Escolhendo e aplicando pisos e azulejos (revestimentos cerâmicos)

watch_later 31 de julho de 2015
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Os revestimentos cerâmicos (pisos e azulejos) se destacam pela excelente durabilidade; facilidade de limpeza; variabilidade de cores, texturas e formatos; entre outras características. O Brasil, por sua tradição advinda de sua origem portuguesa, e também por os revestimentos cerâmicos terem deixado de ser apenas de uso restrito às áreas molháveis para ocupar inclusive fachadas, teve um intenso crescimento da produção e aplicação ao longo dos últimos anos, e deve seguir desta forma por muito tempo.
Para aplicações residenciais ou comerciais, é interessante tomar alguns cuidados desde a escolha até a aplicação de revestimentos cerâmicos, para que todos os benefícios (principalmente a durabilidade) possam ser usufruídos:

Azulejos
[Imagem: Mundo das Tribos]


1) Escolha do piso/azulejo: deve levar em conta o tipo de aplicação e o local. Para azulejos, é preferível usar peças menores e mais claras para fachadas e/ou locais muito expostos à insolação, onde as dilatações térmicas são menos expressivas e geram menores tensões térmicas. Quando falamos de pisos, é importante que estes sejam antiderrapantes (principalmente em ambientes externos) e que tenham um índice de PEI adequado ao uso, que varia de 0 a 5, sendo os pisos enquadrados na faixa de 1 a 5. Este índice indica a resistência à abrasão, sendo demonstradas a seguir as aplicações para cada valor:

PEI 1 – Tráfego Leve. Ambientes onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços (banheiros e dormitórios);
PEI 2 – Tráfego Médio. Ambientes onde se caminha normalmente com sapatos (demais dependências residenciais – exceto cozinhas e entradas);
PEI 3 – Tráfego médio-intenso. Ambientes onde se pode caminhar com alguma sujeira abrasiva (cozinhas, corredores);
PEI 4 – Tráfego Intenso. Locais com tráfego permanente de pessoas (lojas, restaurantes, shoppings);
PEI 5 – Tráfego super-intenso. Locais com tráfego intenso de pessoas (aeroportos, fábricas, garagens).

Porém, muitas fábricas ou não apresentam o PEI, ou o apresentam de maneira errônea, como sendo a sigla para a indicação de uso, que é a outra forma de escolher um revestimento cerâmico. Algumas delas são:

CL - Comercial Leve - tráfego mediano de pessoas sem o trânsito de equipamentos, áreas comuns de condomínios, lojas sem estoques, corredores de hotéis, etc.;
CP - Comercial Pesado - tráfego intenso de pessoas com trânsito eventual de equipamentos leves, hall de entrada de hotel ou edifício comercial, corredores secundários de shopping center, cozinha industrial, escolas, hospitais, museus, mercado de bairro, etc.;
FA – Fachada - paredes externas e fachadas. Alguns produtos FA também podem ser utilizados em pisos, por isso podem apresentar duas siglas, Exemplo: FA-CL;
HT – Todos os ambientes residenciais, garagens e varandas, com ou sem acesso às áreas externas;
IU - Industrial e Urbano - tráfego intenso de pessoas e trânsito leve de equipamentos e veículos, calçada, shopping center, supermercado, home center, praça, metrô, etc.;
RE – Residencial - tráfego leve de pessoas, áreas privativas em residências e condomínios;
RI - Revestimento Interno - paredes internas, não sendo indicada a sua utilização em pisos;
XT - Áreas externas e todos os ambientes residenciais, prédios públicos e comerciais, com ou sem acesso a áreas externas.

Resistência ao manchamento e outras características podem ser importantes também na escolha de um revestimento cerâmico;

2) Escolha da desempenadeira: A altura dos dentes da desempenadeira, em conjunto com as dimensões da peça cerâmica, podem exigir a dupla colagem (veja a seguir). Este procedimento pode ser dispensado se os dentes foram maiores do que 10 mm (até 12 mm);

3) Dupla colagem: na aplicação de argamassa colante, para qualquer peça cerâmica em substrato de reboco ou contrapiso (usam-se colas em gesso acartonado), se deve espalhar com a parte lisa da desempenadeira e fazer dentes com a parte dentada. Quando as peças cerâmicas tiverem mais do que 900 cm² de superfície (uma peça de 30x30 cm, por exemplo), se deve fazer este mesmo espalhamento no tardoz (parte oposta à que ficará exposta ao exterior). Nunca se deve colar com bolas de argamassa no tardoz;

4) Respeite os tempos: geralmente não há um tempo para misturar as argamassas colantes, mas estas devem ser homogeneizadas até que não tenham grumos. Também se deve respeitar um tempo para reação dos componentes, onde se deve remisturar a argamassa colante antes de aplicá-la; assim como um tempo máximo para ajustes de posição (tempo de ajustabilidade), tempo para aplicação com garantia de haver aderência (tempo em aberto) e tempo máximo de uso - estes tempos são informados pelos fabricantes;

5) Escolha da argamassa colante: a argamassa colante depende também do local de aplicação. Para ambientes internos, basta um cimento cola ACI, mas para aplicações externas, os tipos ACII e ACIII e derivados são recomendados;

6) Rejuntamento correto: tanto os rejuntes comuns (à base de cimento Portland) como os do tipo epóxi exigem um mínimo de 72h após a aplicação do revestimento para rejuntamento. Devem-se respeitar as quantidades de água para rejuntes de cimento, e o tempo após a aplicação para usos em piscinas (enchimento da piscina) no caso de rejuntes epóxi. Em vários casos, com peças cerâmicas porosas ou bastante rugosas, é preciso isolar a peça para não manchar e, em caso de rejunte epóxi, é praticamente impossível remover depois, por isso, mesmo se o acabamento for muito melhor, o cuidado é redobrado;

7) Molhagem: a única molhagem possível é a das peças cerâmicas antes do corte com máquinas como esmerilhadeiras e serras mármore, se já houver um planejamento das dimensões dos cortes, que devem ser reduzidos ao máximo e colocados preferencialmente longe de regiões potenciais de quebra (extremos de pisos externos, por exemplo), porém esta molhagem pode ocorrer apenas bem antes da aplicação. Durante a aplicação, as peças devem estar secas e limpas, e o substrato deve estar limpo também;

8) Armazenamento: As peças cerâmicas devem ter armazenamento em pilhas verticais (peças na vertical) com altura máxima de dois metros. Esta altura cai para 1,5m, em local coberto e abrigado de umidade para sacos de cimento cola.






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