História
Ao ouvir falar em "Coluna Prestes" pela primeira vez, era de se imaginar que fosse alguma coluna de jornal sobre política ou economia, mas é outro o significado. Na verdade, a Coluna Prestes – ou Coluna Miguel Costa-Prestes – foi um movimento que aconteceu no período entre 1925 a 1927, liderado por Luís Carlos Prestes, em aposição ao governo de Artur Bernardes.
Vamos ver mais sobre ela? Entenderemos contexto, consequências e muito mais.
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[Membros da Coluna Prestes. Imagem: Jornal Correio do Brasil | Reprodução] |
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O QUE FOI ESSA TAL DE COLUNA PRESTES?
Adiantamos um pouco sobre a Coluna Prestes, onde explicamos que foi liderada por Luís Carlos Prestes e era contrária ao governo de Artur Bernardes. A origem foi num movimento rebelde dos tenentistas ao longo dos anos de 1925 a 1925, no período da República Velha.
A Coluna Prestes ficou famosa por percorrer 25.000 km. Outro marco foi a não ocorrência de derrotas pelas tropas do governo enquanto o movimento durou.
DE ONDE ELA SURGIU?
A Coluna Prestes é um dos desdobramentos do movimento tenentista. Havia insatisfação dos militares de baixa patente, conhecidos como tenentes, com o governo oligárquico da Primeira República.
A insatisfação ficou mais forte enquanto ocorria o processo eleitoral para presidente, em 1922. As oligarquias paulista e mineira lançaram Artur Bernardes à presidência. Já as oligarquias do Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro compuseram a Reação Republicana, que tinha Nilo Peçanha como candidato.
Não é de hoje que surgem fake news em eleições. Já naquela época, cartas que criticavam militares foram divulgadas e atribuídas a Artur Bernardes. Mesmo sendo falsas, já serviram para criar um ambiente desfavorável.
Já com Artur eleito, em meados de 1922, o governo ordenou a prisão do marechal Hermes da Fonseca, após críticas que o militar fez ao governo. Isso acentuou as hostilidades e deflagrou o movimento tenentista.
Pequenas revoltas tenentistas ocorreram no Rio de Janeiro e em Mato Grosso. Uma delas, aliás, a mais famosa, foi a Revolta do Forte de Copacabana, de 5 de julho de 1922.
A Coluna Prestes surgiu como parte do movimento tenentista, mais especificamente por conta de levantes que ocorreram em 1924. Em julho desse mesmo ano, aconteceram levantes tenentistas em diferentes partes do Brasil, dos quais o principal ficou conhecido como a Revolta Paulista de 1924. Nela, os tenentistas dominaram a capital paulista por três semanas, fugindo depois e indo se instalar no interior do Paraná. Diversos levantes aconteceram também no Rio Grande do Sul.
A Coluna Prestes formou-se pela junção dos tenentistas rebelados em São Paulo com os colegas análogos no Rio Grande do Sul, totalizando cerca de mil e quinhentos homens. Eles foram divididos em duas tropas e ficaram sob a liderança de Luís Carlos Prestes, Miguel Costa e Juarez Távora. Além desses, outro destaque da Coluna Prestes foi Isidoro Dias Lopes.
QUAIS OS OBJETIVOS DA COLUNA PRESTES?
Nos principais objetivos da Coluna Prestes, podemos citar:
• A reforma educacional (acesso ao ensino público e primário, devendo ser universal e obrigatório).
• Uma reforma social visando abolir a desigualdade.
• Ser feita a reforma política, garantindo escolhas democráticas, com meios de comunicação livres e voto secreto (eliminando os votos-de-cabresto).
• A moralização da política.
Pode-se incluir na lista a destituição do presidente e o fim das oligarquias rurais que eram protagonistas na política nacional. Os tenentistas eram militares em sua maioria e, como categoria, ficaram insatisfeitos com reformas feitas pelo governo vigente.
A partir desses objetivos, vários levantes militares aconteceriam a partir de 1924, como a Revolta dos 18 de Copacabana, a Revolução de 1924, a Comuna de Manaus e a Coluna Prestes. Vamos ver como atuou a Coluna Prestes a seguir.
COMO FOI A ATUAÇÃO DA COLUNA PRESTES?
