Tecnologia

 

Dentro do desenvolvimento de cidades mais inteligentes e conectadas, a forma com que as pessoas se locomovem precisa mudar bastante. Não importa se o carro é à combustão ou elétrico: é um carro abrigando uma única pessoa, e a mobilidade (ou a falta dela) precisam ser prioridades no desenvolvimento das cidades, cada vez mais populosas.

 

Como resposta aos desafios de mobilidade, surgiram as ideias por trás da MaaS, do inglês Mobility as a Service, ou mobilidade como um serviço. Esse conceito parte do princípio da integração dos meios de transporte, como vamos saber mais a seguir!

 

 

Transporte coletivo em uso
[Transporte coletivo sendo utilizado. Imagem: victoraf / Pixabay]

 

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A DESCONEXÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTE

 

Quando uma pessoa precisa se locomover, precisa pensar em uma ou mais opções de meios de transporte, pois nem todos atingem todos os locais da cidade, ou ainda porque alguns possuem desembarque em locais fixos, não sendo porta-a-porta. Quem possui condições de bancar e não deseja instabilidades, acaba fazendo a opção de usar seu carro, o que desfavorece a mobilidade coletiva.

 

Não é possível que todos partam para outras soluções. Questões práticas como tempos de espera, irregularidades de horário, distância entre terminais e empresas de diferentes modos competindo por clientes fazem com que essa experiência multimodal não seja das melhores. Mas existem caminhos para mudar nosso panorama atual de falta de mobilidade.

 

COMO SERIA UMA IDEIA DE MAAS?

 

Para que os diferentes modos de transporte funcionem de forma integrada, não é possível unir vários deles em uma única empresa, pois são características e formas de trabalho muito distintas. Seria difícil trazer nos negócios o formato do transporte público de metrô, ônibus e carros compartilhados na mesma empresa, por exemplo, mas se pode obter a integração mesmo assim.

 

A ideia não é de integrar empresas, mas a experiência dos clientes dos serviços de mobilidade, tanto por modos de transporte, como meios de pagamento. Por um único aplicativo, um operador de MaaS integra diferentes empresas e oferece ao usuário a possibilidade de planejar suas viagens com os diferentes modos de transporte disponíveis, sendo associado, inclusive, a mais de uma empresa de um mesmo setor.

 

A integração favorece o consumidor do ponto de vista de tempo. Se eu descer em uma estação de ônibus, eu posso pegar um automóvel em seguida para ir ao meu destino, sem espera. Do ponto de vista de pagamento, não é preciso ter dois cartões ou dinheiro vivo ou mais de uma opção, sendo feito o pagamento de todos os serviços. Nos sistemas de MaaS, também pode haver a compra de pacotes mensais de serviços, com centralização no uso do transporte coletivo. O consumidor faz tudo por meio de um único aplicativo de transporte multimodal.

 

O CASO DE HELSINQUE, FINLÂNDIA

 

Helsinque foi um dos primeiros exemplos de MaaS no mundo. Lá já existe essa integração reunindo transporte público, táxi, compartilhamento de bicicletas e caronas em carros.

 

Essa integração ocorreu dentro do Whim App (https://whimapp.com/#). Após Helsinque, esse aplicativo passou a atuar em outras cidades e regiões: West Mildlands (Inglaterra), Antuérpia (Bélgica), Viena (Áustria), Grande Tóquio (Japão), Singapura (Cidade-estado) e Turku (também na Finlândia).

 

O TFL, DE LONDRES, REINO UNIDO

 

O TFL ou Transport For London é o gestor de transporte, ou seja, o MaaS na cidade de Londres. Em um site próprio (https://tfl.gov.uk/), qualquer pessoa pode simular um roteiro ótimo e roteiros alternativos, com diferentes modos de transporte, entre dois pontos.

 

O Mestre Blogueiro não conhece Londres, mas imaginou algum local com rainha no nome (Queen’s Park) e a famosa rua de Sherlock Holmes (Baker Street). Nessa simulação, o melhor caminho alternava entre trechos a pé e trechos de ônibus. Também havia simulação com bicicleta.

 

E QUANDO A MOBILIDADE ANDOU PARA TRÁS

 

Além de Helsinque e Londres, ainda há exemplos pipocando em Lisboa e Paris, bem como nas demais cidades citadas. Mas nem sempre grandes cidades no mundo registraram avanços assim. Nos EUA, um episódio no século passado chamou a atenção com o escândalo dos bondes estadunidenses. Na sugestão da linha azul 👇🏻, separamos um post onde você descobre mais detalhes sobre o episódio:

 

 

 

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