Israel e Palestina - os porquês dos conflitos

por - quinta-feira, novembro 28, 2019

História


Os conflitos no Oriente Médio levaram e ainda levarão a um enorme número de mortos, feridos e pessoas que necessitam de ajuda humanitária. Há pessoas que nasceram, mesmo após aos anos 2000, e nunca puderam ver um período prolongado de paz na região, sempre nos noticiários pelo extenso conflito armado. É mais antigo o conflito, e não é simples de resolver.

https://www.oblogdomestre.com.br/2019/11/Israel.Palestina.Conflitos.Historia.html
[Imagem: badwanart0/Pixabay]



Como o povo judeu sofreu por conta do antissemitismo (aversão a este povo) disseminado na Europa, no começo do século XX, e, principalmente, em função do nazismo, surgiu o Sionismo. Esse movimento ganhou força e buscava a fundação de uma nação judaica.

Esse provável local seria a região da Palestina. O local, considerado sagrado para judeus, católicos e muçulmanos, passou por intensos movimentos migratórios, recebendo muitos imigrantes. Isso desagradou os moradores locais.

Após a Primeira Grande Guerra, o Império Otomano se desfez e o Reino Unido ganhou o direito, por parte da então Liga das Nações, de governar a Palestina. Havia promessas de territórios para árabes e judeus, feitas pelo Reino Unido, que eram furadas. Aquele território já teria sido dividido com a França.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e os efeitos devastadores do antissemitismo nazista, ganhou força a ideia do estado judeu. Assim, os britânicos deveriam dividir o território entre judeus e palestinos. A questão seria levada até a ONU com um plano de partilha que previa território judeu, árabe e Jerusalém como território internacional. O estado judeu surgiu em 14 de maio de 1948, três anos após a Guerra.

A escolha por esse local deriva de fatos históricos e até de registros bíblicos. Os Romanos seriam quem teria expulsado os judeus daquela região e a chamado de Palestina. A volta àquele lugar seria a recuperação de um direito de anos.

Bastou um dia e Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram esse território, na primeira guerra árabe-israelense. O território árabe caiu pela metade ao fim do conflito, e setecentos e cinquenta mil palestinos foram expulsos dali (o que foi chamado de 'nakba' ou destruição). Com o armistício, definiu-se a Cisjordânia (com Jerusalém oriental) e a Faixa de Gaza como territórios palestinos.

Em 1956, Egito e Israel entraram em conflito pelo canal de Suez. A ONU interviu e confirmou a soberania egípcia naquele local. Onze anos após, em 1967, A Guerra dos Seis Dias fez Israel ganhar territórios após lutar contra exércitos árabes. Faixa de Gaza e Península do Sinai (territórios egípcios), Cisjordânia com Jerusalém Oriental (território da Jordânia) e Colinas de Golã (Síria). Outros quinhentos mil palestinos tiveram de fugir.

Pouco antes da Guerra dos Seis Dias, surgiu a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Essa organização uniu movimentos pró-palestina como o Fatah, de Yasser Arafat.

Passados mais seis anos, em 1973, ocorreu a Guerra de Yom Kippur. Egito e Síria tentaram recuperar os territórios perdidos na guerra anterior. O Egito conseguiria recuperar a Península do Sinai apenas em 1979, por meio de um acordo de paz. A Jordânia fez um acordo em 1994.

No ano de 1987, ocorreu o primeiro movimento forte por parte da Palestina, a intifada. Após conflitos armados intensos, no ano de 1993, a OLP e Israel assinaram um acordo de paz. Nesse contexto, surgiu a Autoridade Nacional Palestina, que responde pelo território Palestino. Nesse acordo, não entrou Jerusalém, quista por ambas as partes e reivindicada como capital.

Além de Jerusalém, outros aspectos levam à impossibilidade de acordo. Judeus possuem assentamentos em áreas palestinas. Palestinos querem trazer seus refugiados para territórios onde originalmente viviam, incluindo Israel, que não aceita perder sua identidade como nação judia.

A Palestina é um "Estado Observador" na ONU, mas ainda não se configura como país, diferentemente de Israel. Enquanto a Palestina não possui apoio político e militar de potências mundiais, Israel é parceiro dos EUA. Ambas as "nações" que há tanto tempo disputam já derramaram muito sangue em algo que parece não ter fim..


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