Como se equilibrar no ônibus?

watch_later 18 de março de 2016
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Andar de ônibus é atividade rotineira para milhares de brasileiros. Por opção ou por necessidade, é preciso enfrentar, muitas vezes, um trajeto não muito confortável de viagem, pois há o entendimento de quem estrutura o transporte público de que quão mais curta a jornada maior a aceitabilidade em se andar em pé. Assim, acaba-se pagando por passagem e ainda tendo de ter o desconforto de ficar em pé junto com outras vinte, trinta, quarenta pessoas. Pode ser que, por um lado seja bom: se o motorista for um pouco ‘maneta’ ao dirigir, em uma manobra brusca estão todos compactados, sem poder se mexer mesmo... então ninguém cai nem se machuca... 

Ônibus Lotado
[Imagem: A Rede]


Brincadeiras à parte, nos horários de pico a tarefa de se equilibrar no ônibus é mais simples, pois estes não desenvolvem velocidades consideráveis, já sendo ótimo quando estão andando. Mas, em horários de trânsito desafogado, os ônibus costumam desenvolver velocidades maiores, o que implica em alguns efeitos durante curvas ou frenagens.

Se você estiver sentado, apoiar sua mão no banco da frente e empurrar-se de leve contra o seu banco é uma alternativa adotada por quase todas as pessoas. Ela faz sentido apenas quando se quer evitar machucar-se em caso de frenagem, e não quando em curvas, pelos motivos que serão apresentados a seguir.

Durante uma curva, o corpo é submetido a forças horizontais que tendem a ‘empurrar’ o indivíduo para o lado oposto da curva. Isto é explicado pelas Leis de Newton, onde a Inércia do corpo tende a mantê-lo em movimento retilíneo, como acontecia com o ônibus em que ele estava. Assim, restringir o movimento à sua frente não irá resolver nada.

Pessoas que viajam em pé no ônibus adotam diferentes posições. Uma delas é a de pendurar as duas mãos sobre um tubo metálico longitudinal e ficar viradas para o lado das janelas. Esta posição favorece um efeito ‘dobradiça’ e elas, durante as curvas, costumam se ‘deitar em cima’ das pessoas sentadas, não restringindo em nada possíveis situações incômodas. A Física explica a facilidade em perder o equilíbrio por estar submetendo o corpo a momentos fletores em torno do eixo de menor inércia do corpo.

Outras, por sua vez, costumam se agarrar a dois tubos verticais. Há uma restrição maior no caso de frenagens, mas necessitaria de um esforço maior para evitar movimentos indesejados em curvas. Também impede que mais uma pessoa possa aproveitar o aparato para se equilibrar.

Então, em caso de curva ou para a movimentação em geral, uma pessoa em pé deve ficar virada no mesmo sentido dos passageiros sentados e sustentar-se por um único braço. Quando em curva, deve se reclinar para o lado da curva, de maneira semelhante aos motociclistas. Isso faz com que se tenha maior equilíbrio nas forças horizontais e evita possíveis quedas. Quem está sentado deve ter postura semelhante, porém não precisa se apoiar em nada: o movimento que surge é horizontal e transversal ao ônibus, e lembre-se: não adianta se escorar na frente!





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