Monteiro Lobato e o Sítio

watch_later 19 de abril de 2014
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Literatura

Monteiro Lobato foi um grande escritor brasileiro, tendo escrito obras para as mais diferentes faixas etárias, ficando na memória de todos a autoria sua do 'Sítio do Pica-pau amarelo'. Porém, não há algum livro deste autor que tenha este título. Na verdade, o sítio em questão é o cenário para todas as aventuras.
Historicamente, Monteiro Lobato ficou conhecido pela forte crítica à obra de Anitta Malfatti, bem como a crítica em 'Cidades Mortas' aos locais do Brasil que seguem a passos de tartaruga. A obra destinada a crianças e adolescentes foi a última e mais destacada etapa de sua obra.

Sítio do Pica-pau amarelo
[Uma das clássicas capas das obras de Lobato vividas no ´Sítio’. Imagem: Revistalivro]


As obras infanto-juvenis se destacam por ensinar em todas as áreas do conhecimento, de maneira não tão simples para o leitor que está iniciando. Porém, por outro lado, uma obra infantil mais densa em conteúdo pode ser um estimulo às leituras mais extensas no futuro.
O 'Jeca-Tatu' é um personagem de Lobato que é infectado por doenças transmitidas pelo solo, que enfraqueciam e vitimavam inúmeros caboclos, sendo hoje tão esquecidas estas enfermidades mais comuns no passado. Jeca, ao descobrir o bem causado por andar calçado, colocou botinas em todos de sua família e até mesmo nos animais.
O sítio do pica-pau amarelo aparece em diferentes histórias, como: Serões de Dona Benta, A chave do tamanho, Aritmética da Emília, Caçadas de Pedrinho, Reinações de Narizinho, Emília no país da gramática, Os 12 trabalhos de Hércules, entre outras. Em todas as histórias, há os diferentes personagens, cada um com características únicas, bem distinguíveis, como: Dona Benta, Tio Barnabé, Pedrinho, Narizinho, Tia Anastácia, Visconde de Sabugosa, Cuca e Rabicó.
Duas coisas importantes devem ser salientadas. A forma com que as histórias e os personagens são retratados pela TV difere em parte da obra original, como ocorre em toda adaptação, mas nem por isso deixa de ser uma espécie de estímulo à leitura. O porquinho Rabicó, por exemplo, não anda em pé, aparecendo até mesmo em um dos livros a explicação de Sabugosa das dificuldades de operar o amigo para que ele andasse em pé. A outra é de que o contexto histórico é diferente, e que expressões distintas das usadas atualmente ocorrem, bem como explicações históricas. Não é por que os serões de Dona Benta falam sobre a Mesopotâmia que a criança deve buscá-la no mapa.
De qualquer forma, impossível é não se encantar e se apaixonar por todas as histórias que se passam no sítio. Muitas e muitas gerações ainda devem crescer se encantando com essas histórias, desde que sejam, desde cedo, estimuladas ao prazer destas leituras.


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