Ciência & Saúde

 

A cadeia alimentar é um ciclo que ocorre na natureza onde os seres vivos conseguem energia para sua sobrevivência. Essa energia pode vir da fotossíntese, do consumo de outros seres ou da decomposição. Nas palavras do repórter Ciro Porto, em uma edição do Globo Repórter sobre aves nos centros urbanos, quando apareceu um tucano que levava filhotes de outros pássaros para seu ninho - ”a vida se alimenta da morte” - a cadeia alimentar possui um pouco disso.

 

Nessa postagem vamos saber um pouco mais sobre a cadeia alimentar, aspectos importantes, qual o papel de cada um ser.

 

 

Predador felino está tratando de se alimentar com carne fresca
[Grande predador se alimentando. Imagem: Andrea Bohl / Pixabay]


 

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A POSIÇÃO DE CADA UM

 

Dentro da cadeia alimentar, existem posicionamentos diferentes, de acordo com a alimentação dos seres. Os produtores são seres que conseguem produzir o próprio alimento por meio da fotossíntese, onde se transforma água e sais minerais por meio da luz solar, em outros nutrientes. Em geral, a fotossíntese é realizada pelas plantas, mas elas não são os únicos seres capazes de fazê-la.

 

Já os consumidores são seres vivos que não são capazes de produzir o alimento pela fotossíntese, como animais herbívoros e onívoros. Esses animais precisam consumir os nutrientes e transformá-los em seu próprio corpo. Já os decompositores consomem animais e vegetais mortos e inserem nutrientes de novo no solo. Assim, fecharia-se um ciclo entre produtores – consumidores – decompositores.

 

Há esses três elementos, mas não um só deles durante o ciclo. Os consumidores, em geral, podem ser mais do que um, havendo consumidores primários (herbívoros), secundários (carnívoros e onívoros), e assim por diante. Por causa da presença desses elementos intermediários é que se fala em níveis tróficos também. Os produtores também recebem o nome de autótrofos e os consumidores de heterótrofos.

 

“ANIMAIS SÓ MATAM PARA COMER E NÃO DESPERDIÇAM”

 

Há alguns mitos e ideias importantes sobre a cadeia alimentar que envolvem sair de lugares-comuns, do que as pessoas falam quando tentam depreciar as pessoas e atribuir qualidades aos demais animais, idealizando-os. Um desses mitos é de que os animais só matam para comer, não desperdiçam como as pessoas.

 

Na natureza, não existem muitos níveis tróficos de consumidores, senão haveria muitas perdas de energia ao longo da cadeia, mas os animais não fazem um aproveitamento extenso do que comem. Um coelho, por exemplo, nem sempre come todos os talos, preferindo as folhas. Nos consumidores, os leões comem a caça e o que sobra é comido pelas hienas, ou seja, os leões não aproveitam toda a carne e caçam de novo.

 

“PREDADORES NÃO SÃO CRUÉIS COM AS PRESAS”

 

Esse é outro mito clássico ao comparar o ser humano com outros animais. A diferença dos seres humanos para os demais animais é que não fazem por instinto, sabem e possuem consciência do que estão fazendo.

 

Os ditos animais irracionais seguem todos os seus instintos e, mesmo sem saber como será o futuro, seguem suas atividades, reproduzem, buscam alimento. Um consumidor primário herbívoro consome um alimento inanimado: o vegetal é um ser vivo, mas sem sistema nervoso. Os animais onívoros e carnívoros caçam os demais e os sacrificam vivos, não por “crueldade”, mas pela natureza deles.

 

Quando falamos de seres humanos, estamos em outra situação. Há quem goste ou não de carne, e tem-se difundido novas práticas como o abate humanitário, onde existe o sacrifício do animal para a produção de carne, mas o processo é feito para ser mais rápido do que a sensação de dor.

 

COMPORTAMENTOS DE PRESAS E PREDADORES, E CADA UM POR SI

 

Após desfazer alguns mitos e pensarmos a cadeia alimentar como algo que acontece na natureza, podendo ser algo feio ou bonito dependendo de quem vê, vamos ver alguns comportamentos de consumidores primários e secundários?

 

O dragão-de-komodo: é um animal que vive na Indonésia e que morde a presa. Na boca desse animal, há substâncias tóxicas às presas, que falecem e, depois de mortas, viram seu alimento.

 

Cobras que sufocam: alguns tipos de cobras não peçonhentas matam suas presas envolvendo-as e sufocando-as. Com esse mecanismo, facilitariam a digestão posterior, mas passam bastante tempo digerindo um único animal.

 

Saindo do sufoco: nem sempre é o predador quem se dá bem: ele pode estar cansado ou a presa ser mais esperta. Em alguns casos, nem é tanta esperteza, mas força mesmo. Em novembro de 2020, por exemplo, um fotógrafo estadunidense registrou uma enguia, animal que vive no solo e possui uma cauda com perfurador, abrindo o estômago da garça e se libertando. A garça, por sua vez, virou presa a seguir de águias.

 

Ataques ou defesas em bando: as presas conseguem se defender estando em grupos, e vivem dessa forma em algumas espécies. Alguns tipos de predadores fazem o ataque em bando, mas procuram um único animal mais frágil para atacar.

 

Aves predadoras: é costumeiro pensar em águias ou animais que se consolidaram como predadores, por serem consumidores de segundo nível, como predadores, mas não são os únicos. Os beija-flores, por exemplo, comem insetos para ganharem os aminoácidos e formarem proteínas, visto que apenas a energia é que ganham com o néctar de flores.

 

AS RESTRIÇÕES ALIMENTARES PARA OS SERES HUMANOS

 

As cadeias alimentares fazem parte da natureza. A diferença das pessoas para os outros animais é que escolhem o que comem porque são racionais. Pessoas que comem carne, vegetarianos, veganos e outros, fazem por escolha. Na sugestão de post da linha azul 👇🏻, separamos um post onde se fala um pouco mais sobre essas restrições alimentares e o que pode acontecer:

 

 

 

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