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O que é a talassoterapia?

 Ciência & Saúde

 

Você acha que aqueles posts das redes que falam que praia é terapêutica são um pouco de exagero?! Talvez sejam para dar aquela invejinha, mas água faz bem e a talassoterapia e a balneoterapia estão aí para isso. Você vai conhecer melhor as técnicas e seus benefícios.

 

Imergindo nas águas

[Água de oceano é algo terapêutico. Imagem: Aloha Studio / Pexels | Reprodução]


 

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O QUE É TALASSOTERAPIA? E BALNEOTERAPIA?

 

A talassoterapia consiste em modalidade terapêutica que reúne banhos de águas de mar ou oceânicas, ambiente de praia e radiação solar. Ela agrega também as propriedades do ar e do clima. A partir dela, são propiciados elementos minerais ao organismo e são obtidos benefícios à saúde como melhoria na respiração e nas articulações.

 

Nela, as células são expostas a um meio fisiológico similar à sua própria composição, presente em cerca de 4 % dos tecidos corporais. Essa exposição pode ocorrer em regiões de orla, ou em outros locais, como banheiras e piscinas de hotéis e termas. Quando não é no meio natural, como na piscina, a água potável recebe pastilhas efervescentes com propriedades que simulam o fundo marinho/oceânico.

 

Os elementos envolvidos na talassoterapia são: iodo, sódio, enxofre, flúor, boro, cálcio, cobre, ferro, zinco, cobalto e magnésio, dentre outros. Em meio natural, as águas variam de composição, tendo seres vivos microscópicos em suspensão. Além dos sais citados, pode totalizar noventa e quatro tipos de sais minerais distintos, podendo ser de água cloretada sódica a sulfatada magnesiana. 

 

Em geral, a água de mares e oceanos varia em proporção, podendo ter cerca de 35 g/L de sais, contra 1 a 1,5 g/L na água doce. Dentro desse teor de sais:

 

• 75 % são de cloreto de sódio.

• 25 % são de cloreto de magnésio, sulfato de sódio, sulfato de cálcio e sulfato de magnésio.

 

Também há oxigênio, azoto (nitrogênio) e anidrido carbônico (dióxido de carbono) na água salgada. São moléculas normais de estarem na água oceânica, pois há ar dissolvido nela.

 

Não é algo recente no mundo, sendo o termo Talassoterapia datado de 1867, após divulgação do médico francês La Bonnadiere. A criação teria sido, há mais de dois séculos e meio, por Richard Russel, médico britânico.

 

Já a balneoterapia seria uma parcela da talassoterapia, definida como o tratamento por meio de banhos, podendo ser com a água do mar ou oceânica, não necessariamente na orla. Há controle do ambiente de tratamento e preservação dos potenciais princípios terapêuticos da água salgada. 

 

ONDE ELAS SÃO MAIS COMUNS?

 

Alguns locais já foram sendo citados, como locais de orla, hotéis, termas e spas. Pensando num veio histórico, a cultura balnear era parte da antiguidade europeia, principalmente entre gregos e romanos. Era conhecido o efeito anti-inflamatório da água salgada nos emplastos, banhos e inalações e também seu efeito curativo. 

 

No caso dos romanos, preparavam uma mistura de água marinha com mel, o talassomel. Essa mistura tinha efeito laxante. Com as campanhas militares e com as cruzadas, as termas foram difundidas em outras partes da Europa, Ásia menor e norte da África.

 

A corte britânica adorou a talassoterapia. As instalações terapêuticas britânicas se desenvolveram por isso e viraram verdadeiros centros de veraneio, sendo estimuladas também pelo avanço da rede ferroviária.

 

Na Europa, a prática é mais avançada no sul do continente, principalmente na França. Não são usados locais de orla, ou seja, o mar Mediterrâneo não é o principal pano de fundo da talassoterapia.

 

No Brasil, locais de orla são destacados, como Florianópolis (SC), João Pessoa (PB) e vários outros. De maneira mais espontânea, a ida à praia favorece conseguir alguns benefícios, e praias mais ao norte/nordeste do país possuem águas mais quentes. Também existem hotéis e termas no interior do nosso país com essa prática.

