Falando sobre o preço do tomate...

watch_later 11 de abril de 2013
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Salgado ?!

Este tema tem sido, pelo menos nos últimos dias, tão corriqueiro como falar do tempo. Em fruteiras e supermercados, o preço se tornou exorbitante chegando, em alguns locais do país, a ser de quase dez reais. Na edição de hoje do Bom Dia Brasil, a comentarista Miriam Leitão frisou que alimentos como leite e feijão também estão entre os próximos vilões da lista. Nas redes sociais, houve muito espaço para brincadeiras, comparando tomates a diamantes ou considerando o seu consumo elitista. Veja algumas delas abaixo:










[Várias brincadeiras ilustraram a alta no preço do tomate. Circulando pelo Facebook.]


Fatos curiosos como o tráfico de tomate, segurança máxima nos depósitos e a boa era da cidade de Ribeirão Branco-SP, maior produtora da fruta, foram noticiados por vários telejornais. Em momento de inflação alarmante, passamos a nos dar conta de que todos os elementos da economia estão interligados, e que não existe separação tão forte entre campo e cidade como alguns costumam frisar.
Nas famílias brasileiras citadinas das classes D e E, a alimentação é um fator que pesa muito no orçamento. As reduções tributárias podem ajudar, mas seu efeito não é imediato. Já no campo, os agricultores, que dependem de bons preços para poder ter uma vida digna, passaram por dificuldades no ano de 2012, chegando a não comercializar tomates e deixá-los apodrecer no pé, pelo baixo preço que esta fruta tinha no mercado. Segundo o jornal Bom Dia Brasil, uma caixa com 22 kg era vendida, no ano passado, a R$ 5,00. Hoje, o preço é de R$ 150,00. Outro motivo que levou ao aumento de preço foi a redução da área de plantio, prática comum após crise nas vendas.
Além de realizar exonerações de impostos de alimentos, o governo precisa pensar em mais formas de auxiliar o agricultor a viabilizar técnicas melhores de produção, comprar novos equipamentos, máquinas e insumos, diversificar sua produção, etc. Não estamos falando da lógica da reforma agrária ou coisa parecida, mas de permitir que quem produz queira se manter na terra. Um trabalhador rural forte, mesmo que na agricultura familiar, consegue propiciar preços competitivos, não encarecendo tanto o valor na revenda final onde, outros que também são trabalhadores e precisam prover seu sustento com o pouco que ganham. Reduzir o desperdício durante o transporte também é outro desafio a ser enfrentado.
 



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