Poesias

 

Reclamar faz bem para tirar pesos da vida, mas a solução de alguns problemas pode ser simples!

 

 

Nossa modesta janela, mal clareia...
[Telhado modesto da fazenda. Imagem: Marc Pascual / Pixabay]


 

DEPOIS, VOCÊ PODE LER TAMBÉM

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TELHA DE VIDRO

 

Quando a moça da cidade chegou

 veio morar na fazenda,

 na casa velha...

 Tão velha!

 Quem fez aquela casa foi o bisavô...

 Deram-lhe para dormir a camarinha,

 uma alcova sem luzes, tão escura!

 mergulhada na tristura

 de sua treva e de sua única portinha...

 

 A moça não disse nada,

 mas mandou buscar na cidade

 uma telha de vidro...

 Queria que ficasse iluminada

 sua camarinha sem claridade...

        

Agora,

o quarto onde ela mora

é o quarto mais alegre da fazenda,

tão claro que, ao meio dia, aparece uma

renda de arabesco de sol nos ladrilhos

vermelhos,

que — coitados — tão velhos

só hoje é que conhecem a luz doa dia...

A luz branca e fria

também se mete às vezes pelo clarão

da telha milagrosa...

Ou alguma estrela audaciosa

careteia

no espelho onde a moça se penteia.

        

Que linda camarinha! Era tão feia!

 — Você me disse um dia

que sua vida era toda escuridão

cinzenta,

fria,

sem um luar, sem um clarão...

Por que você na experimenta?

A moça foi tão vem sucedida...

Ponha uma telha de vidro em sua vida!’.

 

QUEIROZ, Rachel.

 

CÂNTICO DA TERRA

 

Falando em fazenda, o local que nos faz pensar em nossas origens e do alimento, que tal ver uma poesia falando da terra? Na sugestão de post da linha azul 👇🏻, você pode conferir:

 

 

 

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👉 Cântico da Terra, Cora Coralina

 

 

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