Ciência & Saúde


A fibrose cística ou mucoviscidose é uma doença genética que afeta glândulas e que merece atenção e, com a evolução dos tratamentos, permite que se mantenha a qualidade de vida por muitos anos, mas é necessário adequado diagnóstico e tratamento. Neste post, vamos conhecer aspectos como sintomas, tratamento e como agir após o diagnóstico, com informações coletadas dos portais do Dr. Drauzio Varella, Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose.

https://www.oblogdomestre.com.br/2020/08/FibroseCisticaMucoviscidose.Saude.html
[Comparação entre pulmão normal e afetado pela mucoviscidose. Imagem: Mayo Foundation for Medical Education and Research]



CONHECENDO OS SINTOMAS


A doença é conhecida por fibrose cística ou mucoviscidose. Esse segundo nome pode parecer estranho, mas ele dá uma ideia melhor do que se trata, por associação: dentre outros sintomas, ocorre a produção de muco mais viscoso, de difícil eliminação, que pode facilitar a ocorrência de doenças pulmonares (pneumonia, bronquite...). Também ocorre a eliminação de suor de aspecto mais salgado e outros sintomas que podem variar, como:

- Tosse seca, persistente.
- Peito que chia ou fôlego baixo.
- A absorção de nutrientes é prejudicada, o que faz a pessoa comer bastante e não ganhar massa corporal. Secreções espessas no pâncreas acabam dificultando a eliminação do suco pancreático e direcionamento desse suco ao intestino, importante fator na digestão.
- A bile pode, por conta das secreções espessas, ficar retida no fígado e passar por processo inflamatório.
- Fezes volumosas, de odor forte e gordurosas, podendo ocorrer poucas ou muitas idas ao banheiro.

Um grande problema é que há crianças que passam anos assintomáticas, o que dificultaria o entendimento de possuir uma doença, e até mesmo buscar tratamento precoce. Em adultos, ainda podem ocorrer, dentre outros sintomas:

- Dor abdominal recorrente.
- Icterícia (amarelão na pele) prolongada.
- Pancreatite recorrente.
- Cirrose biliar.
- Dificuldade de engravidar (para mulheres, pelo bloqueio aos espermatozoides causado pelo muco cervical muito espesso) ou esterilidade (em 98 % dos homens, apesar de que não sejam impotentes).

Os sintomas podem aparecer em ciclos e sumir, tornando-se mais recorrentes com o passar do tempo.

COMO AGIR SE UM FILHO TIVER ESSA DOENÇA?


Assim como outras doenças genéticas, pais e mães não devem se culpar, pois se pudessem, certamente seus filhos não passariam por essa e nenhuma outra doença. Realizado o diagnóstico, o mais importante é agir de forma responsável e buscar a melhor condição de saúde possível a seus filhos, seguindo o tratamento.

Havia uma tendência de a doença aparecer mais em pessoas brancas, mas essa característica foi-se perdendo, principalmente em países bem miscigenados como o Brasil. Não há tendências entre homens e mulheres, com um caso a cada dez mil pessoas. Vinte por cento das pessoas teriam o gene associado à doença e seriam assintomáticas.

Para essa e outras doenças, é possível que surjam sinais em ultrassonografia e em exames pré-natais, o que ressalta a importância de mulheres grávidas fazerem o acompanhamento, com o apoio de seus esposos ou companheiras. Depois do nascimento, há testes a fazer até um mês de nascimento e confirmação por teste de cloretos (a eliminação desses cloretos é que dá aspecto “salgado” ao suor). Há teste genético (que cobre 80 % dos casos) ou ainda o sinal da não eliminação de mecônio (que é uma das primeiras fezes do bebê, resultado da alimentação ainda no ventre da mãe) no primeiro ou segundo dias de vida.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO? QUAL A EXPECTATIVA?


Antes de ser conhecida, a doença acometia crianças e levava a óbito sem que nem chegassem ao ensino fundamental. Os tratamentos avançaram e, com diagnóstico precoce, a expectativa de vida aumentou muito: 75 % dos diagnosticados e tratados ultrapassam a adolescência e 50 % têm ultrapassado a faixa dos trinta anos, ou ainda mais.

O tratamento consiste em diferentes medicações e suplementações, com acompanhamento médico corrente e multidisciplinar. Deve-se utilizar enzimas pancreáticas, suplementar vitaminas (A, D, E e K), haver dieta orientada e fisioterapia respiratória. Também pode ocorrer aplicação de soro fisiológico, broncodilatadores e mucolíticos, diariamente.

Em caso de complicações infecciosas, é necessário usar antibióticos. Crianças podem precisar de imunizações específicas como antipneumocócica. Dois fatores que não são remédios, mas dão saúde e qualidade de vida são alimentação adequada e prática de exercícios físicos, como natação.

OUTRAS FUNÇÕES IMPORTANTES DAS VITAMINAS


A fibrose cística é um dos casos especiais em que é necessária a suplementação de vitaminas, que sempre deve ocorrer por expressa indicação médica. Existem variadas fontes de alimentos de origem animal e vegetal que fornecem boas quantidades de vitaminas e, dentro de uma dieta equilibrada, conseguem suprir nossas necessidades. O link que foi sugerido abaixo traz um artigo aqui do Blog do Mestre onde são trazidas informações sobre as vitaminas, qual sua importância e em que alimentos podemos encontrá-las.


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