Mensagens e poesias

 

De onde vem a vida? Se você crê em Deus, dele, mas além disso, da terra de onde viemos.

 

 

Sentindo a terra e o seu ser
[Poesia em meio à Terra. Imagem: Free-photos / Pixabay]


 

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» Como uma flor incerta

 

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O CÂNTICO DA TERRA

 

“Eu sou a terra, eu sou a vida.

Do meu barro primeiro veio o homem.

De mim veio a mulher e veio o amor.

Veio a árvore, veio a fonte.

Vem o fruto e vem a flor.

 

Eu sou a fonte original da vida.

Sou o chão que se prende à tua casa.

Sou a telha da coberta do teu lar.

A mina constante do teu poço.

Sou a espiga generosa do teu gado

e certeza tranquila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.

De mim vieste pela mão do Criador,

e a mim tu voltarás no fim da lida.

Só em mim acharás descanso e paz.

 

Eu sou a grande Mãe Universal.

Tua filha, tua noiva desposada.

A mulher e o ventre que fecundas.

Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

 

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.

Teu arado, tua foice, teu machado.

O berço pequenino de teu filho.

O algodão de tua veste

e o pão de tua casa.

 

E um dia bem distante

a mim tu voltarás.

E no canteiro materno do meu seio

tranquilo dormirás.

 

Plantemos a roça.

Lavremos a gleba.

Cuidemos do ninho

do galho e das tulhas.

Fartura teremos

e donos de sítio

felizes seremos.”

 

 

CORALINA, Cora.

 

AS PEDRAS DE ANINHA

 

Cora Coralina não é um nome, mas um apelido de Ana, ou Aninha. Em um poema entre tantos belos poemas, Cora adota seu nome original, de batismo, intitulado “Aninha e suas pedras”. Na sugestão de post da linha azul 👇🏻, é possível conferir mais essa poesia:

 

 

 

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👉 Aninha e suas pedras

 

 

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