Agregando Valor

watch_later 9 de dezembro de 2013
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Variedades


O valor de qualquer coisa no mercado é definido de acordo com a complexidade de sua fabricação: etapas de fabricação, nível de desenvolvimento tecnológico, matérias-primas utilizadas, etc. e também de acordo com sua demanda. Esta característica é que define a principal diferença entre outros países emergentes e o Brasil, que tem como tradição a exportação de produtos agrícolas e matérias-primas brutas, as chamadas commodities. A China, por exemplo, tem como principal produto de compra de nosso país o minério de ferro.


 [Agregar valor passa por ampliar o caminho entre matéria-prima e produto exportado. Foto: Desterro Online]

Para entender esta lógica é simples: suponhamos que Pedrinho compre um pacote de chocolate em pó e três caixas de leite. Ele deseja ganhar dinheiro para comprar uma mochila nova, e, se vendê-los para seu colega fazer o lanche, irá ganhar muito pouco, pois ele não irá querer pagar muito mais do que pagaria se ele comprasse os mesmos produtos no supermercado. Então, Pedrinho decide vender os copos de leite com chocolate prontos para Gabriel e, com isso, agrega o valor do seu trabalho e consegue comprar sua mochila nova.



Claro que há muito mais fatores envolvidos, mas a ideia é esta: agregou mão de obra e/ou tecnologia, agregou preço. E os produtos brasileiros são como o leite na caixa e o pó de chocolate no pacote: valem pouco e tendem a valer menos ao longo dos anos. Em 2009, segundo reportagem do Jornal da Ciência, a tonelada de petróleo, autopeças e circuitos integrados custavam US$ 336,19; US$ 6 409,09 e US$ 639 241,43; respectivamente, sendo os principais produtos importados por nosso país. Já o minério de ferro, soja e automóveis, que são os principais produtos exportados, tinham valor, neste mesmo ano, de US$ 25,36; US$ 223,08 e US$ 6 523,88; respectivamente, por tonelada.

Outros dados estatísticos parecem animar no início, mas são preocupantes neste contexto: de 1997 a 2006, por exemplo, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o volume de importações passou de cerca de 7% do PIB para 8% e o volume de exportações de 6% para 13%. Porém, como vimos, os produtos importados e exportados possuem valor agregado diferente. A queda no preço das commodities é um fenômeno que ocorre desde a década de 1990, justamente o período em que o Brasil voltou a ter crescimento e predominância de produtos primários em sua pauta de exportação.

Para produzir coisas de maior valor agregado, é preciso crescer no que se refere a ciência e tecnologia, desenvolvimento de pesquisas e crescimento no ramo de produção de hardware e software. No ramo tecnológico, o Brasil é considerado, segundo classificação mundial em produção e uso de tecnologia, como seguidor dinâmico. Pode parecer estranho no início, mas, computadores mais potentes indicam nação com maior desenvolvimento. Isto porque se permite ter maior agilidade e resultados mais confiáveis em simulações de computador em métodos de elementos finitos e/ou volumes finitos, que são usados, nas mais diferentes ciências de desenvolvimento tecnológico, substituindo os métodos mecânicos de teste, e permitindo a otimização na produção. Não basta apenas adquirir computadores, celulares, tablets, ... e demais gadgets tecnológicos. É preciso crescer urgentemente neste setor.
 





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