Como eu era antes de você

watch_later 11 de agosto de 2016
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Cultura

O livro de Jojo Moyes, posteriormente adaptado para o cinema, conta a história de Louisa Clark (26) e Will Traynor (35). Louisa precisa ajudar nas despesas familiares e, sem muitas ambições, buscou vários empregos e, na sua última tentativa, assume o emprego de cuidadora do tetraplégico Will. Namora com Patrick, que não está nem um pouco interessado no que ela realmente deseja.

 
[Will e Louisa, em cena do filme baseado no livro de Jojo Moyes. Imagem: Youtube/Reprodução]


Will sofreu um acidente, atropelado por uma moto ao atravessar a rua. Rico e acostumado a uma vida intensa de práticas esportivas, mulheres e viagens, sua nova vida o deixa extremamente entediado, aliado ao fato de intensas dores e problemas graves de saúde.

A presença de Louisa muda sua vida, mas não é suficiente para que ele mude sua decisão de pôr fim à sua vida, ou seja, praticar a Eutanásia. Acostumados a buscar finais felizes, muitos de nós podem ficar decepcionados com tal fim. Will achava que nunca mais teria sua vida, a que ele gostava, de volta. Por outro lado, tentamos consolar aos amigos e familiares, durante o funeral de alguém, que a morte trouxe ao fim àquele sofrimento...
É possível que a Eutanásia nos traga tanto estranhamento porque a morte é algo difícil de lidar. Por mais que alguém tente dizer que o que não deseja é sofrer, experimente pensar que você foi avisado que irá morrer amanhã, pontualmente ao meio-dia... sufocante tal sensação, né 😥?!

Porém, há defensores dos dois pontos de vista. Há quem diga que deveria ser um direito ter uma ‘morte digna’. No Brasil, a Eutanásia é proibida e, em locais como Uruguai e Colômbia, não há legislação específica, porém sem punição a quem praticar o fim da vida em casos terminais ou de alta severidade. Já em determinados países europeus como Bélgica, Reino dos Países Baixos (após os 12 anos), Alemanha, França e outros, há dispositivos legais para tanto, contanto que haja atestado por médicos e psicólogos que declare ciência da irreversibilidade do ato por parte do solicitante, segundo informações do Jornal Zero Hora.

Ainda segundo o mesmo, no Brasil, a Eutanásia é considerada antiética por parte do Código de Medicina, sendo recomendada a Ortonásia, que é o uso de técnicas que permitam o prolongamento da vida, desde que com mitigação da dor. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina do ano de 2006 permite que médicos interrompam este tratamento, porém em fase terminal, de doença grave ou incurável, mediante vontade atestada pelo doente ou representante legal.

Em alguns desses casos, pode ser difícil saber a opinião do doente. Por mais doloroso que seja, a família precisa saber, dentro do âmbito legal brasileiro, o que cada um gostaria de fazer no caso de uma doença grave no futuro e, acima de tudo, ter a noção de que o fim de uma vida é algo irreversível, apesar de que sejamos eternos no coração de quem nos ama.


E ainda mais para você: Afinal, o que é o sucesso?




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