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O sionismo e Theodore Herzl

 História

 

Theodore Herzl é um nome muito famoso quando se fala em sionismo, apesar de não ser o primeiro a falar sobre o tema. O que ele fez foi trazer a questão do racismo e das perseguições à luz internacional, bem antes da criação de Israel e dos episódios históricos seguintes com povos palestinos e outros vizinhos. Vamos saber mais sobre isso?

 

Capa do livro de Theodore Herzl
[Capa do livro de Herzl. Imagem: Wikipedia | Reprodução]


 

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O LIVRO "O ESTADO JUDEU"

 

Theodore Herzl era advogado, dramaturgo e jornalista. Ele escreveu o livro "O Estado Judeu" (Der Judenstaat), que foi distribuído em Viena, capital do Império Austro-Húngaro, no ano de 1896. Foram trezentas cópias, e seu autor achava que não seria tão grande o alcance. Seu objetivo era mais atingir líderes de estado que entendessem aquele problema que ele via.

 

Tendo em vista o antissemitismo na Europa, o livro de Herzl sugeria a criação de um estado judeu como alternativa a uma assimilação do povo judeu em diversas nações europeias. Theodore chegou a ver o movimento sionista moderno, mas não a criação de Israel, pois faleceu em 1904, aos quarenta e quatro anos, enquanto Israel foi criado em 1948, após a Segunda Guerra Mundial.


SEPARATISTA OU TOLERANTE?

 

Depois de uma narrativa ser construída, existem as interpretações sobre ela. Diante disso, há quem afirme que Herzl imaginava um estado puramente judeu, enquanto outros especialistas definem Theodore como tolerante, conforme reportagem da BBC.

 

O livro de Theodore teria trazido as bases do retorno à Terra Prometida, falada na Bíblia. Na fundação de Israel em 1948, Herzl recebeu uma menção inequívoca na Declaração de Independência, bem como o reconhecimento de "pai espiritual" do Estado judeu.

 

Herzl teria imaginado um estado puramente judeu, assim como se via sentimentos nacionalistas na Alemanha, por exemplo. Essa ideia de estado sionista exclusivo teria favorecido episódios históricos marcantes como a Nakba (entenda melhor nas nossas sugestões de leitura), em detrimento da ideia de estados pluriétnicos como o Brasil.

 

Há quem enxergue, nas entrelinhas, que Herzl teria vislumbrado uma ideia de dois estados para atender aos palestinos. Por outro lado, também existe a ideia de Herzl como pai do sionismo e grande responsável por tudo, mesmo não sendo uma ideia apenas dele. Fato é que alocar um povo na terra habitada por outros, retirando-o dali, é uma ideia controversa.

 

A QUESTÃO JUDAICA

 

Assim como depois veio a questão "do que fazer com os palestinos?", existia a chamada questão judaica, ou "o que fazer com os judeus?". Por volta de 1870, havia quatro milhões de pessoas de origem judaica espalhadas pelos países europeus (como o Império Austro-Húngaro, Inglaterra, França, Alemanha, Rússia).

 

Na Rússia, por exemplo, havia os pogroms. Esse nome em russo significa "destruição maciça" destinada a um grupo étnico, muitas vezes de violência contra os judeus. Nesse e em outros países, a presença judia era muito difícil e havia muitos grupos radicais pregando o extermínio.

 

Herzl pensava muito em como o estado judeu funcionaria, a estrutura estatal a ser erguida. Não era seu foco onde seria criado. Outras correntes de pensamento (liberais) já consideravam ser melhor inserir os judeus como cidadãos nos países europeus onde viviam, enquanto outras queriam trazê-los para projetos revolucionários (esquerda).

 

Theodore viu movimentos na França que tinham o caráter de extermínio, o que já o deixaria assustado. Não era nem perto do que seria o Holocausto, que entre os anos 1930 a 1940 – e durante a Segunda Guerra Mundial – levou seis milhões de judeus à morte. 

 

Assim como as ideias do que fazer com os judeus não eram únicas, o sionismo também não era.

 

DEPOIS DE ISRAEL

 

Hoje se reflete, em paralelo, sobre o que Herzl pensava sobre Israel e o que se tornou. Também, em função dos conflitos armados com vizinhos próximos e a Palestina, os ânimos contra judeus não se acalmaram. A ONU tentou inibir episódios de antissemitismo pelo mundo, mas vários países, como a URSS, não aceitaram qualquer medida, comparando o caso ao Apartheid na África do Sul.

 

Fato é que o passado não se refaz. O futuro é difícil de construir, e terá de ser feito. Esperemos que novas ideias nos façam caminhar, de verdade, para a paz.

 

O QUE FOI A NAKBA, EPISÓDIO QUE OS PALESTINOS ATRIBUEM A HERZL?

 

Um episódio histórico muito marcante foi a Nakba, que envolve os desdobramentos do estado Israelense. Entenda como tudo aconteceu 👇🏻:

 

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