Viagem
Mário Quintana teve uma vida de cultura e poesia. Hoje, seu nome estampa uma grande casa de cultura que movimenta a capital gaúcha e sempre recebe muitos turistas. Vamos saber mais?
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[Vista da Casa de Cultura da fachada principal. Imagem: Governo do RS | Reprodução] |
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QUEM FOI MÁRIO QUINTANA?
Mário Quintana foi um poeta e escritor brasileiro. Ele foi responsável também por algumas traduções de livros estrangeiros, dentre os quais Em busca do Tempo Perdido (Marcel Proust), e Mrs. Dalloway (Virginia Woolf).
Mário nasceu em 30 de julho de 1906 e é natural de Alegrete-RS. Em 1919, foi estudar em Porto Alegre e chegou a retornar a Alegrete e trabalhar na farmácia do pai. Mais tarde, retornaria para a capital, ganharia alguns prêmios e teria seus contos e poesias publicados por grandes editoras.
Em 1936, na Livraria do Globo, trabalhou com Érico Veríssimo, outro grande nome da literatura gaúcha e nacional. Mais tarde, em 1940, viria a candidatura para a ABL, que não se concretizou em eleição.
Mário Quintana não se casou e nem teve filhos. Sua maior companheira foi a poesia.
Sua moradia foi, de 1968 até 1980 no Hotel Majestic, no centro histórico de Porto Alegre. Desempregado, ele teve dificuldades financeiras e foi despejado. Depois, passaria a viver no Hotel Royal, no quarto de propriedade do ex-jogador Paulo Roberto Falcão.
Mário faleceu no dia 5 de maio, de 1994, em Porto Alegre, de insuficiência cardíaca e respiratória. Sua morte aconteceu quatro dias depois da tragédia de Ayrton Senna e comoveu tremendamente o Rio Grande do Sul, sendo mais uma grande perda em tão pouco tempo.
ONDE FOI MONTADA A CASA DE CULTURA?
Em julho de 1980, o prédio do Hotel Majestic foi adquirido pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e em 1982 pelo Governo do Estado. Após, virou patrimônio histórico, passou por reformas e abriga uma réplica do quarto do poeta.
Quintana chegou a ver em vida a inauguração do prédio em sua homenagem. O evento acontecera em 1990.
A casa de cultura é muito espaçosa. São 12.000 m² de área construída e 1.540 m². Sua estética externa é de prédio histórico, enquanto que o ambiente interno traz elementos mistos, com partes históricas, concreto aparente, vidro, paredes curvas e estruturas de metal. Restauradoras trabalhavam durante o ano de 2025 em alguns locais do térreo para trazerem detalhes originais do teto.
A visitação é livre e gratuita. Para não derrubar itens em exposição, a equipe da portaria recomenda usar mochilas voltadas para a frente.
AS BIBLIOTECAS INTERNAS
Na Casa de Cultura existem duas bibliotecas. Uma delas é chamada "Érico Veríssimo", destinada ao público em geral, com acervo de dezoito mil livros. Por falta de espaço, não aceita doações.
A outra biblioteca é chamada de Lucília Minssen, foi criada em 1954 (ou seja, é mais antiga até que a própria Casa de Cultura). Ela abrange livros, brinquedos e outros materiais destinados ao público infanto-juvenil.
EXPOSIÇÃO DE CINEMA
No térreo, a sala e cinemateca Paulo Amorim funciona à parte, com programação cultural própria. Ela também existe antes do restante da Casa de Cultura e traz seu charme próprio com cartazes e aparelhos antigos de cinema.
LIVRARIAS E TEATROS
O visitante pode se divertir também na livraria Taverna e nos bares localizados no térreo, com acesso direto pela rua.
Já dentro da casa existem dois teatros, o Bruno Kiefer e o Carlos Carvalho. O primeiro tem capacidade de cento e setenta e oito lugares, enquanto o segundo tem sessenta a setenta.
PAINEL DE RECADOS
Como hotel, muitas pessoas passaram pelo prédio. Como casa de cultura, também.
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[Uma obra de arte coletiva e colaborativa. Imagem: O Blog do Mestre] |
Nesse segundo momento, a ideia foi de criar um espaço colaborativo onde cada um deixa sua marca, seu recado, ou apenas seu nome. Cada visitante escreve sua mensagem num post it e a cola nas paredes destinadas ao mural.
EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS
Artistas independentes também fazem exposições em salas ao longo dos pavimentos. Os temas são diversos e pequenas explicações aos visitantes surgem próximas às salas de exposição.
O JARDIM DO TERRAÇO
Há, na cobertura, um lindo jardim com plantas. O Jardim Lutzenberger tem cem espécies, sendo um terço disso locais de PoA. Dentre elas, há pés de guabiroba, pitanga, figueiras e cerejeiras, além de plantas de banhado que habitam as antigas banheiras do Hotel Majestic.
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[O jardim Lutzenberger. Imagem: O Blog do Mestre] |
POESIA EM CADA DETALHE
Nos vidros das esquadrias ao longo do prédio, como nas portas dos corredores entre blocos ou próximos ao jardim, a poesia mora como um detalhe, a inspiração que mantém esse prédio ao longo dos anos.
Numa delas, pode-se ler:
"Foram-se abrindo aos poucos as estrelas...
De margaridas lindo campo em flor!
Tão alto Céu!... Pudesse eu ir colhê-las.
Diria alguma si me tens amor...
Poesias Completas (fragmento)"
A CASA DE CULTURA E AS INUNDAÇÕES NO RIO GRANDE DO SUL
Tudo isso que vimos existir na Casa de Cultura foi afetado nas inundações em Porto Alegre, ocorridas entre final de abril e começo de maio de 2025. Foram mais de 100 mm de chuva em 24 h, segundo o Inmet, e o centro histórico e rodoviária porto-alegrenses foram inundados em partes.
Essa história deixou marcas na população local, e ficou registrada também na Casa de Cultura. No térreo, a Casa de Cultura Mario Quintana foi inundada, inclusive uma maquete lá presente foi exposta à água e parcialmente submersa.
A partir disso, nas palavras da Casa:
"É um testemunho e símbolo dessa memória. Suas marcas não nos deixam esquecer do ocorrido e nos ajudam a guiar os exercícios de futuro do CCMQ"
A maquete, portanto, tem um significado maior, do tamanho do que representa. Torçamos que não haja momentos tão difíceis para Porto Alegre como esse.
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