Variedades

 

No mundo, temos diferentes relações de poder, organizações e hierarquias. Quando falamos em governos, com algumas formas mais ou menos democráticas, tendemos a querer centralizá-lo em uma única pessoa, como o presidente, primeiro-ministro ou imperador, por exemplo. Nas empresas, falamos de gerentes ou mesmo de proprietários, acionistas majoritários ou diretores-presidentes.

 

O centro do poder pode estar ali, mas não é dali que vem o poder. Vamos falar mais sobre isso ao longo dessa postagem.

 

 

O poder nunca está só no indivíduo
[O poder parece estar apenas na coroa. Imagem: squeeze/Pixabay]


 

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O PODER E AS DECISÕES NAS EMPRESAS

 

Quando uma pessoa abre uma empresa e contrata funcionários, essas pessoas serão remuneradas e deverão seguir as orientações de seu empregador. Essa é uma premissa básica para que se mantenha o emprego, e o empregador deverá passar ordens de forma educada, sem manter um ambiente que oprima seus empregados, caso contrário deverá responder por assédio moral.

 

É sabido que essa subordinação é necessária para que se mantenha o emprego, mas não é algo absoluto. Para que essa relação funcione, é preciso que os empregados assumam essa condição de obediência, ou ações das empresas podem não funcionar.

 

Um exemplo clássico é o uso de equipamentos de proteção na construção civil. Dependendo da cidade e do nível de fiscalização, as pessoas podem trabalhar de chinelo de dedo, fumando e até de barriga de fora, a despeito das regras de segurança. Um empregador pode até tentar implementar os EPIs, mas se não houver o uso espontâneo pelo empregado e, em momentos sem controle, essa proteção não vai ocorrer. Esse, é claro, é um exemplo negativo desse poder que vem de baixo para cima na hierarquia empresarial, existindo exemplos positivos.

 

Em cargos e funções onde a capacidade criativa ou a função assumida pelo funcionário são ainda maiores, é maior a liberdade exercida pelo indivíduo e dela depende o funcionamento da empresa. Vamos supor o exemplo de uma emissora de TV: pode ser desejado trocar um apresentador de programa, para uma atração gravada em outra cidade, mas se ele não desejar ou aceitar a mudança, nada acontece. Pode haver a quebra de vínculo no futuro, ou serem restringidas oportunidades, mas não se pode remover um apresentador de uma hora para outra, pois a figura dele é fortemente associada ao horário e ao programa.

 

O PODER DENTRO DOS GOVERNOS

 

O poder de um governo, seja ele municipal, estadual ou federal, também parte dos cidadãos, parcela fundamental dentro de toda a estrutura. Isso não é apenas um slogan da justiça eleitoral, tentando nos convencer a votar, mas uma verdade que surge de outras formas.

 

Pode-se observar com exemplos atuais e históricos. Pensando no momento atual, basta vermos o comportamento coletivo em relação à pandemia. Por mais que a melhor medida seja a restrição de atividades, seja no começo ou mesmo hoje, muitas pessoas quebraram as regras de distanciamento e se puseram em risco.

 

Houve comerciantes e outras categorias que, dentro de seus motivos justos e importantes, afinal buscam sua sobrevivência, pressionaram por políticas de reabertura, mesmo no momento mais problemático. As pessoas, diante de liberações, retomaram atividades e processo foi se retroalimentando, associado ao desejo de manter eleitorado em 2020...

 

Se não existe adesão pública, isolamento não existe, mesmo que a ordem parta de quem tem o poder. E, na junção de pessoas, não existem cuidados que reduziriam riscos. É um triste exemplo que envolve saúde pública, e que reflete a questão de o poder partir do indivíduo. Raciocínio semelhante vale para as campanhas anuais de vacinação, em baixa nesse ano ou após longos períodos sem surtos.

 

Saindo do nosso hoje para pensar na história, podemos começar pelos governos no Brasil Colônia e Imperial. Se o poder central não dependesse de apoio de membros da sociedade, não haveria quaisquer movimentos de repressão às revoltas separatistas que aconteceram até hoje. Conter movimentos contrários em lugarejos, cidades e províncias, de forma individual, sempre foi fundamental para sustentar o poder central.

 

E todo e qualquer governo só se mantém com apoio. Marechal Deodoro da Fonseca estabeleceu a república com o forte apoio da base militar, insatisfeita com a monarquia, além de movimentos feitos por entidades civis. Avançando pelos anos, Jânio Quadros não voltou ao poder por não ter o apoio popular que esperava e, mais tarde, com o apoio e anos depois, com a falta de sustentação, encerrou-se o período de ditadura militar.

 

Muitos outros exemplos podem ser dados para listar que o poder só se mantém quando a pessoa que o concede concorda com isso. Isso vale na política e na vida em sociedade.

 

O MICROPODER

 

Nas relações diárias e familiares, também podemos ver algumas formas do chamado micropoder. No texto sugerido, aqui na barrinha azul, falamos mais sobre esse assunto 👇🏻:

 

 

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