Biografias

 

Hoje sabemos de alguns cuidados que são fundamentais para que os hospitais, clínicas e centros de saúde sejam locais de tratamento, recuperação e de conforto para os pacientes. O que hoje parece óbvio, nem sempre foi, e esses locais precisaram evoluir. Florence Nightingale, conhecida como a dama-da-lâmpada ou a mãe-da-enfermagem-moderna, trouxe à luz muitos desses cuidados, que se estendem, inclusive, até para residências. Vamos saber um pouco mais sobre a vida e as contribuições dela?

 

Imagem de Florence em vestes de enfermeira
[Retrato da dama-da-lâmpada, Florence Nightingale. Imagem: Veja Saúde / Reprodução]


 

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A VIDA DE FLORENCE

 

Tudo começou na cidade de Florença, na Itália, em 12 de maio de 1820. O nome de Florence é uma versão em inglês da cidade em que nasceu, pois sua família é que era britânica.

 

O pai de Florence tinha formação universitária, tendo estudado em Cambridge, além de sua vida como fazendeiro. Além de ter conhecimento acadêmico, ele era progressista e acreditava que não apenas uma pessoa, mas várias precisariam crescer no aprendizado e conhecimento, inclusive as mulheres, que nem sempre tinham essa oportunidade. William Nightingale ensinou à filha mais de uma língua, conhecimentos em música e religião.

 

Florence não era muito apegada a padrões sociais da época. Sua família, apesar de que tivesse alguns pontos progressistas, não achou bom quando ela indicou que desejava ser enfermeira. Naquela época, isso era associado a uma vida mais pobre e dedicada ao mundo religioso.

 

A carreira como enfermeira começou aos trinta e um anos de idade, em um curso do instituto de Diaconisas na Alemanha, em Kaiserwerth. Depois, visitou hospitais em Dublin, Edimburgo e Paris.

 

Em 1853, começou a guerra da Crimeia. Naquele período, não havia a possibilidade de contratação de enfermeiras para o exército, fato que foi revertido pelo ministro britânico Sidney Herbert, após pressão popular. Florence comandou uma equipe e, com intervenções, reverteu a condição crônica de mortes de combatentes, passando de taxas de mortalidade que superavam os 40 %, para pouco mais de 2 %. Durante essa guerra, Florence contraiu febre tifoide e ficou com sequelas.

 

Com todos esses resultados na área da saúde, Florence publicou o livro “Notas sobre questões que afetam a saúde, eficiência e Administração Hospitalar do Exército Britânico”. Como ela tinha conhecimentos de estatística ensinados por seu pai, usou-os para fundamentar suas teorias, de modo que chegou a ser a primeira mulher a participar da Sociedade Real de Estatística.

 

Em 1859, pensou em um curso de enfermagem que envolvesse módulos teóricos e práticos. Depois, alternou-se entre seu trabalho como enfermeira, consultorias em diversos países e a escrita de livros, relatórios e muita bibliografia sobre saúde. A produção intelectual de Florence Nightingale foi intensa até que a cegueira a impossibilitou de continuar escrevendo, em 1900.

 

Os últimos anos de Florence não foram tão movimentados, onde passou por repouso absoluto. Havia momentos, em anos anteriores, que ela passava por dores e precisava ficar em repouso, isolada em casa. O que lhe ajudou foi a fortuna da família, que permitia se manter na falta de trabalho fixo e formal e, por mais que essa colocação formal não existisse, Nightingale era workaholic e se mantinha ocupada de alguma forma. Veio a falecer aos noventa anos, em 13 de agosto de 1910.

 

CUIDADOS NA SAÚDE

 

Florence era adepta da chamada Teoria Miasmática. Por essa teoria, pessoas seriam curadas em ambientes com luz e arejados, pois se acreditava que doenças poderiam surgir espontaneamente com a reclusão em locais escuros. Sabe-se, hoje, que não existe esse fator de origem espontânea, mas existem aspectos que pioram ambientes com a falta de ventilação, como mofo e umidade, ou ainda compostos orgânicos voláteis, fumaça, dentre outros.

 

Na famosa obra “Notas sobre questões que afetam a saúde, eficiência e Administração Hospitalar do Exército Britânico”, Florence menciona a lavagem de mãos, hoje tão destacada como aspecto de prevenção, como sendo extremamente importante para manter a saúde e evitar infecções. Nessa pandemia com o novo coronavírus, mais do que se reforçou essa necessidade.

 

Como a sociedade da época colocava a mulher como dona de casa, muitas instruções nesse sentido foram escritas por Florence sobre essa perspectiva. As recomendações de ambientes salubres envolviam diminuir fumaça de lareiras, limpeza da casa de pós e outros elementos, presença de luz e ventilação naturais. O que se via, naquela época e, em algumas situações, até hoje, eram pessoas ficando doentes em casa por ambientes inadequados à vida saudável.

 

Na área de Arquitetura Hospitalar, Florence é muito mencionada, porque vários daqueles princípios de casa e cotidiano valem para hospitais, com cuidados a mais que o ambiente pede. O apelido de dama-da-lâmpada se deve, justamente, por precisar usar lamparinas para visitar doentes de guerra, tamanha a insalubridade dos escuros estabelecimentos de saúde.

 

Hoje a iluminação, ventilação e limpeza são princípios básicos nos hospitais. Revestimentos precisam ser facilmente laváveis e com o menor número de juntas, em locais onde a ventilação forçada venha a ser necessária, deve haver filtragem intensa. Em cada quarto de hospital há um lavatório para higienização das mãos dos usuários (pacientes, acompanhantes, visitantes, médicos e enfermeiros). Reformas e manutenções precisam ser bem controladas para evitar acúmulos de pó e contaminações que podem levar a infecções hospitalares.

 

DE FLORENCE A BEETHOVEN

 

Mentes brilhantes como a de Florence Nightingale só diminuem de ritmo com a doença e, em alguns casos, nem a doença é capaz de parar uma mente criativa. Beethoven, por exemplo, desafiou a falta de audição com sua criatividade. No post sugerido da linha azul 👇🏻, você pode acessar o artigo onde o Blog do Mestre falou sobre a vida e obra de Beethoven:

 

 

 

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