Não se faz omelete sem quebrar os ovos

watch_later 7 de abril de 2016
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Cultura e Comportamento


Vamos pensar em um tema que pode vir diante desta nossa máxima: o consumo de carne. Durante o mês passado, durante exibição do programa ‘Tempero de Família com Rodrigo Hilbert’, foi exibida a carneação de um cordeiro, com todos os detalhes, o que gerou opiniões diversas do público que acompanhou o programa e até de quem não o viu. A proposta do programa de tevê, segundo seu site, seria de demonstrar alimentos sendo preparados logo após sua produção, ou seja, demonstrar a origem e não focar apenas no preparo.

[Divulgação do Programa ‘Tempero de Família com Rodrigo Hilbert’. Imagem: Reprodução/GNT]


Várias questões podem ser abordadas a partir desse episódio. Pode ser uma boa ideia demonstrar que os alimentos comercializados em supermercados são resultado do trabalho de muitas pessoas, e que têm origem na terra ou no campo, enfim. Mas, demonstrar como surge a carne, por exemplo, pode não ser uma realidade muito amena para quem nunca a viu de perto ou não está acostumado com esta rotina. Algumas pessoas consomem carne de animais diversos sem refletir o que se passa por trás de tudo isso. Afinal, diferentemente do que ensinam os livros infantis, os animais não nos ‘dão carne’ nem a temos sem matá-los a fim de obtê-la.

Também houve o questionamento quanto a técnica adotada para o abate. Muitos grupos de defensores dos animais se pronunciaram dizendo que não houve todos os procedimentos necessários nem condições sanitárias adequadas. Aí partimos para o outro lado. Também se fez campanha por parte de pessoas que vivem ou cultivam as tradições do campo. Para elas, é absolutamente normal realizar abate de tal forma e isso não tem maiores implicações, haja vista que o consumo costuma ser apenas familiar e, muitas vezes, imediato. Entretanto, em matadouros frigoríficos e estabelecimentos do gênero, faz-se necessário ter instalações com características industriais especiais, segundo legislação aplicável e condições sanitárias mínimas esperadas. Costuma-se adotar choque elétrico por solução com eletrólito ou com dois polos carregados, a fim de deixar o animal inconsciente e depois realizar o corte final.

Nestes estabelecimentos existe certa mitigação dos efeitos do abate por conta da inconsciência, com a não criação de marcas na carne por batidas também. Mas, não deixa de ser abate. Outro fato importante que foi levantado como uma suposta ‘edição’ do programa, é que não foi apresentado o ‘grito’ do animal. Conhecedores de carneações em fazendas sabem que é comum um borrego ou mesmo uma ovelha não fazer qualquer tipo de barulho. Outros animais como bois e porcos já possuem tal comportamento.

Do programa, por fim, seguem duas conclusões: quem realmente se sente incomodado de qual é a origem da carne e que implicação ela traz deve optar por uma dieta vegetariana e tomar as precauções necessárias (veja mais nos posts sugeridos) e o fato de ter mostrado o abate pode ter sido uma má ideia no sentido de que muitas pessoas não assimilam a carne ao abate e muitas vezes nem o conhecem.





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