História
Para a humanidade localizar elementos dentro da Terra, ela usa algumas referências reais, como a posição de rios ou faixas oceânicas, e algumas imaginárias, como linhas que representam planos que interceptam a Terra. Nesse contexto, existe a chamada Linha Internacional da Data. Vamos entender como funciona?
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| [Traçado da linha internacional da data. Imagem: Marina Imperial | Reprodução] |
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LINHAS IMAGINÁRIAS QUE DIVIDEM A TERRA
As linhas (quando representadas em mapas) ou planos que coram a Terra são, principalmente, os trópicos, meridianos e círculos. Essas marcações surgem em função da forma da Terra e de seu eixo de rotação ser inclinado em relação ao Sol.
Essas linhas podem ser os Trópicos de Capricórnio e Câncer, a Linha do Equador, o Meridiano de Greenwich, os círculos polares Ártico e Antártico e outras. Algumas pessoas, a depender de onde moram, "passam por cima" delas todos os dias.
A inclinação do eixo da Terra oscila entre 22 a 24°, mudando ao longo dos anos e conforme a atração gravitacional de outros planetas como Júpiter e Saturno. A oscilação gera mudanças climáticas com o tempo, e determina a existência das estações do ano, mais notadamente em algumas partes do planeta do que outras.
Nos meses entre dezembro e março, o Hemisfério Sul recebe mais luz solar, o que justifica o verão. Já entre junho e setembro, o Hemisfério Norte recebe mais luz, o que faz com que lá seja verão e por aqui no Brasil, inverno na maioria do território (uma pequena porção de Brasil está no Hemisfério Norte). Outono e Primavera decorrem de condições intermediárias.
A LINHA DO EQUADOR
O que define se estamos no Hemisfério Sul ou Hemisfério Norte é a Linha do Equador. Pensando no Eixo da Terra, é como se fosse uma linha perpendicular ao eixo, a qual rotacionando forma um plano que divide a Terra em duas partes de igual tamanho.
A Linha do Equador tem 40.000 km de extensão e atravessa quatorze países sul-americanos, África, Ásia e Oceania. No Brasil, a Linha do Equador corta os estados do Amazonas, Roraima e Amapá.
OS TRÓPICOS DE CAPRICÓRNIO E DE CÂNCER
Não é correto dizer que o Sol está no ponto mais alto do céu (zênite) quando chega o meio-dia. Conforme o lugar do planeta, isso vai acontecer uma, duas ou mesmo nenhuma vez no ano. Tudo depende da inclinação do eixo da Terra, sendo que a Terra orbita o Sol sempre inclinada para o mesmo lado, e da época do ano.
Duas vezes ao ano, o Sol fica a pino na Linha do Equador, que correspondem exatamente aos equinócios de outono e de primavera. Na região tropical, isto é, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, as datas onde o sol é visto no zênite variam conforme a posição intermediária.
A visão do Sol a pino nos trópicos ocorre nos solstícios, quando há a maior intensidade solar sobre um hemisfério. Isso ocorre em torno de 21 de junho no Hemisfério Norte e 21 de dezembro no Hemisfério Sul.
Nas regiões subtropicais ou mais afastadas da região tropical, até as regiões polares, o Sol não pode ser visto a pino nenhum dia do ano. Os limites da região tropical são o Trópico de Câncer (23°26' da Linha do Equador) a Norte e a latitude de 23°26' a Sul no Trópico de Capricórnio. O Trópico de Câncer atravessa dezessete países do Hemisfério Norte, como México, Egito, Argélia, Arábia Saudita e os Estados Unidos (no Havaí). Já o Trópico de Capricórnio atravessa onze países da América do Sul, África e Oceania, como Brasil (no Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo), Argentina, Paraguai, Chile, África do Sul, Madagascar e Austrália.
Os nomes dos trópicos derivam do momento em que o Sol passava pela constelação de Câncer (21.06) e pela constelação de Capricórnio (21.16) quando foram criados. Curioso, não?!
OS CÍRCULOS POLARES
Bem longe de onde o Sol pode ser visto a pino estão os círculos polares. A inclinação da Terra faz com que, quando é verão, o Sol nunca se ponha (o chamado Sol-da-meia-noite) e a noite seja prolongada no Inverno, ou nem amanheça.
O Círculo Polar Ártico abrange parte do Alasca, Canadá, Groelândia, Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Já o Círculo Polar Antártico inclui somente a Antártida.
OS MERIDIANOS
Se a gente pensar nos paralelos que definem a Linha do Equador, os Trópicos e os Círculos Polares, existe um sentido astronômico para eles. No caso dos meridianos, os motivos são outros.
O mais famoso meridiano é o que divide o Oriente (Leste) e Ocidente (Oeste). A criação reflete o poderio como maior potência mundial da época, que era da Inglaterra. O Meridiano de Greenwich foi estabelecido em 1884, a poucos quilômetros do centro de Londres, vencendo Espanha, França e Portugal. Na época, cientistas dos três países disputavam o direito ao local que ficaria conhecido como “centro do mundo”.
O Meridiano de Greenwich passa pelo Observatório Real de Astronomia da Inglaterra, atravessa oito países da Europa e África, além do território norueguês, na Antártida. Ele serve de referência os outros meridianos – linhas que atravessam o planeta de norte a sul – e para o fuso-horário mundial.
Os demais meridianos, junto com Greenwich, dividem a Terra em vinte e quatro fusos. A divisão ocorre uniformemente no globo terrestre, a partir dos meridianos, e são feitos alguns ajustes territoriais visando evitar problemas como territórios pequenos com dois fusos. No Brasil, há quatro fusos, e as divisas entre eles são ajustadas conforme os limites estaduais (na maioria).
A LINHA INTERNACIONAL DA DATA
Existe um limite de fuso muito especial, além do meridiano de Greenwich. Do lado oposto a ele no nosso planeta fica o Meridiano 180, base para a Linha Internacional da Data. É nela que os dias "começam", e quem a ultrapassa de leste a oeste deve somar um dia, e no sentido oeste-leste, subtrair.
A história da Linha Internacional da Data surge justamente da necessidade de um marco de passagem dos dias. Ela ajuda a definir os calendários civis.
A Linha Internacional da Data fica no Oceano Pacífico. Posiciona-se entre os continentes América, Ásia e Oceania. Uma das características que favorece o funcionamento é passar por uma região desabitada, sobre as águas.
A função é predominantemente política, de organização, sendo relevante para o desenvolvimento de diversas atividades civis. A Linha Internacional da data permite definir a passagem de um dia a outro e qual a data de referência nas viagens aéreas e navegações.
HISTÓRICO
Por muito tempo saber qual a data correta foi um problema. A partir das Grandes Navegações no século XVI, os navegadores ficaram perdidos em relação ao tempo de suas viagens, e eles saíam longe de suas terras natais. Nisso, discutiam esses marcos geográficos, bem como a esfericidade do planeta.
Os debates frutificaram, com as discussões internacionais sobre linhas imaginárias e fusos. Após a Conferência Internacional do Meridiano (1884), realizada em Washington (EUA), definiu-se o Meridiano de Greenwich (0°) como o marco zero da contagem do tempo no planeta. Já a Linha Internacional da Data (180°), também chamada de antimeridiano de Greenwich, foi definida como o ponto de passagem dos dias. Confira na figura do início do post qual o seu traçado.
O FUSO DOS ARQUIPÉLAGOS DO BRASIL
Dentro das divisões de horário por fusos, os arquipélagos não estão no horário de Brasília. Entenda melhor 👇🏻:
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