Como eram as embarcações na época de Dom Pedro II?


História


Filho do imperador Dom Pedro I – o responsável pela proclamação de independência do Brasil, as margens do rio Ipiranga – e da imperatriz Maria Leopoldina de Áustria, Dom Pedro II surge como uma das figuras mais importantes na História do Brasil. Com uma infância conturbada, Dom Pedro II - no auge dos seus 5 anos - foi coroado como Imperador, o qual permaneceu no trono com este título, por aproximadamente sessenta anos. 

Em sua permanência no poder, Dom Pedro II realizou algumas poucas viagens, tendo em vista que além da responsabilidade de governar um país e ir em busca de novas alianças e negócios no exterior, as viagens eram feitas através de embarcações marítimas, de modo que demoravam meses para chegar a um destino. Não havia outra maneira de realizar grandes viagens intercontinentais sem que estas fossem feitas por meio das embarcações marítimas. Portanto, quem fosse embarcar, deveria estar preparado para passar um bom tempo em alto mar. 

E, diferente do que se imagina, nem todas as embarcações eram iguais, haviam aquelas que eram destinadas a viagens, ao transporte de mercadorias do comércio, navios negreiros, navios da marinha... Cada qual com uma finalidade e uma organização de transporte. Pensando na diferença das embarcações e as peculiaridades das mesmas, buscamos informações e vamos falar sobre dois tipos de embarcações para contar como eram os navios na época de Dom Pedro II. 


https://www.oblogdomestre.com.br/2018/11/Embarcacoes.DomPedroII.Historia.html
[Imagem: OpenClipart-Vectors/Pixabay]




EMBARCAÇÕES COMUNS


Para as ditas embarcações comuns – viagens feitas apenas com o propósito de visitar outros países, locomoção, passeio – eram feitas em navios de modo que nem tudo era tão agradável, uma vez que só se tinha o navio por meses. Em viagens deste tipo, o conforto era mínimo para todos que estavam a bordo. A começar pelas acomodações: quem era nobre tinha um pouco mais de espaço e privacidade, quanto aos demais passageiros e tribulação, ficavam restritos a acomodações pequenas e abafadas, onde a privacidade que se tinha era por cortinas. 

O banheiro era comunitário – a menos que você fosse um oficial ou alguém muito nobre – tripulantes e passageiros dividiam, o que na maioria das vezes era uma cloaca. A higiene também não era das melhores, tendo em vista que a água era escassa e salobra, destinada apenas para o consumo. 

A alimentação também não era das melhores, afinal, tinham muitas pessoas para comer e muito tempo de viagem, o que fazia com os alimentos estragassem. O que consumiam era na maioria das vezes carne salgada, biscoitos, lentilhas e ervilhas desidratadas, acompanhadas de água e vinho de pouca qualidade, o que constantemente gerava desinteria nos passageiros. Ainda havia casos mais graves de escorbuto nessa época.

Também eram levados alguns animais vivos, afim de fornecerem alguns ovos, leite e carne fresca para os passageiros mais nobres da viagem. Por fim, todo cuidado era pouco. Sabendo que ficariam longos meses presos ao navio, era essencial que tomassem cuidado com doenças, portanto, evitavam ao máximo qualquer indisposição, buscando sempre estar em boa saúde.

NAVIOS NEGREIROS


Os navios negreiros (ou tumbeiros) eram as embarcações que atravessavam o Atlântico destinadas ao comércio na África, afim de trocar mercadorias, transportavam principalmente açúcar e café. Este comércio ficou conhecido como comércio triangular (relações comerciais estabelecidas entre a África, Europa e América). 

No fundo, este comércio tinha um objetivo principal: o tráfico de negros africanos, de maneira que estes posteriormente seriam escravizados, maltratados e explorados. Os negros eram retirados a força de suas terras e alocados nos navios negreiros, onde estes seriam transportados como mercadorias por todo o Atlântico. 

A viagem que durava cerca de dois meses, era um pesadelo do começo ao fim. Retirados de suas raízes a força e tendo que esperar amontoados para serem levados em pequenas embarcações até os navios negreiros. 

Os negros foram tratados como mercadorias, portanto, eram transportados no porão do navio, lugar este onde não havia qualquer ventilação ou iluminação. Para não perder tempo e otimizar a leva, os comerciantes levavam o maior número possível de negros, sem se importar como seria a viagem deles, apenas os colocavam no porão.

Muitas das viagens, os negros iam amontoados um sob os outros no porão e para agravar a situação, como ficavam restritos apenas a este espaço, as necessidades fisiológicas dos negros eram feitas no mesmo lugar em que viajavam, logo, conviviam com todos os dejetos humanos. Em alguns casos, eram usados água salgada e vinagre para tentar higienizar o ambiente e diminuir o odor.

Em condições precárias e de maus tratos, nem todos resistiam a viagem e acabavam morrendo. Os corpos dos mortos permaneciam no porão junto aos vivos, onde só seriam “descartados” caso o navio precisasse ficar mais leve (cujo descarte seria tacar os mortos ao mar) ou quando chegavam, no destino. A alimentação era escassa e eram oferecidos apenas farinha e carne seca, sendo a divisão do alimento feita pelos próprios escravos. 

Ao chegar no seu destino, o pesadelo continuava, pois seriam escravizados pelas colônias ou metrópoles europeias. Havia um comércio de escravos, o qual qualquer pessoa poderia comprar um escravo, desde o mais rico, ao mais pobre.

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