O isolamento social de Edward Hopper

por - sábado, abril 18, 2020

Arte

O isolamento social se tornou uma realidade que, após a recente pandemia mundial do coronavírus, passou de não recomendável a obrigatória em várias regiões do mundo. Fotos e vídeos de TV e internet mostram situações quase inimagináveis em todas as grandes metrópoles, com ruas e parques vazios.

Dentro do mundo da arte, também houve quem tenha retratado o isolamento social, pois essa era a sua perspectiva de vida, conforme relembraram a revista Exame, o Jornal The Guardian e outros veículos de comunicação. Edward Hopper foi um artista estadunidense que expressou o isolamento em seus quadros, em meio urbano, até os anos 1960. Vamos conhecer um pouco mais da vida e obra do artista?

[Obras de Edward Hopper exibidas em sala especial na 9ª Bienal de São Paulo. Imagem: Bienal de São Paulo/Reprodução]



O QUE FEZ EDWARD HOPPER?


Edward nasceu em 1882, seis anos antes da abolição da escravatura no Brasil. Sua cidade natal foi Orangetown, estado de New York, nos Estados Unidos da América. Ao final de sua vida, residia em New York City, em maio de 1967.

Segundo a Enciclopédia Britannica, Edward teve seu começo na vida artística como ilustrador. Aos dezenove anos, entrou na Ashcan School, permanecendo lá até o ano de 1906, e tendo como professor o pintor Robert Henri. De 1906 a 1910, Hopper foi para a França em três viagens, desenvolvendo ainda mais sua veia artística nessas experiências.

Assim como outros pintores da Ashcan School, o estilo de pintura de Edward era a descrição realista de aspectos do cotidiano do campo, cidades, municípios e nações, acrescida ao toque pessoal do isolamento social. Hopper acreditava que aspectos urbanos como grandes prédios e outros elementos, apesar de aglomerarem pessoas em seu interior, não necessariamente seriam fontes de confraternização e vida coletiva, mas focos de isolamento social.

Após a metade dos anos 1920, Edward Hopper refinou suas técnicas de pintura, melhorando alguns aspectos como a representação de fontes de luz. Isso ficou evidente nas obras feitas com a maturidade profissional.

Um pintor, como artista, acaba sendo fruto das referências de sua formação (por isso é que, quando se fala de um artista e sua biografia, conta-se onde ele aprendeu e quem o influenciou) e de sua própria personalidade. Edward Hopper era avesso a plateias, aplausos e críticas, tanto que nem teria se sentido lisonjeado em representar os Estados Unidos na Bienal de São Paulo de 1967. Era esperado que o artista estivesse em São Paulo, naquela bienal, para apresentar sua obra. Como ele falecera meses antes, a tarefa coube a um representante.

CONHECENDO MAIS ALGUMAS OBRAS DO ARTISTA


Vamos ver mais algumas obras de Hopper, além daquela apresentada no começo do post? Confira a seguir:


 
[“Morning Sun” 1952. Imagem: The Guardian/Reprodução]


[“Nighthawks”, 1942. Imagem: Universia/Reprodução]

[“Gas”, 1940. Imagem: MoMA – Museu of Modern Art/Reprodução]

[“Sunlight in Cafeteria”,1958. Imagem: DailyArt/Reprodução]

[“Shakespeare at dusk”, . Imagem: Sotheby’s/Reprodução]
 
[“Office in a small city”, 1953. Imagem: Metropolitan Museum of Art/Reprodução]



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