História
Dom Pedro II foi o governante brasileiro dos anos de 1840 a 1889, quando foi proclamada a República. Durante todo esse período longo na nossa História do Brasil, Dom Pedro II acumulou diversos feitos, como a criação do Corpo de Bombeiros no Brasil. Vamos entender melhor?

[Dom Pedro II. Imagem: Domínio Público]
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UM POUCO DA TRAJETÓRIA DE DOM PEDRO II ATÉ O GOVERNO
Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança era filho de Dom Pedro I, imperador do Brasil, e Dona Maria Leopoldina, Imperatriz. Ele nasceu em 02 de dezembro de 1825, no Palácio da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, Brasil. Com apenas um ano, ficou órfão de mãe e aos nove, também do pai.
Ele não era o irmão mais velho ou o provável herdeiro no começo, mas seus irmãos mais velhos faleceram e ele se tornou o herdeiro. A camareira-mor Dona Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte, foi quem ficou encarregada de seus cuidados.
O reconhecimento de Pedro II como herdeiro da coroa ocorrera em 2 de agosto de 1826, enquanto a abdicação do trono por Pedro I foi em 7 de abril de 1831. A oposição ao monarca o acusava de defender interesses portugueses em solo brasileiro, e Dom Pedro I precisava voltar à Europa porque precisava assumir o trono português, por conta da morte de Dom João VI. Havia o incômodo, pelos dois países, em pensar na união deles com um mesmo monarca.
José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado tutor de Dom Pedro II e depois foi substituído por Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho. Aos quatorze anos de idade foi emancipado e coroado Imperador do Brasil.
Nesse período entre a abdicação e a emancipação de Dom Pedro II, foi eleita pela Assembleia, obedecendo à Constituição, uma Regência Trina. Nisso, os regentes que governaram o Brasil no período de 1831 à 1840 foram:
• Regência Trina Provisória (até 7 de abril de 1831): Lima e Silva, Senador Vergueiro e Marquês de Caravelas.
• Regência Trina Permanente (1831 a 1835): José da Costa Carvalho, João Bráulio Moniz e Francisco de Lima e Silva.
• Regência Una de Feijó (1835 a 1837): Diogo Antônio Feijó.
• Regência Interina de Araújo Lima (1837): Pedro de Araújo Lima.
• Regência Una de Araújo Lima (1838 a 23 de julho de 1840): Pedro de Araújo Lima seguiu, agora de forma definitiva.
Enquanto os regentes tratavam das questões de poder, a educação de Dom Pedro II era vasta, abrangendo temas como caligrafia, literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, pintura, música, dança, esgrima e equitação. Os mestres eram definidos por José Bonifácio.
Falando novamente no governo, os liberais moderados comandavam o Brasil com dificuldades, pois já havia correntes republicanas. Existiam, até antes da morte de Dom Pedro I, os que almejavam seu retorno. Todas essas correntes paralelas levavam à crise.
No ano de 1840, os conservadores tinham a maioria parlamentar e aprovaram a Lei de Interpretação do Ato Adicional que reduzia as conquistas feitas pelos liberais. Esses, inconformados, começaram a luta pela maioridade do imperador, então com apenas quatorze anos de idade. Apesar de estranho, para bem da nação, no dia 22 de julho, Dom Pedro II aceitou assumir o Governo (o chamado Golpe da Maioridade).
O SEGUNDO REINADO (1840 - 1889)
Esse período se iniciou em 23 de julho de 1840, quando Pedro II foi emancipado, até 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. Apesar de que o nome do período seja descrito como "reinado", chamava-se Pedro I e Pedro II de imperadores.
Esse período durou quarenta e nove anos e foi de relativa paz interna. O Brasil ganhou prestígio internacional entre países europeus e maior influência na América do Sul.
Nos primeiros anos de governo, Dom Pedro II foi aprendendo o jogo político. Ele se aplicava muito aos negócios de Estado e era fiel à Constituição. O Brasil caminhava para uma pacificação, e onde eventualmente surgissem conflitos, fazia viagens diplomáticas.
Por um arranjo político com Francisco I, Rei das Duas Sicílias, casou-se com Teresa Cristina de Bourbon. Nas famílias reais, casamentos sempre eram formados a partir da união de pessoas de outras famílias reais (ou até da mesma), visando manter ou aumentar poder. Não havia vez para plebeus e plebeias. Pedro e Teresa Cristina tiveram quatro filhos, mas sobreviveram apenas Isabel e Leopoldina.
A vida na corte era tranquila. As portas do Palácio Isabel, hoje Palácio Guanabara, eram abertas quatro vezes por ano, ao corpo diplomático e à nobreza, fato que prova tamanha calmaria.
