O conto do rato

Variedades

 

Sempre é importante entender que nunca estamos sozinhos, o que acontece com um de nós pode afetar a todos os colegas do grupo. Vamos ver um exemplo disso no “conto do rato”?

 


A ratoeira que o fazendeiro armou
[Ratoeira armada. Imagem: Rudy and Peter Skitterians / Pixabay]


 

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O CONTO DO RATO

 

“Um rato vivia passeando pelo galpão de uma fazenda. Apesar de muito procurado, ele sempre se safava dos donos e comia tudo de bom que conseguia.

 

Certo dia, o fazendeiro voltou da cidade com uma caixinha. O rato ficou espiando de seu esconderijo e descobriu que ele havia comprado uma ratoeira. Feliz com a nova aquisição, o fazendeiro prometeu que agora iria capturar o rato.

 

Sabendo do perigo, o rato foi avisar a galinha. Ao encontrá-la, disse que o fazendeiro agora tinha a ratoeira e aquilo era um perigo. Diante disso, ela respondeu:

 

- Ratoeira?! Isso é um problema seu! Eu não tenho nada a ver com isso!

 

Decepcionado, o rato decidiu ir até o chiqueiro e encontrou o porco naquele rotineiro banho de lama, no último nível do relaxamento.

 

- Estamos correndo perigo! O fazendeiro agora tem uma ratoeira.

- O problema é seu! Deixe-me ficar descansando em paz aqui na minha lama.

 

Já que falar com o porco e com a galinha não adiantou, o jeito foi falar com o boi. Foi preciso apressar o passo para achá-lo no meio do piquete.

 

- Olhe que perigo: os donos da fazenda compraram uma ratoeira!

- Aqui no pasto ratoeira não me pega! Isso não é problema meu. Não me perturbe.

 

O rato ficou muito triste, pois ninguém se importava, mas tratou de se cuidar e descobrir onde estava a ratoeira. Por mais deliciosa que fosse a comida, o perigo era certo.

 

À noite, a ratoeira foi desarmada, mas não era o ratinho. Uma cobra estava passando pela casa e se enroscou na ratoeira, desarmando-a. Com todo aquele barulho, a esposa do fazendeiro ouviu e saiu no escuro para ver se a caça-ao-rato havia acabado. Isso não aconteceu, e foi a pior decisão que ela poderia ter tomado: ao descer sem ver direito, a cobra, que era venenosa, lhe picou.

 

Com os gritos da esposa, o fazendeiro acordou e a cobra foi embora com ratoeira e tudo. A esposa não viu direito que cobra que era. De qualquer jeito, foram até a cidade, no posto mais próximo, para fazer o soro.

 

Quando voltaram para casa, a esposa parecia ter melhorado, mas não foi bem assim. Como não viu a cobra, pode ter tomado o soro errado, e não passou mais bem. Como ela tinha pavor de hospital, o fazendeiro tentou resolver em casa. Como canja-de-galinha não faz mal a ninguém, exceto a galinha, ele a carneou e, em poucas horas, a sopa estava feita.

 

No dia seguinte, os vizinhos, compadecidos da vizinha, quiseram fazer uma visita. Era um casal que tinha muitos amigos na redondeza, e para todos serem bem recebidos, mesmo no momento ruim, o fazendeiro decidiu carnear o porco para fazer à pururuca.

 

Mais um ou dois dias, a esposa não resistiu. A carne do porco havia acabado com tantos visitantes. Juntando-se aos vizinhos, o velório teve a presença dos familiares mais distantes, e foi preciso fazer comida de novo. Dessa vez, a vítima foi o boi, que virou o churrasco.

 

Nem a galinha, nem o porco e nem o boi deram atenção ao perigo, mas todos foram para a panela. O que parece que não é nosso problema ou não é nossa responsabilidade, pode se tornar em breve.”

 

Estória popular, circulando pelas redes e pela boca-do-povo.

 

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