A sua casa contribui com a vizinhança (II)

watch_later 10 de abril de 2017
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Variedades


Nesta série de posts, você está vendo que escolhas feitas em sua casa (seja no uso como na construção dela) interferem desde as vizinhanças até o mais amplo coletivo. Continuando os temas a abordar, veremos um pouco mais desta interferência em função das calçadas, consumo de energia, ruídos e manutenções. 

http://www.oblogdomestre.com.br/2017/04/CasaContribuiComAVizinhanca.II.Variedades.html
[Imagem: Diário Decor]



As calçadas são o cartão de visita de nossas casas. Não apenas precisam ser bem cuidadas, mas atender às duas funções básicas delas, que distinguem porções distintas: faixa de serviço e passeio. Seria importante ter passeios (parte onde ocorre a circulação de pessoas) em materiais que permitam a manutenção e não se deteriorem facilmente com o tráfego, preferencialmente intertravados em blocos de concreto.

Como o passeio precisa permitir que as pessoas possam circular pela cidade e ter acesso às residências e comércio, ele precisa ser universal. Por isso, muitas cidades vêm exigindo a colocação de rampas para cadeirantes e piso podotátil. O problema é que, além de não haver alteração em calçadas mais antigas, as mais novas ou são incompatíveis entre si, ou não sinalizam adequadamente locais de perigo e acessos.

Os pisos podotáteis devem ser contínuos em caminhada normal e na presença de perigos ou mudanças de direção serem em peças com saliências circulares a 45º. Caso não ocorrer esta instalação, ou for feita inadequadamente, é como se recebêssemos mal o deficiente visual que ali passa, submetendo-o a riscos. A cor (vermelha, amarela ou azul) nas peças ajuda a pessoas com visão reduzida a se deslocar.

A faixa de serviço, por sua vez, deve permitir que haja passeio, sem postes ou lixeiras obrigando (quem puder) a desviá-los. Como ali serão instaladas as lixeiras, postes, placas, iluminação pública, parquímetros e outros, caso houver condições, o melhor é haver recobrimento apenas com grama, a fim de promover diferenciação quanto ao passeio e aumentar área de solo para infiltração.

Cada um paga por sua conta de energia elétrica. Isso passa a falsa sensação de que o fornecimento não é algo coletivo. Entretanto, há toda uma cadeia de geração, transmissão e distribuição, principalmente de origem hidrelétrica (no Brasil), e os consumidores acabam pagando adicionais na ocasião de acionamento de termelétricas (as famosas bandeiras tarifárias).

Assim, adotar bons hábitos de consumo faz com que toda a sociedade pague menos, mesmo em tempos de bandeira verde. Por isso é preciso ter equipamentos eficientes (a etiquetagem ajuda nesta escolha) e, caso for possível e viável investir, possuir um sistema individual e complementar de energia (como o solar fotovoltaico, que é mais sustentável que os demais, elimina a distribuição se a energia for usada na própria residência e remete o excedente - que vira crédito na conta - para a rede).

Ruídos ou mesmo música interferem e muito nas vizinhanças. Não chegam a apresentar efeitos de ordem local e regional como outros itens aqui mostrados, mas interferem no bem-estar dos outros e do seu. Caso alguém realmente gostar de ouvir música alta, ou realizar ensaios de uma banda, pode ser conveniente avaliar um sistema de isolamento acústico – ou fones de ouvido. Já no caso do ruído, advindo de manutenções cotidianas ou serviços diversos (marcenaria, carpintaria, entre outros), o jeito é pensar no horário de realizá-los, pois nem todas as casas ou edifícios atualmente existentes estão dentro dos padrões de desempenho (NBR 15575) de ruído atualmente vigentes. Trabalhar entre oito e vinte e duas horas (salvo exceções) é o ideal.

Aliás, realizar manutenções em residências é fundamental. Houve reportagens em revistas “ecologicamente corretas” que estimulavam os leitores a serem econômicos e sustentáveis não fazendo quaisquer manutenções em casa ao longo de um ano. Entretanto, não foram pesadas as questões de proteção de materiais (através de pintura, por exemplo), higiene e custos. Pode ser muito mais impactante a substituição de componentes residenciais e esquadrias, sendo que a vida útil destes componentes pode e deve ser prolongada! 

No próximo post desta série, veja mais sobre iluminação natural e sombreamento, arquitetura de fachada e patrimônio histórico, dentre outros itens!





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