozinhas, nos balés e nas estórias de Natal – na Literatura e no Cinema. Ao longo deste post, vamos descobrir algumas curiosidades desse simpático personagem.
[Um bonequinho no formato de quebra-nozes. Imagem: Tudo Para
Velas | Reprodução]
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O UTENSÍLIO DE COZINHA
Não é apenas uma figura de linguagem, mas o sentido literal. Um quebra-nozes é um utensílio que serve para... quebrar nozes, podendo ter a forma de pinça. Outro formato é de um soldado com dentes grandes e com uma alavanca nas costas cuja função é abrir e fechar o quebrador.
Esse modelo de quebra-nozes surgiu no séc. XVIII, na região de Erzgebirge, na Saxônia, leste da Alemanha. De forma mais específica, o coração da invenção está na cidade de Seiffen.
Nesse século, e no século seguinte, a mineração entrou em declínio nessa região alemã. Os artesãos locais buscaram outras formas de sobrevivência e, pensando em matérias-primas, a madeira era abundante nas montanhas saxônicas. Diante disso, eles passaram a trabalhar mais com utensílios domésticos e objetos decorativos em madeira.
Usando a madeira e mãos de artista, passaram a fazer quebra-nozes que eram verdadeiras obras-de-arte. Os marceneiros usavam tornos, lixas, tupias, grosas e outras ferramentas, esculpindo figuras humanas com bocas grandes.
O tempo de produção é de cerca de seis horas, contando desbaste da madeira até o acabamento com pintura. Surgiu daí a tradição das sessenta peças de madeira de abeto e faia, barba e cabelo de coelho, com pintura.
Esses quebra-nozes passaram a ser vendidos nos mercados de Natal da Alemanha. A partir de então viraram itens natalinos indispensáveis. Essa associação se consolidou durante o séc. XIX.
Como há supermercados e empórios que vendem nozes pré ou descascadas, a função original foi perdendo força. Muitas pessoas compram quebra-nozes não mais por isso, mas como uma bela peça decorativa. Não se usa apenas madeira na fabricação, mas surgiram outros materiais, formatos, cores e tamanhos.
POR QUE A FORMA DE SOLDADO?
Para quebrar nozes, o utensílio poderia ser robusto, e não precisaria parecer com algo. Mesmo assim, os quebra-nozes foram pensados como algo simbólico e ganharam uma forma conhecida.
Os quebra-nozes foram sendo feitos parecidos com soldados, gendarmes, hussardos e até políticos como Napoleão Bonaparte. Não apenas estética, pensou-se no utensílio – na tradição alemã – eles são símbolo de boa sorte e protetores do lar, afastando energias negativas e trazendo prosperidade para a casa.
A ideia de força e proteção reflete o contexto do séc. XIX, onde se via o militar representando esses valores. Já a boca grande era interpretada como a capacidade de “devorar” os problemas e dificuldades.
QUEBRA-NOZES NO NATAL
Apesar de deliciosas, as nozes não são culturais no Brasil. No exterior, os quebra-nozes viraram um sinônimo de natal por conta delas.
As figuras do quebra-nozes começaram como amuleto para as pessoas no séc. XV. Depois vieram a Literatura, as estórias infantis e o artesanato local alemão que promoveria o crescimento, isso falando dos séculos XVII e XVIII.
O CONTO DO QUEBRA-NOZES
Falando em Literatura, E.T.A. Hoffmann, abreviatura popular do escritor alemão Ernst Theodor Wilhelm Hoffmann (1776-1822), publicou em 1816 o conto “O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos”. Além de amuleto e símbolo natalino, o personagem assumia outra faceta mágica. A menina Marie ganhara um quebra-nozes, que se transformaria no príncipe encantado.
Esta seria a sinopse do conto, conforme o Theatro Municipal do RJ:
"A narrativa se passa em Nuremberg, na Alemanha, no final do século XIX e conta a história de Drosselmeyer, um misterioso fabricante de relógios e brinquedos. Drosselmeyer trabalhava no palácio Real, onde inventou uma armadilha que exterminou a metade dos ratos do reino. Para se vingar, o Rei dos Ratos decidiu raptar o sobrinho de Drosselmeyer e o enfeitiçou fazendo com que seu tio não mais o reconhecesse, deixando-o no orfanato para meninos. O menino também se transformaria em um boneco quebra-nozes nas noites de Natal. A única maneira para que Drosselmeyer voltasse a reconhecer seu sobrinho, seria o boneco quebra-nozes lutar com o Rei dos Ratos e derrotá-lo. É véspera de Natal. O médico e Prefeito da Cidade, Jans Stahlbaum e sua esposa, atendendo ao pedido de sua generosa filha Clara e imbuídos pelo espírito natalino, convidam os meninos do orfanato para sua linda festa que oferecem todo ano para seus parentes e amigos. A tradicional celebração é esperada com ansiedade pelos filhos do casal, Clara, Fritz e Louise, pois nesta noite eles terão a oportunidade de fazerem novos amigos. Para Clara este será um Natal ainda mais especial!"
O BALÉ DO QUEBRA-NOZES
Depois da leitura vem a releitura. O autor Alexandre Dumas adaptou o conto de E.T.A. Hoffmann para o francês, e essa versão baseou o balé de Piotr Ilitch Tchaikovsky. O espetáculo estreou em dezembro de 1892 no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, Rússia. É um dos balés mais populares do mundo, especialmente durante a temporada natalina.
A primeira produção do balé nos Estados Unidos foi em 1940. Depois isso e da Segunda Guerra Mundial, os quebra-nozes viraram febre estadunidense.
Os soldados que lutaram em guerra adoraram os bonecos que viram na Europa e os trouxeram para casa. Isso tornou os quebra-nozes além-fronteiras, garantindo popularidade. Há vários modelos interessantes por aí, mas os alemães artesanais são mais valorizados em coleções.
Além dos objetos, o Quebra-Nozes também se expandiu pelo mundo como balé. Após 1892, a primeira apresentação no ocidente aconteceu em 1934, no Sadler’s Wells Theatre, em Londres. A partir daí, tornou-se um dos balés mais montados em todo o mundo.
E O PAPAI NOEL?
Muito mais do que o quebra-nozes, um dos símbolos na comemoração do Natal é o Papai Noel. Relembre algumas curiosidades dele neste post sugerido 👇🏻:
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