O pensamento disruptivo

por - sexta-feira, fevereiro 28, 2020

Variedades


Em um mundo que passa por transformações, acelerado como o que a tecnologia nos proporciona, torna-se regra a existência de pensamento disruptivo. Neste artigo do Blog do Mestre, iremos entender um pouco mais sobre o que seria este pensamento, alguns exemplos cotidianos e uma das mentes que formalizou este conceito na forma de teoria.

https://www.oblogdomestre.com.br/2020/02/PensamentoDisruptivo.Variedades.html
[Mudança é o caminho! Imagem: Gerd Altmann/Pixabay]



QUEM ENUNCIOU E O QUE É?


Começando pelo autor da teoria da inovação disruptiva, seu nome é Clayton Christensen. Ele explicou o que seria durante o ano de 1977, com sua obra “Innovator’s Dilemma”. Christensen já não está entre nós, tendo falecido recentemente (ao fim de janeiro), aos sessenta e sete anos de idade, segundo o portal The New York Times.

Neste livro, Clayton explicou motivos para o sucesso ou para a falência de empresas, apontando como forma de sucesso o pensamento disruptivo. Este pensamento envolve como princípios a simplicidade, acessibilidade e conveniência, usados para transformar o modo de fazer algo ou consumir, atender determinada demanda pessoal ou da sociedade.

O pensamento disruptivo pode ser a chave para empresas menores desafiarem empresas já estabelecidas em um determinado setor. O que para as maiores empresas pode não ser interessante, para menores pode ser a chave de entrada no mercado. Isto faz com que as empresas menores trabalhem em inovação e as já estabelecidas tenham de se movimentar para mudar sua oferta de serviços. De acordo com o apresentado no site Tableless, sempre é possível pensar se “Existe uma maneira melhor de fazer isto?”

EXEMPLOS ATUAIS QUE ENVOLVEM PENSAMENTOS DISRUPTIVOS

Ao falar na disrupção, vários exemplos podem surgir em nossas mentes, haja vista o grande número de startups/empresas que cresceram e ganharam projeção nacional e até internacional, havendo exemplos no Brasil e no exterior. Vamos relembrar alguns deles?

- Netflix e Globoplay:

Além da TV e rádio, havia uma demanda por entretenimento alternativo em filmes e séries. Parte dela era assumida por operadoras de TV por assinatura, e outra pelas locadoras de fitas cassete e depois DVDs e blue-rays. Havia questões de custo, variedade e disponibilidade, as quais impediam alguns usuários de ter acesso a estes serviços. Alguns optaram por ligações ilegais, as quais expõem quem utiliza a riscos, e outras pessoas passaram a utilizar serviços da Netflix, ou similares que surgiram. A Netflix, por meio de mensalidade, disponibiliza conteúdos em vídeo aos assinantes, que podem ser acessados via celular, tablet, PC e TV, via streaming. Além de um custo menor, a possibilidade de assistir aos conteúdos quando e onde quiser incentivou a adesão por muitos usuários. No Brasil, um grande concorrente é o Globoplay, que agrega os conteúdos da TV aberta e outros inéditos em streaming, além de transmissões ao vivo e opções por conteúdo gratuito, com propaganda. Netflix e Globoplay vêm pré-instalados em diversas televisões modernas.

- Uber e 99 táxis:

O serviço de táxi sempre foi uma concessão pública. O preço e o atendimento não agradavam alguns usuários, surgindo, então a proposta de transporte particular com o Uber. Nele, por meio de um aplicativo, define-se um trajeto, paga-se e é solicitado um motorista que faz viagens como renda principal ou como um extra. A comodidade e o preço menor fizeram o Uber e outros serviços similares crescerem bastante, havendo equivalentes no Brasil como o ColaboraMobi e o 99, por exemplo. Trazendo a modernização ao setor de táxi, surgiu o app brasileiro 99táxis, que envolve tanto taxistas profissionais como motoristas particulares.

- NuBank:

Milhares de pessoas sem conta em banco ou desprovidas de cartão de crédito aderiram aos serviços do NuBank, startup brasileira que já conta com milhões de clientes. A utilização do celular como plataforma de serviços financeiros, um atendimento rápido e eficiente e a ausência de taxas de TED, manutenção de conta e anuidade de cartão fizeram muitos clientes aderirem ou trocarem de banco. Surgiram Apps similares com esta proposta, tais como o do Banco Inter ou Neon. Como resposta das empresas tradicionais, surgiram contas digitais como a Next (Bradesco) ou aplicações de rendimento diário (no BB), por exemplo.

- iFood:

A presença de televendas envolvia um funcionário exclusivo para este fim, o qual só conseguia atender a um pedido por vez. Dando qualidade e produtividade ao atendimento, o iFood surgiu como um aplicativo que faz a interface entre os clientes e os restaurantes, agilizando e melhorando o delivery convencional. A disponibilidade constante de internet nos celulares acabou se sobrepondo à morosidade dos telefones fixos, além da ampla variedade de opções de escolha dentro do aplicativo. Similares surgiram também, como o DeliveryMuch.

- DunDun:

Na construção civil, o ideal seria assumirmos na construção opções mais otimizadas e racionalizadas, como pré-fabricados ou drywall. Entretanto, é cultural a utilização de blocos cerâmicos como vedações verticais (paredes), logo qualquer solução que otimize o assentamento é muito bem-vinda. A argamassa DunDun foi um produto cimentício e polimérico pré-fabricado criado para aplicação sobre os blocos, de forma otimizada e praticamente sem desperdício. Os resultados quanto ao desempenho das paredes com blocos assentados desta forma são satisfatórios.

- WhatsApp:

O SMS era a opção mais discreta que existia quando não se desejava ligar diretamente a alguém. Opções com mensagens via internet, por sua vez, eram rotina em computadores, não em celulares. Com o WhatsApp, de R$ 0,30 até R$ 0,65 ou mais por cada mensagem enviada, o aplicativo passou a facilitar a comunicação por usar apenas a conexão à internet. Tornou-se muito simples e barato se comunicar, o que levou o SMS ao quase desuso. Na maioria das vezes, o SMS só vem para marketing da operadora de telefonia ou parceiros.


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