A Amoxicilina e a Haplologia

watch_later 21 de julho de 2017
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Língua Portuguesa


A Lei do menor esforço costuma servir aos mais diferentes fins. Na linguagem não é diferente, de modo que facilmente o leitor já escutou alguém que pediu “Amoxilina” (A-MO-XI-LI-NA) na farmácia, buscando pelo antibiótico Amoxicilina (A-MO-XI-CI-LI-NA). Este fenômeno linguístico é conhecido como Haplologia. 

http://www.oblogdomestre.com.br/2017/07/Haplologia.LinguaPortuguesa.html
[Imagem: Dicas de Farmacêutico]


» (sic)

A Haplologia é a supressão de uma sílaba numa sucessão que possua fonema semelhante. No caso do nome “Amoxicilina”, as sílabas – XI – e – CI – são de leitura próxima, o que poderia gerar um trava-línguas para algumas pessoas. Ela também ocorre na formação de palavras por junção de dois radicais ou entre radicais e prefixos/sufixos, facilitando a leitura. Um exemplo disso está no gênero tragicomédia, que une trágico+comédia. A diferença nestes dois casos é que o nome “Amoxicilina” deve ser pronunciado com todas as suas vogais, enquanto que a aglutinação tragicomédia permite a união formal, inclusive na escrita.

Em um conceito mais claro, a Haplologia é definida como a supressão de fonemas, por fenômeno de simplificação da língua. Outro exemplo que pode ser dado é “companhia”, onde ao invés de ser lida (COM-PA-NHIA) costumeiramente é tratada como “compania” (COM-PA-NIA) durante a fala e/ou leitura.

Justamente durante a fala e/ou leitura é que ocorrem os maiores casos de Haplologia. Mesmo que inconscientemente, unimos palavras, buscando uma interlocução mais fluida. Na Língua Portuguesa, como estudada pelos falantes brasileiros, este tema é pouco abordado. Quem estuda outras línguas, como o Inglês, principalmente estadunidense, possui maior contato com a fluência causada pela Haplologia, o que piora um pouquinho mais a sensação de que todo falante nato pronuncia tudo extremamente rápido.

É importante diferenciar a Haplologia como fenômeno que ocorre na leitura daquele que se reflete na escrita, a fim de evitar erros. “A gente” e “agente”, “afim” e “a fim” existem e fazem parte da Língua, mas possuem significados diferentes, por mais que reflitam em fonemas iguais.


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