O cortiço – Resenha Crítica

watch_later 28 de setembro de 2016
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Literatura


‘O Cortiço’, de Aluísio de Azevedo, foi uma obra pertencente à escola literária do Naturalismo e conta, no contexto do Rio de Janeiro do século XIX, a história do português João Romão. O lançamento do livro foi no ano de 1890 e, até hoje faz parte das obras literárias que compõem o universo dos vestibulares no Brasil, dada a sua riqueza em retratar a sociedade, seus valores ou mesmo a falta deles. Para um adolescente, talvez seja uma visão muito pessimista, mas a leitura ainda assim é recomendada, principalmente por trazer uma consciência maior a respeito das relações sociais.

Naturalismo
[Imagem: UOL]


João Romão não é o herói típico dos romances românticos. Começa sua trajetória ao lado da negra Bertoleza, a qual ele finge ter alforriado. Ambos ‘trabalham’ roubando materiais de construção das vizinhanças e, em meio à disformidade, constroem um cortiço, do qual começa a surgir a riqueza de João. Mais tarde vem um pedreira e... ao decorrer da trajetória, o cortiço se transforma e aristocratiza-se.

Romão, de um simples ladrão, passa a ser um empresário e, como tal, deseja ascender socialmente. Para isso, aos poucos, livra-se de tudo aquilo que represente sua vida passada, seu status social antigo. Com Bertoleza não é diferente: ela que acreditava ser sua esposa e companheira de vida, foi entregue aos ‘proprietários’ para que Romão pudesse se casar com Zulmira.

Outras histórias secundárias surgem no decorrer do texto. A figura do Cortiço mostra os valores de uma sociedade com poucos recursos e, na ascensão de Romão, valores ruins e bastante similares na sociedade provida de maiores posses. Rita Baiana e Jerônimo, Miranda e Estela, ou ainda Pombinha vêm rechear esta estória com fortes pitadas de mudança.

A visão do amor naturalista é ressaltada. Nele, o amor é um disfarce para a necessidade natural de preservação da espécie e inserção na sociedade, que condena quem não estiver na formalidade de um casamento, mesmo que infeliz.

Mesmo que não seja leitura obrigatória, ‘O Cortiço’ e outras obras do gênero merecem espaço na leitura juvenil. Para não carregar a alma de quem lê, porém não a tornar inconsciente, é bastante importante permeá-la com outros tipos de texto, a fim de inserir toda esta riqueza de conteúdo na bagagem do indivíduo.






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