Métodos teóricos para melhoria do transporte e circulação urbanos

watch_later 16 de abril de 2014
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Todos nós sabemos que o crescimento das cidades ocorreu de forma rápida e, muitas vezes desordenada, gerando inúmeros problemas de infraestrutura, que interferem diretamente na qualidade de vida da população urbana. O estudo dos diferentes sistemas de tráfego, pela engenharia de tráfego, é uma área ampla e muito importante. Para contornar os crescentes problemas, entretanto, algumas soluções são conhecidas e, sendo lançada mão destas soluções, podem ser obtidos bons resultados, conforme o local. Vejamos a seguir algumas delas.

[Imagem: UOL Notícias]


- Planejamento urbano efetivo: com um planejamento urbano adequado, se pode buscar a concentração de serviços e atividades em blocos das cidades, de modo a reduzir os deslocamentos entre pontos distantes das cidades. Outra questão que se pode regular é o nível de verticalização de regiões das cidades, o que compacta a estrutura urbana e reduz custos de deslocamento, serviços públicos, etc. O que regula este planejamento é o plano diretor da cada cidade, que pode ser ou falho, ou ser bom e não ser cumprido integralmente, ou ser afetado por ocupação irregular de locais, por exemplo.

- Tarifação de estacionamento: retirando de lado o mérito da destinação do dinheiro neste e nos demais itens, pode servir, de forma barata, para desestimular o uso de automóveis, já que as vagas têm custo de uso e são poucas em relação à demanda, sendo resolvido, em parte, o problema de achar uma vaga.

- 'Flexi-time': Estabelecimentos públicos e privados adotando horários mais flexíveis em relação ao padrão até então usual. Por exemplo, agências da Previdência Social trabalhando das 9h às 14h, que foge aos horários comuns de pico de 7/8 h, 12h e 18h.

- Binários: São duas ruas com uma pista ou mais nas quais 'uma vai e outra volta', ou seja, duas ruas de mão única e sentidos opostos. A vantagem é permitir uma vazão muito maior de veículos por reduzir a quantidade de conversões possíveis.. O inconveniente é exigir que as duas ruas do binário não sejam tão distantes e tenham boa conexão entre elas, de modo a evitar deslocamentos desnecessários por conta das mãos únicas.

- Pedágios urbanos e restrições de horário para estacionamento: também servem para inibir fluxos de veículos em determinadas regiões em certos horários. Não é uma boa medida em termos de aceitação, sendo adotada em algumas cidades do mundo.

- Faixas e vias exclusivas: servem para facilitar fluxos de determinados tipos de modos de transporte, ou mesmo viabilizá-los, como no caso das bicicletas. Corredores para ônibus já foram adotados em diferentes locais de nosso país, tendo resultados positivos a longo prazo. No caso de ciclovias ou ciclofaixas, os problemas estão na quantidade e na conectividade.

A maior solução para os problemas do transporte urbano (e também o maior problema) está em um planejamento urbano adequado, que ajuste os elementos urbanos às vias e vice-versa, se preocupe com verticalização densa, entre outros. Taxações são soluções fáceis, mas funcionam apenas paliativamente. Várias outras opções são possíveis, mas é preciso estudar caso a caso cada uma delas, e sua aplicabilidade naquele local em que se deseja melhoria.







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