Monotonia no Campo

por - segunda-feira, janeiro 14, 2019

Ciência & Saúde


Esse texto, a julgar apenas seu título, seria apenas um relato daqueles que gostam de viver em meio citadino. Mas não é isso que vamos conversar nessa postagem. Se tudo que é monotonia é ruim para os seres humanos, essa regra se estende ao espaço rural.


Lavoura
[Imagem: Witizia/Pixabay]



Ao longo dos anos, presenciamos reportagens na TV avisando das grandes perdas de biodiversidade, os desequilíbrios no clima e o ambiente hostil que se cria com o desmatamento de áreas amazônicas. Tudo isso com um único objetivo: apossar-se de terras para vender madeira e, com o terreno "limpo", plantar soja ou criar gado.

Nem que se saiba dos problemas que uma mentalidade e atitudes assim venham a gerar, os princípios e os fins que levaram ao crescimento da fronteira agrícola seguem os mesmos. E são nocivos para um futuro dessas atividades.

Há algumas terras como as amazônicas cujo valor existe por serem como são, e não na forma de pasto. Outras, ao redor do país, consolidaram-se em atividades agrícolas e, quando ocupadas, viram pastagens ou plantações de milho ou de soja. Há outros cultivos no Brasil, mas há pessoas que só vejam essas três opções.

Não podemos enxergar a terra como algo restrito. Quando se coloca que a mata deve ficar no entorno de rios e topo de morros, nada impede que se aproveite aquele espaço para a criação de abelhas e produção de mel, por exemplo.

Nas áreas amazônicas, poderia ser compatibilizado o espaço com áreas de preservação e áreas cultivadas com plantas locais, que podem ter valor comercial e são adaptadas à região.

E em quaisquer lugares, é importante seguir um princípio básico que evita a "monotonia" citada no título: a rotação de culturas. Essa prática permite ao solo recompor nutrientes consumidos por uma cultura agrícola no cultivo de outra. Também permite que áreas de pastagens se formem novamente, após culturas como milho, trigo e outras.

Na rotação de culturas podem ser inseridas as leguminosas, que são plantas fixadoras de nitrogênio. Elas produzem vagens ou legumes, incluindo soja, feijão, amendoim, lentilha, ervilha, dentre outras.

A vida no campo também precisa ter a dinâmica da natureza. Querer estabelecer um padrão rígido e monótono de uso do solo pode trazer consequências futuras. Essa e outras questões deverão ser pensadas daqui para a frente nesse setor que é um dos esteios da nossa economia.


👉 E ainda mais para você: Os três porquinhos e a mata atlântica




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