O início oficial aconteceu em 29 de abril de 1925. Poucos dias antes disso, Luís Carlos Prestes e General Isidoro Dias Lopes, bem como outros tenentistas, reuniram-se para debater a união das forças, definindo que Isidoro Dias atuaria na Argentina. Fixado lá, buscaria mobilizar uma cooperação internacional para as tropas que marchariam pelo Brasil.
Esse grupo era formado por paulistas e gaúchos. Os primeiros a se juntarem fizeram o movimento militar chamado de "Revolução de 1924", ocorrida em São Paulo. Ela foi liderada por Isidoro Dias e Miguel Costa. Ao fugirem da capital paulista, eles se uniram às tropas do sul, lideradas por Luís Carlos Prestes, Siqueira Campos e João Alberto.
A reunião comentada foi realizada no estado do Paraná. Os militares teriam seguido de lá para outros estados. Os membros gaúchos, cerca de mil e quinhentos, saíram de Alegrete.
A Coluna Prestes totalizou vinte meses e 25.000 km percorridos. Foram atravessados os seguintes estados:
• Rio Grande do Sul.
• Paraná.
• Mato Grosso.
• Mato Grosso do Sul.
• Goiás.
• Tocantins.
• Minas Gerais.
• Bahia.
• Paraíba.
• Piauí.
• Maranhão.
• Ceará.
• Pernambuco e
• Rio Grande do Norte.
Durante todo esse trajeto, iam a pé ou a cavalo, atuando de diversas formas, como fazendo propaganda política, promovendo comícios, apresentando suas propostas e ideais e, ainda, derrotando as forças legalistas do governo em diversos levantes realizados. Usava-se táticas de despistamento.
Uma tática adotada na Coluna Prestes foi a de evitar conflitos abertos contra as forças armadas nacionais, principalmente quando essas forças eram muito superiores. Nisso, por esse conflito não ter acontecido, diz-se que a Coluna Prestes foi "invicta".
Ao chegar nas cidades, buscando informações sobre possíveis repressões e tendo a negativa de confronto, a Coluna Prestes as invadia e tinha diferentes recepções da população: uma parcela os tratava como heróis, enquanto outra com frieza e desconfiança. Havia a intenção de mobilizar a população local. Isso não se confirmou e o movimento não cresceu. Passado mais de um ano, o desgaste e o fim do governo de Bernardes fizeram os membros desistirem de continuar.
Em fevereiro de 1927, os membros da Coluna Prestes largaram de suas armas e exilaram-se na Bolívia. Depois de tudo, Luís Carlos Prestes passou a ser conhecido como “Cavaleiro da Esperança” em virtude da sua liderança: tornou-se um dos principais nomes da luta popular e revolucionária do Brasil.
A ANALOGIA DE PAULO POLZONOFF JÚNIOR
Mais tarde, em 2026, o deputado Federal bolsonarista Nikolas Ferreira promoveu uma pequena caminhada. O contexto é bem diferente do tenentismo de 1925, e o país está bem polarizado entre esquerda-direita ou direita-esquerda (Carrara táxi ou Táxi Carrara, ainda não sabemos).
O trajeto foi de Paracatu (MG) até Brasília (DF), perfazendo 240 km. No contexto do país dividido, o trajeto não foi tão silencioso como o da Coluna Prestes, mas visível e presente até nas redes sociais, com manifestações de apoio e contrárias, refletindo nosso país.
A coluna de Paulo Polzononoff Junior na Gazeta do Povo, em janeiro de 2026, fala sobre a nova caminhada vista no país e a compara a outros movimentos similares na história. Alguns desses movimentos, fora do Brasil, foram a Marcha de Selma a Montgomery, liderada por Martin Luther King Jr., ou a Marcha do Sal, liderada por Gandhi.
Em meio às comparações ou críticas, o colunista aborda um ponto fundamental, que falta na política. Dentro da Coluna Prestes, apesar de não ter sido um sucesso quando feita, as pessoas do movimento conheceram o interior do país e suas mazelas, e puderam entendê-lo de verdade. Independentemente da corrente política, esse entendimento costuma faltar, e Brasília passa a ser um mundo paralelo do resto do Brasil.
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