A internet e a capacidade de memorização

 Ciência & Saúde

 

A forma com que informações estão disponíveis mudou radicalmente com o crescimento da internet. Temos muito do que procuramos e com uma velocidade muito rápida, e o modo com que nós processamos isso em nosso cérebro faz com que ele mude, em alguns aspectos, para pior. Vamos entender por que?

 

 

Aquela falhada básica na atenção
[Celular chama para olhar a rede social. Imagem: terimakasih0 / Pixabay]


 

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DISPONIBILIDADE E ACESSO PELO CÉREBRO

 

Sabemos que temos de tudo em sites e redes sociais, bastando um clique para achar. Se é fácil encontrar o que preciso, por que decorar?

 

Há alguns anos, seria necessário ou decorar, ou pesquisar em enciclopédias em livro físico, o que exigiria capacidades de memorização das informações e de exercitar conhecimentos. Era um trabalho penoso, e questionado por sua morosidade.

 

De forma oposta a isso, se temos muita informação e disponível, passamos a aprender mais como e onde procurar do que necessariamente saber a informação. Em alguns casos, aí mora o perigo: se o celular ou a internet falharem, não sabemos mais nada?

Claro que decorar tabelas ou coisas muito grandes seria maçante, mas saber algumas coisas é preciso.

 

MUDANÇA DA ESTRUTURA CEREBRAL

 

Pessoas que usam mais a internet acabam tendo mais atividade na região pré-frontal (onde ocorrem a tomada de decisões e resolução de problemas). Mais atividade nessa região não significa, necessariamente, maior memorização e aprendizado.

 

ATENÇÃO E FOCO

 

Notificações são um gatilho para um uso pesado das redes sociais e ao desvio de foco. Como ficamos abrindo reiteradamente os aplicativos para buscar novidades dentro das notificações, podemos criar esse hábito mesmo quando não seria importante ou necessário. Testes feitos com pessoas que eram mais fixadas em notificações, segundo reportagem na revista Galileu, apontaram desempenho inferior em provas de atenção.

 

CUIDADO COM A INFORMAÇÃO

 

Se nossas enciclopédias e livros tinham um rigor mais pesado e não saiam aos montes, conteúdo digital é mais rápido, mas pode ter vieses que um leitor desatento ou com pouco senso crítico pode tomar como verdade. Lidar com muita informação e falhas de confiabilidade exige aprender a discernir a qualidade de informações. No meio científico, o rigor é mais elevado, o que também acontece em veículos de mídia tradicionais. Para outros meios, vale dar um voto de confiança, mas é bom diversificar fontes, e  entender como se consolidam fake news.

 

FALANDO EM FAKE NEWS

 

Na sugestão de leitura, confira dicas de como saber se uma informação é falsa:

 

 

 

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👉 Dicas para identificar notícias falsas

 

 

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