Mitos e verdades sobre o peixe Panga

watch_later 18 de agosto de 2014
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Curiosidades

O peixe panga, apesar de ser importado a preços bastante competitivos e vir como uma aposta para ampliar o consumo de peixe em nosso país, que é bastante baixo (7 kg ante os 12 kg recomendados pela OMS), sofreu uma onda de boatos, por conta de um hoax (e-mails e postagens das redes sociais com boatos e propostas milagrosas' que se espalham rapidamente e podem conter spam) advindo provavelmente de uma postagem em um blog, hoje fora do ar, com base em um documentário e um texto anterior que buscou descreditar o peixe. A única necessidade existente é de cozimento, assar ou que seja frito, pois não é aconselhável consumi-lo cru.

A origem do peixe panga é o Rio Mekong, no Vietnã, onde o consumo do peixe ocorre há muito tempo. Estados Unidos e União Europeia estão entre alguns dos destinos de exportação. No Brasil, além da garantia de segurança por ser aceito nestes países, vários testes foram feitos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, considerando-o totalmente próprio para consumo.

[Peixe panga, de encher os olhos. Imagem: Leardini]



Vários pontos são totalmente falhos no texto que se espalhou, como a presença de vermes por exemplo. Os hábitos alimentares do panga também levaram a questionamentos, por este ser onívoro. Todavia, outros animais, como as galinhas, por mais que possam ter esta forma de alimentação, na produção comercial recebem única e exclusivamente ração.

O grande problema do panga é o fato de ser muito mais barato do que os peixes 'nacionais', incluindo o mais barato deles, que é a merluza. Este fato levou a suspensão de sua comercialização em 2010, pela concorrência desleal representada. Após, houve a retomada da comercialização, mas os boatos fizeram cair muito a credibilidade (e o consumo) deste peixe.

E, o lado forte do panga é a sua consistência, bem como o fato de não apresentar espinhas, o tornando mais versátil para aplicação culinária, visto que muitas famílias acabam consumindo peixes apenas em separado de outros ingredientes, para facilitar a separação de espinhas. O panga também exige a retirada da gordura, senão se torna bem pesado.

Gostos a parte, o panga pode não ser unanimidade justamente por suas características. Para quem aprecia peixes mais leves, pode ser uma excelente opção. Mas está longe de ser opção no caso de peixes como atum e salmão, de carne mais avermelhada e rica em ômega 3, que possuem sabor bem característico e, por mais que o preço seja mais elevado, se tornaram mais acessíveis, seja pela venda em porção enlatada, seja por queda no preço dos filés.

O peixe panga pode ser sim uma boa opção. Como todo alimento, o preparo deve ser adequado, com boas condições de higiene, que, em conjunto com o controle de qualidade desde a produção até a exportação, garante a segurança ao consumir um dos peixes mais versáteis e menos 'cactáceos' (sem 'espinhos') existentes.


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