Ciência & Saúde

 

O uso de vacinas é uma forma de imunização onde as pessoas são expostas a um agente biológico, de forma controlada, e com essa exposição produzem anticorpos, estando resistentes na eventualidade de alguma infecção. Esse uso é feito em crianças, adultos e idosos, ou seja, ao longo de toda a vida. Para crianças, algumas vacinas são aplicadas com gotinhas, enquanto outras são feitas com seringas e agulhas descartáveis, assim como acontece para adultos.

 

Com a pandemia de coronavírus, mais do que nunca ficou clara a importância da imunização por vacinas, que podem nos devolver a saúde, a segurança, parte de nossas vidas. Nessa postagem, vamos saber um pouco mais sobre essa forma de prevenção a diversas doenças.

 

 

Mais uma pessoa que vai ser imunizada
[“Bora” vacinar? Imagem: Katja Fuhlert / Pixabay]


 

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DOENÇAS QUE PRATICAMENTE SUMIRAM COM VACINAÇÃO

 

De acordo com a Unimed Fortaleza, algumas doenças como sarampo, poliomielite (paralisia infantil), difteria e rubéola, que sumiram ou praticamente sumiram, acabam voltando a aparecer porque há pais que não levam seus filhos nas campanhas de vacinação, ou o calendário não é seguido à risca. Uma máxima que existe no mundo das vacinas é que elas são reféns do próprio sucesso: como o número de casos diminui muito e há campanhas constantes, pode surgir a impressão de que não sejam mais necessárias. Outro problema está em fake news endêmicas sobre problemas de saúde associados a vacinas, que são desmentidas constantemente, mas ainda fazem vítimas com o passar dos anos.

 

Tomando como exemplo a poliomielite, a Fiocruz apontava em 2015 que 80 % dos países do mundo eram locais livres de casos autóctones, mas ainda há locais no mundo onde o contágio é possível, e as campanhas de vacinação seguem até hoje. A Poliomielite só pode ser prevenida via vacina e é uma doença que não causa, em geral, óbitos, mas provoca lesões no sistema nervoso até a paralisia dos membros inferiores. A contaminação ocorre via oral, pelo poliovírus.

 

DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS ENTRE A APROVAÇÃO DE VACINAS E DE REMÉDIOS

 

O processo de criação e aprovação de uma vacina e de um remédio apresentam similaridades, sendo divididos em fases, começando por testes laboratoriais e, após, em estudos envolvendo pessoas vivas. Nas fases clínicas, a primeira verifica a segurança, a segunda fase a imunogenicidade e a terceira a eficácia, de acordo com o Instituto Butantan. Todos esses dados são apresentados a público em periódicos científicos e aos órgãos de controle sanitário nacionais para aprovação do uso de vacinas, em caráter emergencial ou permanente, como aconteceu com as vacinas contra o coronavírus.

 

VACINAS EM TEMPO RECORDE CONTRA O CORONAVÍRUS

 

O desenvolvimento de vacinas exige tempo e recursos, mas na situação da pandemia do 2019 n-CoV ou novo coronavírus, toda espera possui consequências sérias. Existem várias pessoas ao redor do mundo que perderam o emprego, negócios que fecharam... a reversão dessa crise depende de vacinação. Também existe um grande número de mortos, deixando famílias sem seus amados familiares.

 

Assim, houve uma corrida contra o tempo e as vacinas foram aprovadas e começaram a ser aplicadas em vários países. A rapidez se deve, segundo o pesquisador Oscar Bruna-Romero, do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC, por serem usados conhecimentos que vêm sendo acumulados há mais de quinze anos nas “plataformas” como RNA ou adenovírus.

 

AS MUTAÇÕES DE VÍRUS VERSUS AS VACINAS

 

Uma característica dos vírus, mais do que outros seres, está nas mutações genéticas. Essa modificação do DNA ao longo da replicação faz com que mudem suas características com o passar dos anos. É por esse motivo que, anualmente, são desenvolvidas as vacinas da gripe segundo as cepas prevalecentes naquele ano.

 

TIPOS DE VACINAS

 

De forma simples, as vacinas podem ser divididas pelo tipo de organismo usado na vacina, que pode ser vivo ou morto. A vacina da febre amarela vem de um organismo vivo e atenuado por temperatura e substâncias em solução: isso não quer dizer que o vírus não seja morto com esses mecanismos, mas precisa ser manipulado vivo nos laboratórios.

 

Já as que vem de organismos mortos, consistem em pedaços de vírus ou bactérias, que podem ser combinados com outras partes, para emular a presença do agente infeccioso no organismo. Dentro desse e do outro grupo de vacinas, há muitas possibilidades sendo estudadas pelos cientistas.

 

O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE UM NOVO REMÉDIO

 

Assim como as vacinas, existe todo um método científico no desenvolvimento de um remédio. Deixamos como sugestão para você um post que fala mais sobre todos os passos e desafios para criar novos medicamentos (linha azul 👇🏻):

 

 

 

E AINDA MAIS PARA VOCÊ:

👉 Como funciona o desenvolvimento de um novo remédio?

 

 

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