No ano de 1850, o império já estava consolidado. A constituição de 1824, com as modificações introduzidas pelo Ato Adicional, dava a Dom Pedro II um Governo quase autocrático, mas ele era adepto, mesmo com esse poder, pela moderação.
Havia partidos políticos constituídos no Brasil, mesmo sem eleições destinadas a um chefe de estado, visando outros cargos. Esses partidos representavam a aristocracia rural. Durante vinte anos, ele tinha a estratégia de revezá-los no poder, o que lhe estruturava apoio (o que é fundamental para qualquer regime político se sustentar).
Nos anos 1870, Pedro II viajou à Europa duas vezes e deixou a Princesa Isabel como regente. Duas questões sensíveis foram resolvidas pela princesa:
• 1871: assinatura da Lei do ventre livre, abolindo a escravidão de novos negros nascidos no Brasil;
• 1875: a questão religiosa, onde o clero se opôs à interferência estatal e houve, antes de o conflito ser resolvido, a prisão de dois bispos.
Mais de uma década depois, Dom Pedro II estava doente e partiria para a Europa em nova viagem (1886). Dois anos após, em 13 de maio, Isabel resolve nova questão e assina o decreto de Abolição da Escravatura. Ele consolida um movimento abolicionista que se fortalecera com os anos e vinha crescendo com pressões internas, externas e pelos próprias Leis que Isabel aprovara anteriormente.
Essa era uma das mudanças que marcariam os anos seguintes. O ideal republicano ressurgiu e se fortaleceu após a Guerra do Paraguai e, em 15 de novembro de 1889, o governo imperial foi derrubado e a República proclamada.
No dia seguinte foi organizado um governo provisório e concedido o prazo de 24 h para Dom Pedro II deixar o país, prazo esse atendido e usado para ele e a família saírem para Portugal.
Ele chegaria em Lisboa cerca de um mês e meio depois, em 7 de dezembro de 1889. Seguiu para a cidade de Porto. A imperatriz morreria poucos dias depois, em 28 de dezembro.
Pedro de Alcântara seguiu sozinho a Paris. Hospedou-se no Hotel Bedford, onde passava os dias lendo e estudando, ou visitava a Biblioteca Nacional. Com mais dois anos, em novembro de 1891, ficaria doente e não sairia mais dos aposentos do hotel.
Pedro II morreu em 5 de dezembro de 1891, vítima de uma pneumonia. Seus restos mortais foram levados para Lisboa e depositados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da imperatriz.
Em 1920, foi revogada a lei do banimento. Com isso, os despojos dos imperadores foram trazidos para o Brasil. Em 1921, depositados na catedral do Rio de Janeiro. Mais tarde, em 1925, foram transferidos para a cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, cidade que abriga o Museu Imperial.
PATRONO DOS CORPOS DE BOMBEIROS
Antes de todo o fim da vida e mandato de Pedro II, houve vários acontecimentos que marcaram e moldaram o Brasil até os dias atuais. Um deles aconteceu em 1856. Naquele ano, o imperador organizou o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte.
Foram reunidas numa mesma administração as seções que existiam para o serviço de extinção do fogo, presentes nos Arsenais de Guerra e de Marinha, Repartição de Obras Públicas e Casa de Correção. A criação do Corpo Provisório de Bombeiros da Corte ocorreu por meio do Decreto Imperial n° 1.775, de 02 de julho de 1856. A partir desse feito, Pedro II é considerado o patrono do Corpo de Bombeiros Militares do Brasil.
Nesse decreto, foram estabelecidos:
• O serviço de extinção de incêndios (nome anterior do corpo de bombeiros).
• Criados cargos como Diretor Geral, Ajudante do Diretor, Instrutor Geral, Instrutor Parcial, Comandantes de Seção e Chefes de Turma.
• Definição de que os recursos necessários viriam de cada repartição onde se instalassem bombeiros.
• Cores dos uniformes, variando combinações com vermelho e amarelo.
• Atribuições dos cargos criados.
• Medidas como fechamento de comércio, evacuação segura e atuação policial (em casos criminosos).
• Sinais de alerta de perigo com toques de fogo.
• Ações de vizinhança obrigatórias.
Se hoje um prédio deve fornecer sua reserva técnica de incêndio para a ação do corpo de bombeiros, o decreto dizia que donos de poços tinham de ceder água para combate ao incêndio, ou ainda os quatro vizinhos ao imóvel deveriam ceder um escravo com um barril de água.
O conteúdo completo do decreto pode ser lido em:
E AS EMBARCAÇÕES DAQUELA ÉPOCA?
Agora vamos falar um pouco mais sobre o que acontecia não em solo, mas nos oceanos, naquela época. Na sugestão de post da linha azul 👇🏻, descubra como eram as embarcações:
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👉 Como eram as embarcações na época de Dom Pedro II?
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