 

Só ter orla não é suficiente. É preciso, considerando prática ao ar livre, que haja condições geográficas e climáticas adequadas. Mesmo que a Antártida tenha orla, lá ninguém tem coragem de ir fazer uma talassoterapia ao ar livre.

 

DOENÇAS PARA AS QUAIS PREVINE OU AMENIZA

 

Para entender como a água marinha ou oceânica previne ou ameniza problemas de saúde, é preciso pensar em características físicas tais como temperatura, salinidade, massa específica, etc. É interessante pensar no movimento ondulatório das águas, o que gera sutis variações de temperatura e transmissão de estímulos térmicos ao organismo.

 

A partir desses estímulos há respostas locais nos vasos sanguíneos na pele. Isso melhora o estado do sistema circulatório e ajuda a prevenir doenças cardíacas.

 

Outros efeitos interessantes da talassoterapia:

 

• Aumento da permeabilidade cutânea.

• Regulação das funções orgânicas pelo sistema neuroendócrino.

• Relaxamento da musculatura tensa e crispada (transmitindo um aspecto de descanso à pele).

• Normalização da secreção seborreica.

• Redução da hiperidrose (transpiração excessiva, inclusive nos pés).

• Remineralização orgânica.

 

Na aplicação no meio natural, principalmente, deve-se considerar o efeito da massa específica de cada pessoa. Pessoas com mais tecido adiposo (gordura) ou mais oxigenação nos pulmões tendem mais a flutuar, sob ação do empuxo hidrostático. 

 

A posição de flutuadores causa mudança na Física do problema e pode aumentar ou reduzir a resistência ao movimento, e o empuxo pode reduzir a sensação de peso. Isso é bastante útil em práticas de exercícios de fisioterapia - para pessoas com paraplegia, hemiplegia, tetraplegia ou com músculos fracos na polineurite.

 

A talassoterapia auxilia no tratamento de problemas reumáticos, aliviando a dor e interrompendo outros transtornos. Artrites e artroses em estágio inicial, junto com alimentação e melhores hábitos, são interrompidas a longo prazo.

 

As substâncias dissolvidas na água salgada permitem vários efeitos benéficos. O iodo destrói os germes de acnes, furúnculos e outras afecções. Esses sais também descongestionam e desinflamam a mucosa nasal.

 

A Talassoterapia e balneoterapia são utilizadas há vários anos na prevenção e no tratamento de doenças reumáticas. Mais recente é o foco no tratamento em fibromialgia, contribuindo para a redução da dor e de outros sintomas, melhorando a qualidade de vida.

 

Por outro lado, Talassoterapia tem algumas contraindicações:

 

• De forma nenhuma fazer se houver evidência de doença vascular periférica ou insuficiência cardíaca incipiente: são contraindicações absolutas. 

• Quem estiver fazendo radioterapia e/ou tiver outras doenças renais.

• Ter tímpano furado permitiria o contato dos respingos.

• Para pessoas com incontinência urinária e/ou fecal.

• Pacientes epiléticos, com cardiopatias, hipo ou hipertensos podem ser considerados não elegíveis. No caso da pressão arterial elevada, só se houver exercícios curtos e vários repousos entre as séries.

 

Caso a pessoa tenha verrugas, feridas abertas ou úlceras, pode cobrir por meias ou curativos impermeáveis. Sim, há efeitos cicatrizantes na água salgada, mas ela pode dar alguma ardência ou desconforto no contato direto.

 

A menstruação não é uma contraindicação do ponto de vista fisiológico. A única exceção seria um fluxo muito intenso. Agora o medo da água é: se a pessoa possui traumas muito fortes e não deseja imergir ou estar em meio à água, isso seria uma contraindicação absoluta.

 

ENVOLVIMENTO DAS PESSOAS NA PRÁTICA

 

Práticas de talassoterapia costumam ter vários adeptos, sendo muito bem aceitas. Elas trazem maior qualidade de vida às pessoas e enfocam na prevenção, algo melhor do que simplesmente tratar sintomas em doenças já estabelecidas, mas, se elas existirem, ainda há potencial de melhoria da saúde.

 

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