A formação de profissionais na adolescência e juventude.

por - terça-feira, abril 14, 2020

Emprego


Diz-se que é importante viver o presente, e realmente é. Por outro lado, o que se faz hoje leva a consequências mais tarde. É preciso ter esse olhar que enxergue o hoje e consiga, de forma tranquila, mas possível, ver um amanhã. É por esse motivo que pais pensam em seus filhos com uma função na sociedade, trabalhando e crescendo.

A sociedade chegou ao consenso de que o período como criança não seria o mais adequado para começar, pois algumas funções exigem porte e capacidade físicas, e o desenvolvimento intelectual seria prejudicado. Não necessariamente uma criança começar cedo o trabalho seria garantia de alguém com gosto pelo trabalho, pois essa é característica individual, e condições degradantes afastam, não motivam. Nessa época da vida, mesmo sem trabalho remunerado, é preciso inserir pequenas tarefas e responsabilidades.

Já na adolescência, já temos pessoas que vão começar no trabalho e construir sua carreira, movimento de construção que perdura como jovens adultos. Os passos tomados nessa época são bem importantes. Vamos, com esse post, ver alguns deles e saber mais sobre o começo da carreira.

  
https://www.oblogdomestre.com.br/2020/04/aprendizes.ExperienciaProfissional.Emprego.Variedades.html
 [Campanha do Programa Aprendiz Legal em 2020. Imagem: Programa Aprendiz Legal/Reprodução]



ANTECIPANDO ETAPAS


Especialistas em carreira apontam que pensar no futuro e antecipar algumas coisas seja uma boa estratégia. Indica-se que, na adolescência, já seja interessante ser aprendiz em alguma empresa, fazer estágio não-obrigatório na faculdade, começar como trainée em uma empresa onde se queira seguir carreira antes de terminar a faculdade. Essas antecipações trariam a esperada e polêmica “experiência” que os empregadores pedem.

Outro ponto interessante dessas antecipações é que uma pessoa poderia se direcionar melhor. Uma jovem pode gostar de ver construções serem erguidas, mas não necessariamente ter aptidão para projetos de arquitetura e, durante um estágio ou como aprendiz, descobrir isso. Um jovem pode se considerar durão, mas não possuir aptidão para assumir serviços em uma delegacia. O mesmo poderia acontecer para exemplos trocados.

Sob outros aspectos, nem sempre as experiências são vantajosas como carreira. É preciso considerar que alguns adolescentes começam a trabalhar para ajudar no sustento de suas casas, em empregos que não dariam a oportunidade de ter contato com o que desejam fazer mais para a frente.

São ocupações dignas, mas não atendem a objetivos progressivos em carreira, quando se considera empregos futuros. Mesmo assim, são interessantes, pois o jovem pode ter o objetivo de empreender, e essas profissões criam um conhecimento de negócio do ponto de vista operacional.

Outro problema está no tempo ocupado. Se o objetivo do jovem for não só trabalhar na área de saúde, mas ingressar em universidades disputadas ou no curso de medicina, tempo para estudar é fundamental, e outra ocupação não cabe, pensando no futuro.

A LEI DA APRENDIZAGEM E O PROGRAMA APRENDIZ LEGAL


A Lei N° 10.097/2000, chamada de Lei da Aprendizagem, instituiu que empresas de médio e grande porte contratem jovens aprendizes na faixa etária de quatorze a vinte e quatro anos. Os contratos teriam duração de dois anos e proporcionariam a primeira experiência profissional dos jovens.

No contexto dessa Lei, a Fundação Roberto Marinho, os CIEEs (Centros de Integração Empresa-Escola) e Gerar são os responsáveis pelo programa Aprendiz Legal. Existem espaços em diferentes municípios do país onde Gerar ou CIEE atuam e recebem currículos ou fazem cadastros para jovens aprendizes. Também são feitas ações de treinamento profissional dos jovens durante sua participação no programa.

No site do Aprendiz Legal é possível encontrar as instituições de cada estado e contatos. Na TV, periodicamente ocorre a divulgação do programa em diferentes faixas horárias.

CONHECIMENTOS DO CURSO UNIVERSITÁRIO


Os cursos universitários fazem parte da formação profissional de muitas pessoas em nosso país, com crescimento acelerado após as opções EaD e a multiplicação de polos em várias cidades. Não importando o curso e a instituição, muitas são as críticas quanto à aplicabilidade do que se aprende nos cursos.

No lado oposto, é preciso observar alguns aspectos. Como o tempo é limitado e é preciso ensinar a maioria dos conceitos necessários para uma profissão, a universidade, como os níveis escolares anteriores, é um protótipo. Em protótipos, simula-se em menor escala o que será feito no futuro e aprende-se conceitos. Depois, de forma definitiva, os conceitos se consolidam e ocorrerá a repetitividade.

Uma pessoa só terá aquela profissão relacionada ao bacharelado ou licenciatura após cumprir seu curso e adquirir os conhecimentos mínimos necessários. O que fará com eles e o que mais será necessário aprender, cada um irá definir com o futuro. Na escola básica, você aprende que o volume de um prisma retangular é dado pela área de base multiplicada pela altura, mas ninguém irá garantir que você irá comprar peças de madeira para sua casa no futuro ou concretar uma laje.

TEORIA E PRÁTICA – DE QUE VALEM?


Além das críticas, os embates de teoria e prática vão continuar existindo e servindo para discussões que possuem falhas em ambos os lados. Pode haver muitos anos de experiência e se passar fazendo algo errado por anos, ou se ter formação universitária e não ter feito o curso direito.

Como o mercado de trabalho acaba exigindo a experiência profissional como uma forma de diminuir seus riscos e não deve rever sua posição tão cedo, é correto tentar, como jovem adulto ou mesmo adolescente, buscar sua primeira inserção no mercado. Dentro ou fora do programa Aprendiz Legal, deve-se tentar essa oportunidade.

Todavia, é preciso ficar atento ao maior de todos os detalhes: o que realmente vale mais. Do ponto de vista comparativo, o consultor Max Gehringer aponta a “teoria” como o salário que o estagiário tem, e a “prática” algo como o do mecânico ou técnico administrativo. Você entraria com teoria e se mantém ganhando experiência, mas é preciso entender que essa experiência está nos ganhos que você proporciona e em que tempo, não por simplesmente estar ou não naquela empresa e há quantos anos está ali na mesma função.

Com essa dica, o consultor dá a chave do que é o emprego. O empregado auxilia o patrão a gerar valor para a empresa e esse será seu maior diferencial. É esse o aprendizado que o jovem precisará adquirir.




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