Variedades

 

A tomada de decisão é algo que precisamos fazer a todo momento. Ao escolher fazer o home-office na mesa da sala de jantar e não na sacada, estamos tomando uma decisão, ao optar por assistir a um filme no domingo à noite, ao invés de ler um livro, também, e assim por diante.

 

A tomada de decisão é algo contínuo, mas varia quanto à necessidade e importância das decisões tomadas, bem como a forma com que essas decisões são construídas. Nesse texto, você vai conhecer um pouco mais dos paradigmas racionalista e construtivista, baseando-se no livro de Leonardo Ensslin, Gilberto Montibeller Neto e Sandro Noronha, Apoio à Decisão, da Editora Insular.

 

Várias são as decisões possíveis. O problema pode ser um, ou vários.
[Várias opções possíveis. Imagem: Arek Socha/Pixabay]


 

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O PARADIGMA RACIONALISTA

 

Dentre os paradigmas existentes quanto à tomada de decisão, existe o paradigma racionalista. Ele vai servir bem para alguns problemas, enquanto outros não terão boas resoluções quando utilizado.

 

Dentro da linha do pensamento racionalista, existe uma solução ótima para um problema bem definido. Todo o trabalho de modelagem deve ser formado para que essa solução ótima seja extraída e que ocorra a tomada de decisão.

 

Um exemplo de decisão tomada com base no paradigma racionalista seria a venda de um bem, como um carro. Traçando-se duas curvas, uma com o valor de mercado e outra com os custos com manutenção, reparos, impostos, depreciação e outros, quando a curva de custos intercepta a curva de valor do bem, teríamos o momento de vender aquele carro, pois o benefício é menor do que o custo.

 

O PARADIGMA CONSTRUTIVISTA

 

Como o próprio nome menciona, existe a construção de algo. Não bastaria apenas dar solução à situação que foi encontrada, mas é necessário um processo de apoio à decisão.

 

Enquanto que no paradigma racionalista, a situação-problema seria bem definida e para ela se buscam soluções, partindo-se do paradigma construtivista, os problemas a serem resolvidos e suas possíveis soluções são discutidos e vêm de interações entre os atores envolvidos.

 

O EXEMPLO DO CARRO

 

Anteriormente, falou-se da venda de um carro como um exemplo do paradigma racionalista. Vamos trazer, de forma simplificada, outro exemplo que ilustraria as visões racionalista e construtivista na tomada de decisões, desta vez presente no já citado livro Apoio à Decisão.

 

Um executivo possui uma reunião pela manhã, o filho vai à escola e ambos são guiados pelo motorista do carro. Num dado momento da viagem, o carro quebrou.

 

Na concepção racionalista, todas as pessoas envolvidas iriam concordar que a situação-problema a resolver seria o conserto do carro. Partindo ao paradigma construtivista, com a construção de situações-problema e soluções, o problema do executivo seria chegar à reunião, do motorista seria o conserto do carro e do filho (que no exemplo não gostava de estudar) seria ter de ir à aula – sendo que aquele momento virou até uma oportunidade.

 

Para essa situação, por mais que pensássemos em resolver de forma racionalista, a definição da situação-problema poderia ser limitada. Um conserto de carro pode demorar, e o executivo perderia a reunião, citando apenas uma das consequências possíveis. O filho, por mais que não gostasse de ter aulas, teria prejuízo por perder o conteúdo de aula, e o motorista não conseguiria exercer sua atividade, pois não pode fazer consertos sem ser registrado como tendo essa função.

 

Por esse exemplo, pode-se perceber a essência do paradigma construtivista. A decisão não é tomada sob um único ponto de vista e busca estabelecer um ou mais problemas a resolver. Isso exige decisores mais criativos e que consigam ver aspectos qualitativos e quantitativos na tomada de decisão.

 

ENTENDENDO PADRÕES NOS SERES HUMANOS

 

Não só a tomada de decisão, mas outros padrões existentes nos seres humanos são objeto de estudo pelas áreas humanas. Na sugestão de postagem (abaixo 👇🏻, logo ali) você pode saber mais sobre a PNL, ou Programação Neurolinguística, uma dessas áreas de conhecimento.

 

 

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