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O que é Afantasia?

 Ciência & Saúde

 

Não, esse título está certo e o Mestre Blogueiro não cometera um engano. Há pessoas que se confundem com "pá" e chegam a dizer "o apá", mas aqui temos algo bem diferente: a afantasia, o que é diferente de fantasia... ou digamos assim, uma ramificação desse conceito. Você vai entender melhor logo a seguir.

 

O que poderia vir da imaginação, se não houvesse afantasia

[O que talvez não aconteça na mente da pessoa com afantasia. Imagem: Google DeepMind / Pexels | Reprodução]


 

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IMAGINE...

 

Para explicar sobre afantasia, vamos começar propondo alguns desafios:

 

• Imagine uma montanha. Agora pense que essa montanha tem uma rodovia de pista simples.

• Agora pense numa praia, não importando o tempo que precisar.

• Agora você vai imaginar que está dentro de um campo de girassóis. Seu(sua) crush te encontra e vocês tiram uma selfie naquele lindo lugar.

 

Agora que você já imaginou, como foram seus pensamentos? Como era a montanha? E a praia, estava lotada? O campo de girassóis estava ensolarado?

 

Algumas pessoas vão saber descrever tudo isso e muito mais, como cores e texturas. E se eu não consegui imaginar nada? Calma... você não está sozinho e pode ter afantasia.

 

O QUE É A AFANTASIA?

 

Uma jovem de Sorocaba (SP) foi entrevistada pelo g1 e contou um pouco mais sobre sua condição. Ao pensar, ela não consegue visualizar a própria mãe. Como ela não abstrai na leitura, gosta mais de gibis ou algo dinâmico, já com o formato que se quer ver.

 

Outro exemplo que explica é de uma moça que fala ao perfil @oifrancine. Essa moça contou à influencer Francine que é como se as lembranças e conhecimentos dela fossem .doc, enquanto o mundo é .mp4. Nem abstrair as formas das letras ela consegue, na verdade, são memórias num campo escuro.

 

A afantasia é chamada também de cegueira-da-mente, variação neurológica onde a pessoa não produz – ou tem dificuldade em produzir imagens mentais voluntárias. Apesar de que a pessoa entenda descrições, não consegue visualizá-las. Outros nomes são imaginação-cega ou mente-cega.

 

O nome afantasia foi proposto em 2015 por Adam Zeman, Michaela Dewar e Sergio Della Sala, pesquisadores no tema. A descrição do fenômeno, mesmo ainda sem nome, foi feita pelo psicólogo britânico Sir. Francis Galton muito antes, em 1880.

 

Apesar de antiga a descrição, o fenômeno é pouco pesquisado. O fato de o nome ser recente se deve justamente ao interesse de pesquisa sobre o tema ser de datas mais próximas dos dias atuais.

 

Nos anos 2010, um fato novo chamou a atenção, pois um senhor de sessenta e cinco anos passou a apresentar afantasia depois de uma lesão encefálica. Depois disso, pesquisadores começaram a receber mais relatos dessa condição.

 

É UMA DOENÇA?

 

Não se trata de doença ou transtorno mental. É uma condição que dificulta ou impede que a pessoa forme mentalmente imagens de forma voluntária. Pode ser algo congênito, de nascimento, ou pode ser por lesão encefálica adquirida. Não recebe o nome do doença, mas de transtorno do neurodesenvolvimento, pois ainda não se sabe quais são as causas.

 

A descoberta ocorre na adolescência ou no início da vida adulta, geralmente. Como são poucos impactos, a pessoa costuma viver uma vida normal, com algumas estratégias para compensar o problema. Uma delas é escrever, e outra é usar associações.

 

Algumas pessoas com afantasia relatam ter menos sonhos com imagens, quase não terem memórias autobiográficas (recordações do que viveram) e parte delas indicam que têm problema em reconhecer rostos. Algumas pessoas, mesmo com afantasia, possuem desempenho acima da média em testes de reconhecimento de faces de pessoas, por mecanismos de compensação que o cérebro faz.

 

As pessoas com afantasia têm dificuldade em recordar rostos, imaginar cenários, lugares, pessoas, cores e formas. Ao falar 'imagine um papagaio’, a maioria consegue visualizar. Já a pessoa com essa condição entende o que seria um papagaio, mas não vê nada. É como pensar em palavras, sem visualizá-las, e não em imagens.

 

A condição pode vir acompanhada de um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Isso não é uma regra: é possível se ter apenas afantasia.

 

DIAGNÓSTICO

 

Em 1973, o psicólogo britânico David Marks criou o “Vividness of Visual Imagery Questionnaire” ou questionário sobre formação de imagens mentais, podendo ser usada a versão criada por ele ou alternativas. A princípio, não é algo que se diagnostica de forma física, por exames como imageamento cerebral.

 

A ideia é de fazer as perguntas que fizemos no começo do post. Após, a vivacidade das lembranças é avaliada a partir de características como "cor da água" se a pergunta foi sobre uma praia. Quem tem afantasia geralmente assinala no questionário as opções "vago e obscuro" ou "nenhuma imagem mental é formada na minha mente, apenas sei que estou pensando nisso".

 

EXISTE UM TRATAMENTO?

 

Com poucos e recentes estudos, faltam respostas sobre causas e tratamentos. Como os prejuízos não são tão grandes, nem sempre se pensa nisso. O que acaba ocorrendo é que algumas pessoas querem autoconhecimento e buscam auxílio de psicólogos e neurologistas para entenderem se têm e como é a afantasia.

 

ENTRE O NÃO CONSEGUIR E O NÃO GOSTAR

 

Pode ser que uma pessoa não consiga formar imagens e cenas por si, mas há ainda quem não goste de algo que há em sons como músicas. Entenda melhor 👇🏻:

 

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