Nélida Piñon é nomeada Embaixadora Ibero-Americana da Cultura


Nesta sexta, 21 de setembro de 2012, a escritora brasileira Nélida Piñon foi eleita Embaixadora Ibero-Americana da Cultura, na Espanha. O título é um reconhecimento da obra da escritora como elemento de união de dois continentes, através da língua e da história comum. Segundo o site G1, ao receber o título Nélida pronunciou-se falando de suas raízes hispânicas: “Eu, menina, passei semanas aqui, e semanas que eu desfrutei, porque meus avós me levavam, meus pais. Mas eu chorava muito, me despedindo dos amigos que eu havia deixado na Galícia, onde eu passara quase dois anos. Então eu desfrutei dessa cidade”. Na solenidade, o representante da Secretaria Ibero-americana destacou todo o talento da autora. Nélida é carioca, nascida em Vila Isabel, nascida a 3 de maio de 1937. Ocupa a cadeira número 30, sucedendo Aurélio Buarque de Holanda.
Alguns outros títulos e premiações recebidos pela escritora foram:

- Prêmio Walmap, pelo romance ‘Fundador’, em 1970;
- Prêmio Mário de Andrade, pelo romance ‘A casa da paixão’, em 1973;
- Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte e Prêmio Ficção Pen Clube, ambos pelo romance ‘A República dos sonhos’, em 1985;
- Prêmio José Geraldo Vieira, da União Brasileira de Escritores de São Paulo, pelo romance ‘A doce canção de Caetana’, em 1987;
- Prêmio Golfinho de Ouro, conferido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1990;
- Prêmio Bienal Nestlé, em 1991;
- Prêmio Internacional de Literatura Juan Rulfo, em 1995;
- Prêmio Menéndez Pelayo, concedido pela universidade espanhola de mesmo nome, no ano de 2003;
- Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras de 2005, concedido pela fundação de mesmo nome, da Espanha.

Os prêmios em que não obra especificada foram conquistados pelo conjunto da obra. Um feito inédito de Nélida foi a conquista do prêmio Juan Rulfo, mais importante da América Latina e do Caribe, pela primeira vez foi concedido a uma mulher e a um autor de Língua Portuguesa.
As obras de Nélida Piñon são:

- Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, romance, 1961;
- Madeira feita de cruz, romance, 1963;
- Tempo das frutas, contos, 1966;
- Fundador, romance, 1969;
- A casa da paixão, romance, 1977;
- Sala de armas, contos, 1973;
- Tebas do meu coração, romance, 1974;
- A força do destino, romance, 1977;
- O calor das coisas, contos, 1980;
- A república dos sonhos, romance, 1984;
- A doce canção de Caetana, romance, 1987;
- O pão de cada dia: fragmentos, contos, 1994;
- A roda do vento, romance infanto-juvenil, 1996;
- Até amanhã, outra vez; romance, 1999;
- Cortejo do Divino e outros contos escolhidos, contos, 2001;
- O presumível coração da América, discursos, 2002;
- Vozes do deserto, romance, 2004;
- O ritual da arte, ensaio sobre a criação literária, 2006. □ 

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