A farra no setor de telefonia

Descaso com o consumidor

 Quando se faz referência à farra neste setor, isto não indica que os tempos sejam maravilhosos para as empresas de telefonia, que tiveram de adotar novas estratégias, como pacotes de TV por assinatura ou combos de serviços, para seguir atuando. Ainda assim, parece que as empresas de telefonia se ‘esquecem’ que a satisfação do consumidor é a chave de qualquer negócio. As grandes empresas deste ramo são as campeãs de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.

[Foto: Instituto Akatu]

A portabilidade numérica foi considerada um significativo avanço na liberdade de escolha e a concorrência em favor do consumidor, que poderia manter seu número trocando de operadora de telefonia celular. Entretanto, se este mesmo consumidor ficar por três meses sem recarregar créditos perde o seu número de telefone. Onde está a democracia que tanto se falava nas propagandas sobre desbloqueio?
Pode até existir a alegação de que o número de usuários – ou de chips/ cartões SIM – cresce rapidamente, tanto que houve o acréscimo do dígito nove em SP, que será seguido no resto do país, pois os celulares modernos comportam dois, três, quatro destes cartões. Todavia, o que ocorre é uma indústria de compra e venda de chips, onde o cliente que não é lucrativo comprando créditos se torna atraente por ter de comprar um novo número a cada seis meses, por exemplo. Revendas não faltam, e a lucratividade na venda de um novo número por estes estabelecimentos é muito maior do que nas próprias recargas de preços populares.
Comprando um novo chip, o indivíduo é ‘beneficiado’ com bônus em ligações, que possuem preços baixos, mas que são subitamente cortadas ao meio. Por mais que tenha sido aprovada a religação gratuita se em seguida, é um desconforto estar conversando e ser interrompido: é o mesmo que um intruso interrompendo uma conversa a todo instante. Promete-se o que a cobertura das empresas não comporta. Falar ilimitado não é algo realmente possível, quanto mais deveria ser prometido.
Infelizmente, não tem tido tanta frequência as medidas tomadas pela Anatel como a proibição de venda de novas linhas ou promoções que não podem ser cumpridas, fazendo com que melhore esta ‘consciência’ extraviada não se sabe por onde da busca pela satisfação do usuário. Nestes aspectos aqui citados, e em muitos outros, a busca por melhorias deve ser mais efetiva por parte das autoridades, atendendo as queixas do consumidor, seja aquele que precisa matar as saudades de seus amigos e parentes fazendo ou podendo receber ligações, seja porque precisa usar o celular para seu trabalho e/ou negócios.
 



 

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