Amor é fogo que arde sem se ver

watch_later 7 de dezembro de 2012
comment Comentar
Poesias 

Este poema é uma grande marca no uso da figura de linguagem do paradoxo, onde elementos aparentemente contraditórios se tornam possíveis, assim como a própria existência do amor. Muitas vezes citado, este poema já foi extraído como excerto para uma música do grupo Legião Urbana, Monte Castelo. 

“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer. 

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade. 

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?   

CAMÕES, Luís Vaz de.
 

Veja também: (Mensagens e poesias) Amor, de Khalil Gibran




>> Gostou desta postagem? Compartilhe!
  • chevron_left
  • chevron_right

Seu comentário será publicado em breve e sua dúvida ou sugestão vista pelo Mestre Blogueiro. Caso queira comentar usando o Facebook, basta usar a caixa logo abaixo desta. Muito obrigado!

NÃO ESQUEÇA DE SEGUIR O BLOG DO MESTRE NAS REDES SOCIAIS (PELO MENU ≡ OU PELOS ÍCONES CIRCULARES) E ACOMPANHE AS NOVIDADES!

sentiment_satisfied Emojis do Google (texto para inserir)