Poesias
 

Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
                 Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
                 Depois, perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se o clarim.
Serve-se morto.
 

FERREIRA, Reinaldo.
 

Veja também: (Mensagens e poesias) Saara

 
 


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