Tem de multar

watch_later 12 de dezembro de 2013
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Os problemas de trânsito e a impunidade presentes no Brasil podem parecer um problema atual, mas, ao olhar em textos e reportagens mais antigas, vê-se esta que está transcrita abaixo, escrita por Nara Ferreira e publicada em 3 de Abril de 1996, apenas os dados estatísticos mudaram, como se tem notícia em reportagens do Fantástico sobre irresponsáveis que marcam rachas e filmam suas altas velocidades, pessoas que passam por cursos de reciclagem e vão dirigindo ao curso, entre tantos outros exemplos.

Claro que a solução proposta pela jornalista na época é questionável pelo fato de a natureza arrecadatória de todas as punições incomodar ao povo pelo fato de que os recursos terem fins escusos no Brasil. Já a aplicação mais severa das Leis e punições é completamente correta, pois a sensação de impunidade faz com que motoristas, mesmo não tendo mais o direito de dirigir ou estejam com sua carteira de habilitação cassada, sigam dirigindo e pondo em risco até mesmo a vida dos demais cidadãos pelo descumprimento das regras de trânsito.

Educação, respeito, consciência, plena aptidão física e mental para a direção e respeito às Leis são os itens básicos individuais para um trânsito melhor.


[Acidentes de trânsito costumam figurar entre as 10 maiores causas de morte no Brasil. Imagem: J. B. Moura]




 “A violência no trânsito virou lugar-comum, no Brasil. A impunidade, a frouxidão das leis, os motoristas indisciplinados e as más condições das ruas e estradas provocam a morte de milhares de pessoas por ano, no país todo. Não adianta ficar esperando que as estradas melhorem. Ou acreditar em campanhas educacionais. É preciso multar pesadamente os infratores e mandar para a cadeia aqueles que cometem crimes no trânsito.

Nossas autoridades precisam abrir os olhos para essa que é a maior responsável pela morte e inutilização de pessoas sadias neste país. Em 1995, 25 000 pessoas morreram e cerca de 350 000 ficaram feridas em acidentes. No ano passado, ocorreram 1 200 mortes apenas no minúsculo Distrito Federal. Isso é uma lástima, um absurdo, sem contar o prejuízo inestimável para o país e o sofrimento de milhares de famílias.

Por que não seguimos o exemplo de outros países que punem com rigor os criminosos do trânsito? Nos Estados Unidos, dirigir bêbado rende cadeia, multa pesadíssima, pode levar à suspensão da carteira de motorista e, em certos casos, até a um ano de prisão. Isso apenas por dirigir embriagado. Quem, sob o efeito de álcool, atropela pedestres, e ainda foge sem prestar socorro às vítimas, tem largas chances de ser condenado e preso.

[...]

Nos Estados Unidos, apesar da constituição, que preserva como nenhuma outra os direitos do indivíduo, além do bafômetro, usado amplamente, é frequente o policial pedir para o motorista “fazer o quatro”, andar em linha reta e contar de trás para frente como forma de aferir seu grau de lucidez. O bafômetro é o meio mais objetivo e prático para detectar a embriaguez.

O que não adianta são medidas como a lei seca nas estradas, que só cria um mercado negro de bebidas sem resolver o problema. A solução para essa crise de prudência ao volante começa no bolso e passa pela cadeia. Os governos reclamam da falta de verbas para melhorar as estradas. Então, que multem os que merecem, pois são muitos. Quanto mais multas, mas os cidadãos obedecerão, na marra, às regras básicas de como dirigir com segurança. O objetivo é coibir os abusos, mas as multas também trarão para os cofres públicos os recursos tão escassos para a melhoria das condições de trânsito. A ideia é simples e óbvia. Uma grande fonte de renda da prefeitura de Washignton, tão dependente de recursos federai quanto Brasília, está nas multas aplicadas aos infratores. Errou, pagou. Só sofrendo no bolso os motoristas relapsos passarão a respeitar as regras de trânsito. Quanto aos que dirigem bêbados e matam inocentes, não há dinheiro que pague por seu crime. Além de atingi-los pesadamente no bolso, é preciso que cumpram penas também pesadas na cadeia, que é lugar de criminoso.”






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