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Quem foi Maria Quitéria, a primeira militar brasileira?

História

 

A primeira militar brasileira, Maria Quitéria, fez como diversas outras mulheres que buscaram espaço no passado: acabou se fingindo de homem, por não poder se alistar e servir. Ela foi fundamental nos combates da Independência do Brasil que ocorreram na Bahia em 2 de julho de 1823.

 

Você vai descobrir como foi a trajetória de Maria Quitéria, com curiosidades e desafios. Comece nessa biografia conhecendo onde ela nasceu.

 

Como teria sido a primeira militar brasileira

[Maria Quitéria fardada. Imagem: Jornal A Verdade | Reprodução]


 

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PRIMEIROS ANOS

 

Mária Quitéria nasceu em um distrito de Feira de Santana, a 100 km da capital da Bahia, Salvador. Ela é a primogênita entre três filhos do casal Quitéria Maria de Jesus e o português Gonçalo Alves de Almeida. Hoje, o povoado onde nasceu recebe seu nome, em sua homenagem. O nome anterior era de São José Itapororoca. 

 

Até os dez anos, Maria Quitéria viveria nesse contexto familiar. Foi nessa idade em que ela testemunhou a morte da mãe. Esse triste episódio a fez assumir precocemente responsabilidades na casa e ter de crescer mentalmente, assumindo a gestão da casa e passando a cuidar dos seus irmãos mais novos. Isso incluiu caçar, pescar e realizar os afazeres domésticos.

 

Gonçalo, seu pai, casou-se de novo. A madrasta teve uma morte precoce. Diante da viuvez renovada, o pai de Maria buscou mais um amor e se casou pela terceira vez.

 

Essa segunda madrasta teve uma má relação com Maria Quitéria e as duas se desentenderam. Isso fez com que Maria buscasse outros rumos.

 

SOLDADO MEDEIROS

 

A partir de roupas emprestadas e de certo entrosamento em combate, Maria Quitéria, vulgo Soldado Medeiros, começou a atuar no Batalhão dos Periquitos, em Cachoeira (recôncavo baiano). Depois, iria até para Salvador.

 

Ela sabia atirar, cavalgar, caçar e pescar. Todos esses atributos fizeram diferença para compor o Exército Brasileiro contra os portugueses, nos conflitos que consolidaram a independência brasileira em solo baiano.

 

Apesar de que se conte o sete de setembro de 1822 e o grito às margens do Ipiranga como fator central da independência, havia províncias sob controle de tropas portuguesas, como a Bahia, algumas que não queriam um governo brasileiro centralizado no Rio ou que queriam mais autonomia estadual, como Pernambuco. Assim, foi um marco, mas a consolidação veio depois e de forma gradativa, em certos casos, violenta.

 

O contexto de Maria Quitéria era de uma província contrária à independência. Na chamada "Batalha de Pirajá", na defesa de Ilha da Maré e na de Piatã, ela entrou em uma trincheira, rendeu os portugueses e os levou, sozinha, para o acampamento. Diante de tal proeza, veio a condecoração a cadete.

 

Por essa amostra, foi possível perceber que coragem não faltava. Disso veio o reconhecimento dos colegas e do Imperador Dom Pedro I.

 

Chegou o momento em que ela foi descoberta. Na família, o pai não gostou quando descobriu. Dentro do exército, como ela tinha muita habilidade com armas de fogo, foi permitido que seguisse combatendo.

 

Pela bravura, Maria Quitéria teve várias honrarias. Uma delas foi o convite para ir pessoalmente ao Rio de Janeiro, visitar o imperador e receber a insígnia de "cavaleiro" da Ordem Imperial do Cruzeiro.

 

Quando esteve no Rio de Janeiro, ela expressou a preocupação com o conflito familiar. Ela pediu a Dom Pedro uma carta de conciliação, concedida pelo monarca, onde ressaltou a bravura e a importância da participação de Maria Quitéria nos combates de Independência. A carta teve efeito e a conciliação com o pai aconteceu.

 

Maria Quitéria foi morar em Feira de Santana. Depois, mudou-se para Coração de Maria, vizinha à cidade natal.

 

Uma nova mudança de cidade aconteceu. Depois de o pai falecer, passou a morar em Salvador, no anonimato. Maria se casou com Gabriel de Brito e tiveram uma filha, Luísa Maria da Conceição.

 

Com o envelhecimento, Maria Quitéria teve o diagnóstico de uma inflamação no fígado. Ela ficou quase cega.

 

Aos sessenta e um anos de idade, Maria Quitéria faleceu, também em solo soteropolitano. Mesmo com tantas honrarias em vida, o enterro foi em cova rasa, como indigente, num cemitério contíguo à Igreja de Santana.

 

DEPOIS DO FALECIMENTO DE MARIA QUITÉRIA

 

Existe, em Salvador uma estátua em homenagem a Maria Quitéria no Largo da Soledade, próximo ao Largo da Lapinha, de onde parte o desfile de celebração ao dois de julho. Nesse mesmo local, fica guardado o panteão que guarda os carros do Caboclo e da Cabocla, símbolos populares do desfile.

 

Também na Bahia, mas em Feira de Santana, a trajetória de Maria Quitéria está disponível em um memorial no Casarão Olhos D'Água. Esse memorial é a sede da Casa da Cultura do município.

 

Além de honrarias e homenagens até depois do falecimento, mudou a presença da mulher dentro do Exército. Se Maria Quitéria entrou disfarçada, nas condições atuais, não seria necessário.

 

Em agosto de 2024, o Governo Federal definiu as regras para o alistamento militar feminino, publicadas no Diário Oficial da União. Esse alistamento é facultativo, ou seja, conforme vontade da menina de ingressar na carreira militar.

 

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