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A conquista de Lucas Pinheiro Braathen nas Olimpíadas de Inverno

 Esporte

 

Em 2026 acontecem os Jogos Olímpicos de Inverno Milão Cortina. São jogos em modalidades bem diferentes das populares no Brasil, praticadas em ambientes com neve ou com gelo artificial. Houve quem achasse que, com isso, que teriam de "inventar" as Olimpíadas de Verão (que na verdade já existem e aconteceram no Rio, inclusive).

 

Houve uma grata surpresa nessa edição. Em 2026, o Brasil conquistaria sua primeira medalha nesse formato de Jogos Olímpicos, após a grande atuação de Lucas Pinheiro. Vamos saber mais detalhes e curiosidades?

 

Orgulho pela medalha

[Lucas com sua medalha. Imagem: O Globo | Reprodução]


 

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UM POUCO DA VIDA DE LUCAS PINHEIRO

 

Lucas Pinheiro Braathen vem de famílias brasileira (Alessandra Pinheiro de Castro) e norueguesa (Bjørn Braathen). Ele nasceu em Oslo, Noruega, em 19 de abril de 2000.

 

Em geral, ele passou a infância vivendo na Noruega, com o pai. Nas férias, vinha para o Brasil e passava com a família materna, nas cidades de São Paulo e Campinas. Por ter família e origens distintas, foi alfabetizado bilíngue (português e norueguês), e ao falar, percebe-se aquele sotaque bem característico de quem vive mais no exterior.

 

Houve um período, após o divórcio dos pais, onde ele viveu no Brasil. Aqui, após jogar com os primos e amigos, encantou-se por um esporte, mas não era esqui, e sim o futebol, tão amado em solo tupiniquim. Ele via como uma prática bem orgânica, sem organizações e regras engessando... era esporte puro e natural. Além disso, sempre foi fã de Ronaldinho Gaúcho.

 

O pai de Lucas, por sua vez, o estimulava para esquiar. Aos nove anos, ele atendeu aos pedidos que o pai fizera e acabou gostando da experiência e se sentindo melhor na vida. Era difícil fazer amigos e se encaixar num mundo dividido entre as duas origens, e o esporte o fez encontrar o melhor de si e querer ser campeão.

 

Para os padrões europeus, foi até tardia a entrada no esporte, mas a aceitação não foi. Com pouco tempo veio o convite para fazer parte da equipe de desenvolvimento da Noruega, uma das maiores potências dessa modalidade esportiva. Hoje, Lucas Pinheiro sabe muito nas duas disciplinas técnicas do esqui alpino: o slalom e slalom gigante, definidas por portões mais próximos e curvas mais fechadas.

 

No mundo do coração, Lucas Pinheiro tem namorada brasileira. Sua namorada não é nada mais e nada menos do que Isadora Cruz, atriz brasileira que já atuou como Candoca em Mar do Sertão e agora interpreta Agrado, em Coração Acelerado.

 

NO ESPORTE

 

Na adolescência, Lucas Braathen chegou a contatar a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) – sim, ela existe! Por mais que tenha tido essa atitude, era curiosidade juvenil. 

 

Com quatorze anos, já estava na seleção de desenvolvimento norueguesa para esqui alpino. Dois anos após, aos dezesseis, ganhou o registro na International Ski and Snowboard Federation – ou Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS).

 

Passaram-se alguns anos de treino e melhoria até que Lucas Pinheiro passasse a galgar premiações mais expressivas. Na temporada 2018/2019, conquistou o título do slalom gigante na Copa Europeia entre os adultos e comquistou duas medalhas (prata no super g e bronze no combinado) no Mundial Júnior de Esqui Alpino. Também fez sua estreia na Copa do Mundo.

 

Ainda não viria medalha na Copa do Mundo em 2018/2019.  Sua primeira medalha em etapas da Copa do Mundo de Esqui Alpino foi em Sölden, Áustria, na abertura da temporada 2020/2021, com apenas vinte anos de idade. Quando aconteceu, já foi medalha de ouro de cara. 

 

Três meses após um pódio ao vencer a primeira prova da temporada 2020/2021 no slalom gigante em Sölden, na Áustria, sofreu uma lesão no ligamento do joelho. Lucas retornou às competições praticamente dez meses depois, para a temporada 2021/2022.

 

Na volta, foi convocado pela Noruega para os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim (2022). Não foi uma boa campanha, ficando de fora da classificação final nas duas provas em que participou (slalom e slalom gigante) após perder um dos portões.

 

É uma parte do que aconteceu na volta e não quer dizer que tenha sido totalmente ruim a temporada. Em alguns momentos, foi ainda melhor. Em 2022/2023, por exemplo, contabilizou sete pódios, dos quais três vitórias, sendo seis no slalom. Obteve o primeiro Globo de Cristal como campeão do slalom na Copa do Mundo de Esqui Alpino daquele ano. Também em 2022/2023, sagrou-se campeão do slalom no circuito internacional de esqui.

 

Quando parecia que brigaria por mais títulos no esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen surpreendeu o mundo. Na véspera da primeira etapa da temporada 2023/2024 em Sölden, na Áustria, em outubro de 2023, anunciou a aposentadoria aos 23 anos por desavenças com a federação norueguesa. Ele queria “mostrar a personalidade”, mas havia restrições e regras relacionadas à conduta, vestimenta e exposição de patrocinadores que o desagradavam.

 

Com a aposentadoria anunciada, passou uma temporada completa sem competir. Alugou seu apartamento na Noruega e veio passar férias em Ilhabela, no Brasil. Ao retornar para Europa, passou a sentir falta do ambiente esportivo. 

 

Assim, em março de 2024, anunciou que retornaria à modalidade, mas defendendo as cores do Brasil. Ele tomou medidas para mudar sua nacionalidade no esporte e manter seus pontos na carreira junto à FIS. 

 

Foi a chance de seguir no esporte. Também tendo família e sendo naturalizado brasileiro, passou a integrar o Time Brasil.

 

Foi um movimento curioso, ainda mais porque é um esporte inusitado para um brasileiro. O próprio Lucas reconhece isso e acredita que irá agregar muitos torcedores para o esporte.

 

A estreia com a bandeira brasileira foi na temporada 2024/2025 e, pouco mais de um ano depois, ele se preparou para a segunda participação Olímpica, onde ganharia medalha (Milão Cortina 2026). O ouro foi no slalom gigante, contra o multicampeão suíço Marco Odermatt. A segunda medalha não veio, pois Lucas foi desclassificado no slalom após um movimento que resultou em queda, assim como ocorreu com vários adversários.

 

CURIOSIDADES

 

Alguns números são bem curiosos quando se fala de Lucas Braathen:

 

• Primeiro medalhista brasileiro nos jogos olímpicos de inverno.

• De trinta esquis por competição até cem equipamentos por temporada podem ser necessários para um atleta de elite como ele.

• São duzentos dias de prática por ano, parte deles feita na Nova Zelândia, pois o hemisfério Sul tem inverno em período do ano diferente do hemisfério norte, e no Brasil neva, mas muito pouco para garantir uma montanha para treinar.

 

Pódios em eliminatórias da Copa do Mundo, participação em olimpíadas e muito mais fazem a carreira de Braathen. E agora, esses números vão crescer e somar para o nosso país!

 

FALANDO EM ESPORTES DE INVERNO

 

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